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Ação da Cidadania lança Natal sem Fome 2025

Meta é distribuir mais de 2 mil toneladas de alimentos

Dou­glas Cor­rêa — Repórter da Agên­cia Brasil
Pub­li­ca­do em 12/11/2025 — 08:56
Rio de Janeiro
Rio de Janeiro - Ação da Cidadania lança campanha Natal sem Fome no Aterro do Flamengo(Tomaz Silva/Agência Brasil)
Repro­dução: © Tomaz Silva/Agência Brasil

A Ação da Cidada­nia lançou nes­sa terça-feira (11) o Natal Sem Fome 2025, a maior mobi­liza­ção social do país, com o tema “Ilu­mine o Natal de quem pre­cisa”. Em todo o Brasil, mil­hares de pes­soas se unem nesse propósi­to: trans­for­mar a fome em esper­ança. As doações já podem ser feitas pelo site www.natalsemfome.org.br.

“Todos os anos lev­a­mos ali­men­tos para famílias que pare­cem invisíveis aos olhos da sociedade e dos gov­er­nantes. São histórias que soam dis­tantes, mas que estão muito próx­i­mas — nos grandes cen­tros, nas nos­sas roti­nas. Quem tra­bal­ha no super­me­r­ca­do, na feira ou no restau­rante muitas vezes vol­ta para casa com fome, porque não tem din­heiro para se ali­men­tar. E, quan­do tem, recorre a refeições ráp­i­das, ultra­proces­sadas. Ou seja, per­manece em inse­gu­rança ali­men­tar”, diz o dire­tor exec­u­ti­vo da Ação da Cidada­nia, Rodri­go “Kiko” Afon­so.

Mais de 3 mil comitês comu­nitários, como são chama­dos os vol­un­tários da Ação da Cidada­nia, se mobi­lizam de norte a sul do país, para mapear famílias em vul­ner­a­bil­i­dade e garan­tir que cada ces­ta chegue a quem pre­cisa. Eles atrav­es­sam ruas, vielas e estradas levan­do mais do que ali­men­to: lev­am pre­sença, cuida­do e o sen­ti­men­to de que ninguém deve pas­sar o Natal sem ter o que com­er. São essas ações que ilu­mi­nam lares e ren­o­vam esper­anças, fazen­do o Natal Sem Fome acon­te­cer. A meta de 2025 é dis­tribuir mais de 2 mil toneladas de ali­men­tos em todo o país.

De acor­do com a Ação da Cidada­nia, ape­sar de o Brasil ter saí­do do Mapa da Fome, a inse­gu­rança ali­men­tar ain­da é uma real­i­dade per­sis­tente no país. Dados do IBGE  de 2024 mostram que cer­ca de 24,2% dos domicílios brasileiros ain­da vivem com algum grau de inse­gu­rança ali­men­tar, o que rep­re­sen­ta mais de 60 mil­hões de pes­soas sem aces­so pleno e reg­u­lar à ali­men­tação ade­qua­da. Entre os lares afe­ta­dos, quase 60% são chefi­a­dos por mul­heres, e a fome atinge de for­ma despro­por­cional cri­anças e famílias com baixa ren­da.

“Neste ano, o Bet­inho, cri­ador da cam­pan­ha, teria feito 90 anos, e se fos­se vivo, estaria indig­na­do, como todos nós, com os mil­hões de pes­soas que ain­da pas­sam fome. É impor­tante ter­mos saí­do do Mapa da Fome, mais uma vez, mas a inse­gu­rança ali­men­tar está longe de ser errad­i­ca­da, afir­ma o pres­i­dente do Con­sel­ho da Ação da Cidada­nia e fil­ho de Bet­inho, Daniel Souza.

Para ele, aliviar a fome, pelo menos no Natal, sem­pre foi o obje­ti­vo dessa cam­pan­ha, que é sim­bóli­ca e potente ao mes­mo tem­po.

“Não podemos esque­cer a importân­cia da sol­i­dariedade como val­or fun­da­men­tal para qual­quer sociedade e que o ali­men­to é um dire­ito uni­ver­sal e con­sti­tu­cional no Brasil. Seria o son­ho do meu pai, e o mel­hor pre­sente que ele pode­ria rece­ber, que a cam­pan­ha do Natal Sem Fome não seja mais necessária, mas enquan­to for, a Ação está con­vo­can­do, mais uma vez, a pop­u­lação a faz­er a sua parte. Erradicar a fome é o próx­i­mo pas­so”, acres­cen­ta Souza.

Cri­a­da por Bet­inho (Her­bert de Souza) em 1993, a ini­cia­ti­va segue firme com o mes­mo propósi­to que a inspirou há mais de três décadas: garan­tir o dire­ito à ali­men­tação.

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