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Abertas as inscrições para a segunda edição do Revalida de 2022

Repro­du­ção: © Mar­ce­lo Camargo/Agência Bra­sil

Exames da primeira etapa serão em agosto


Publi­ca­do em 21/06/2022 — 08:19 Por Pedro Peduz­zi — Repór­ter da Agên­cia Bra­sil — Bra­sí­lia

Come­ça hoje (21) e ter­mi­na no dia 27 pró­xi­mo o perío­do de ins­cri­ção para a pri­mei­ra eta­pa da segun­da edi­ção do Exa­me Naci­o­nal de Reva­li­da­ção de Diplo­mas Médi­cos Expe­di­dos por Ins­ti­tui­ção de Edu­ca­ção Supe­ri­or Estran­gei­ra des­te ano — o Reva­li­da 2022/2 -, vol­ta­do a pro­fis­si­o­nais gra­du­a­dos em ins­ti­tui­ções estran­gei­ras que que­rem ter seus diplo­mas reco­nhe­ci­dos no Bra­sil.

O exa­me tem pre­vi­são de ser apli­ca­do no dia 7 de agos­to em oito cida­des: Bra­sí­lia, Cam­po Gran­de (MS), Curi­ti­ba (PR), Por­to Ale­gre (RS), Reci­fe (PE), Rio Bran­co (AC), Sal­va­dor (BA) e São Pau­lo (SP). Cli­que aqui para aces­sar a Pági­na do Par­ti­ci­pan­te.

Para par­ti­ci­par des­ta pri­mei­ra eta­pa, é neces­sá­rio, ao can­di­da­to, ser bra­si­lei­ro ou estran­gei­ro em situ­a­ção legal no Bra­sil. O valor cobra­do para a taxa de ins­cri­ção des­ta pri­mei­ra eta­pa é de R$ 410, e o paga­men­to deve ser fei­to por meio de Guia de Reco­lhi­men­to da União (GRU Cobran­ça) até 30 de junho em qual­quer agên­cia ban­cá­ria ou casa loté­ri­ca.

“A pes­soa inte­res­sa­da em rea­li­zar o exa­me deve ter diplo­ma reco­nhe­ci­do pelo Minis­té­rio da Edu­ca­ção ou órgão equi­va­len­te do país de ori­gem do docu­men­to, auten­ti­ca­do pela auto­ri­da­de con­su­lar bra­si­lei­ra ou pelo pro­ces­so da Con­ven­ção sobre a Eli­mi­na­ção da Exi­gên­cia de Lega­li­za­ção de Docu­men­tos Públi­cos Estran­gei­ros, pro­mul­ga­do pelo Decre­to n.º 8.660, de 29 de janei­ro de 2016. Qual­quer outro docu­men­to não subs­ti­tui o diplo­ma soli­ci­ta­do”, infor­mou o Ins­ti­tu­to Naci­o­nal de Estu­dos e Pes­qui­sas Edu­ca­ci­o­nais Aní­sio Tei­xei­ra (Inep).

Acres­cen­tou que, no momen­to da ins­cri­ção, o par­ti­ci­pan­te deve indi­car a cida­de onde dese­ja fazer a pro­va, bem como ane­xar o diplo­ma de gra­du­a­ção em medi­ci­na expe­di­do por ins­ti­tui­ção de edu­ca­ção supe­ri­or estran­gei­ra.

É tam­bém neces­sá­rio infor­mar o núme­ro de Cadas­tro de Pes­soa Físi­ca (CPF) e a data de nas­ci­men­to. “Os dados pes­so­ais infor­ma­dos devem ser iguais aos cadas­tra­dos na Recei­ta Fede­ral do Bra­sil, não sen­do acei­ta ins­cri­ção com CPF em situ­a­ção irre­gu­lar na Recei­ta”, aler­tou o Inep.

Habilidades

Apli­ca­do pelo Inep des­de 2011, o obje­ti­vo do Reva­li­da é ava­li­ar habi­li­da­des, com­pe­tên­ci­as e conhe­ci­men­tos neces­sá­ri­os para o exer­cí­cio pro­fis­si­o­nal ade­qua­do aos prin­cí­pi­os e neces­si­da­des do Sis­te­ma Úni­co de Saú­de (SUS). O exa­me é vol­ta­do aos que obti­ve­ram diplo­ma de gra­du­a­ção em medi­ci­na expe­di­do no exte­ri­or.

O ato de apos­ti­la­men­to da reva­li­da­ção do diplo­ma é atri­bui­ção das uni­ver­si­da­des públi­cas que ade­ri­rem ao ins­tru­men­to uni­fi­ca­do de ava­li­a­ção repre­sen­ta­do pelo Reva­li­da.

O exa­me é com­pos­to por duas eta­pas (teó­ri­ca e prá­ti­ca) que abor­dam, de for­ma inter­dis­ci­pli­nar, as cin­co gran­des áre­as da medi­ci­na: clí­ni­ca médi­ca, cirur­gia, gine­co­lo­gia e obs­te­trí­cia, pedi­a­tria e medi­ci­na da famí­lia e comu­ni­da­de (saú­de cole­ti­va). Para par­ti­ci­par da segun­da eta­pa, é neces­sá­rio ter sido apro­va­do na pri­mei­ra, que con­tem­pla as pro­vas obje­ti­va e dis­cur­si­va.

As refe­rên­ci­as do exa­me são os aten­di­men­tos no con­tex­to de aten­ção pri­má­ria, ambu­la­to­ri­al, hos­pi­ta­lar, de urgên­cia, de emer­gên­cia e comu­ni­tá­ria, com base na Dire­triz Cur­ri­cu­lar Naci­o­nal do Cur­so de Medi­ci­na, nas nor­ma­ti­vas asso­ci­a­das e na legis­la­ção pro­fis­si­o­nal.

Atendimento especial

O par­ti­ci­pan­te que pre­ci­sar de aten­di­men­to espe­ci­a­li­za­do deve­rá, no perío­do da ins­cri­ção, infor­mar a con­di­ção como: bai­xa visão, ceguei­ra, visão mono­cu­lar, defi­ci­ên­cia físi­ca, defi­ci­ên­cia audi­ti­va, sur­dez, defi­ci­ên­cia inte­lec­tu­al (men­tal), sur­do­ce­guei­ra, dis­le­xia, défi­cit de aten­ção, autis­mo, dis­cal­cu­lia, ges­tan­te, lac­tan­te, ido­so e/ou pes­soa com outra con­di­ção espe­cí­fi­ca.

Tam­bém é neces­sá­rio ane­xar, no Sis­te­ma Reva­li­da, docu­men­to legí­vel que com­pro­ve a con­di­ção que moti­va a soli­ci­ta­ção de aten­di­men­to. Para ser con­si­de­ra­do váli­do para aná­li­se, o docu­men­to deve infor­mar o nome com­ple­to do par­ti­ci­pan­te; o diag­nós­ti­co com a des­cri­ção da con­di­ção que moti­vou a soli­ci­ta­ção e o códi­go cor­res­pon­den­te à Clas­si­fi­ca­ção Inter­na­ci­o­nal de Doen­ça (CID 10); assi­na­tu­ra e iden­ti­fi­ca­ção do pro­fis­si­o­nal com­pe­ten­te, com res­pec­ti­vo regis­tro do Con­se­lho Regi­o­nal de Medi­ci­na (CRM), do Minis­té­rio da Saú­de (RMS) ou de órgão com­pe­ten­te.

Além dis­so, o par­ti­ci­pan­te que soli­ci­tar aten­di­men­to para ceguei­ra, sur­do­ce­guei­ra, bai­xa visão, visão mono­cu­lar e/ou outra con­di­ção espe­cí­fi­ca e tiver sua soli­ci­ta­ção con­fir­ma­da pelo ins­ti­tu­to pode­rá ser acom­pa­nha­do por cão-guia e uti­li­zar mate­ri­al pró­prio: máqui­na de escre­ver em brail­le, lâmi­na over­lay, regle­te, pun­ção, soro­bã ou cuba­rit­mo, cane­ta de pon­ta gros­sa, tipos­có­pio, assi­na­dor, ócu­los espe­ci­ais, lupa, tele­lu­pa, lumi­ná­ria, tábu­as de apoio, mul­ti­pla­no e pla­no incli­na­do. Os recur­sos serão vis­to­ri­a­dos pelo apli­ca­dor.

Já o par­ti­ci­pan­te que con­se­guir aten­di­men­to para defi­ci­ên­cia audi­ti­va, sur­dez ou sur­do­ce­guei­ra pode­rá indi­car, na ins­cri­ção, o uso do apa­re­lho audi­ti­vo ou implan­te cocle­ar. Nes­ses casos, os apa­re­lhos não serão vis­to­ri­a­dos pelo apli­ca­dor.

No caso de quem soli­ci­tar aten­di­men­to para autis­mo e tiver o pedi­do con­fir­ma­do pelo Inep, será per­mi­ti­do o uso de cane­ta trans­pa­ren­te com tin­ta colo­ri­da para pro­ce­der as mar­ca­ções, exclu­si­va­men­te, em seu Cader­no de Ques­tões. O Car­tão-Res­pos­ta deve­rá, obri­ga­to­ri­a­men­te, ser pre­en­chi­do com cane­ta trans­pa­ren­te de tin­ta pre­ta.

Nome social

A soli­ci­ta­ção do tra­ta­men­to pelo nome soci­al tam­bém deve ser fei­ta no momen­to da ins­cri­ção, no Sis­te­ma Reva­li­da, pelo par­ti­ci­pan­te que se iden­ti­fi­ca e quer ser reco­nhe­ci­do soci­al­men­te por sua iden­ti­da­de de gêne­ro (par­ti­ci­pan­te tran­se­xu­al ou tra­ves­ti).

Para a soli­ci­ta­ção, é neces­sá­ria a apre­sen­ta­ção dos seguin­tes docu­men­tos que com­pro­vem a con­di­ção: foto atu­al, níti­da, indi­vi­du­al, colo­ri­da, com fun­do bran­co que enqua­dre des­de a cabe­ça até os ombros, de ros­to intei­ro, sem uso de ócu­los escu­ros e arti­gos de cha­pe­la­ria (boné, cha­péu, visei­ra, gor­ro ou simi­la­res); e cópia digi­ta­li­za­da, fren­te e ver­so, de um dos docu­men­tos de iden­ti­fi­ca­ção ofi­ci­ais com foto, váli­do, con­for­me pre­vis­to no edi­tal.

Edi­ção: Kle­ber Sam­paio

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