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Afeganistão: quase 23 milhões vão sofrer insegurança alimentar aguda

Repro­du­ção: © 07/09/2021 REUTERS/Direitos reser­va­dos

Alerta é feito por agências da Organização das Nações Unidas


Publi­ca­do em 25/10/2021 — 08:05 Por RTP — Cabul

RTP - Rádio e Televisão de Portugal

Cer­ca de 22,8 milhões de afe­gãos, mais de meta­de da popu­la­ção do país, esta­rão nes­te inver­no em situ­a­ção de inse­gu­ran­ça ali­men­tar agu­da, levan­do o país a uma das pio­res cri­ses huma­ni­tá­ri­as do mun­do. O aler­ta foi fei­to hoje (25) por agên­ci­as da Orga­ni­za­ção das Nações Uni­das (ONU).

“Nes­te inver­no, milhões de afe­gãos serão for­ça­dos a esco­lher entre migrar ou mor­rer de fome, a menos que pos­sa­mos aumen­tar nos­sa aju­da para sal­var vidas”, dis­se David Beas­ley, dire­tor exe­cu­ti­vo do Pro­gra­ma Ali­men­tar Mun­di­al (PAM), em comu­ni­ca­do con­jun­to com a Orga­ni­za­ção das Nações Uni­das para a Ali­men­ta­ção e Agri­cul­tu­ra (FAO).

A cri­se ali­men­tar no Afe­ga­nis­tão já é mais gra­ve do que na Síria ou no Iêmen. Ape­nas a Repú­bli­ca Demo­crá­ti­ca do Con­go (RD Con­go) está numa situ­a­ção mais deses­pe­ra­do­ra, dis­se­ram fun­ci­o­ná­ri­os da ONU à agên­cia de notí­ci­as fran­ce­sa AFP.

“O Afe­ga­nis­tão está ago­ra entre os pio­res desas­tres huma­ni­tá­ri­os do mun­do, senão o pior”, acres­cen­tou Beas­ley.

“A con­ta­gem regres­si­va para o desas­tre come­çou e se não agir­mos ago­ra, tere­mos o desas­tre total nas nos­sas mãos”, aler­tou.

Sob os efei­tos com­bi­na­dos da guer­ra, aque­ci­men­to glo­bal e cri­ses econô­mi­cas e de saú­de, mais de 50% da popu­la­ção afe­gã esta­rão nes­te inver­no nos níveis 3 (cri­se ali­men­tar) e 4 (emer­gên­cia ali­men­tar) do índi­ce IPC (Qua­dro Inte­gra­do de Clas­si­fi­ca­ção de Segu­ran­ça Ali­men­tar), desen­vol­vi­do em cola­bo­ra­ção com a ONU.

O está­gio 3 é carac­te­ri­za­do por sub­nu­tri­ção agu­da gra­ve ou inco­mum e o está­gio 4, por sub­nu­tri­ção agu­da mui­to ele­va­da e mor­ta­li­da­de exces­si­va. O últi­mo está­gio (5) é o da fome.

Esse é o núme­ro mais alto des­de que as Nações Uni­das come­ça­ram a ana­li­sar esses dados no Afe­ga­nis­tão, há dez anos.

De acor­do com o PAM, 37% mais afe­gãos sofrem atu­al­men­te de inse­gu­ran­ça ali­men­tar agu­da em com­pa­ra­ção com abril de 2021. Entre esses, 3,2 milhões de cri­an­ças meno­res de cin­co anos sofre­rão de sub­nu­tri­ção agu­da até o fim do ano.

O Afe­ga­nis­tão está devas­ta­do por mais de qua­tro déca­das de con­fli­to e sofre as con­sequên­ci­as do aque­ci­men­to glo­bal, que levou a secas seve­ras em 2018 e 2021.

A sua eco­no­mia estag­nou des­de que os tali­bãs assu­mi­ram o poder em agos­to, o que levou a comu­ni­da­de inter­na­ci­o­nal a con­ge­lar a aju­da da qual o país já depen­dia for­te­men­te.

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