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Apenas 11% das escolas têm internet na velocidade certa, diz pesquisa

Repro­du­ção: © Mar­cel­lo Casal JrA­gên­cia B

Meta do governo é ter velocidade de download igual ou maior que 1 Mega


Publicado em 26/05/2024 — 10:21 Por Agência Brasil — Rio de Janeiro

Uma pes­qui­sa do Núcleo de Infor­ma­ção e Coor­de­na­ção do Pon­to BR (NIC.br) mos­trou que ape­nas 11% das esco­las muni­ci­pais e esta­du­ais do país têm aces­so à inter­net com a velo­ci­da­de ade­qua­da. O levan­ta­men­to foi rea­li­za­do com um medi­dor de qua­li­da­de de cone­xão em 32.379 ins­ti­tui­ções públi­cas com mais de 50 alu­nos no prin­ci­pal tur­no.

O NIC.br cons­ta­tou que ape­nas 3.640 uni­da­des tinham inter­net com velo­ci­da­de de down­lo­ad igual ou supe­ri­or a 1 Megaby­te por segun­do (Mbps), reco­men­da­da pela Estra­té­gia Naci­o­nal de Esco­las Conec­ta­das (Enec), do gover­no fede­ral.

O super­vi­sor de pro­je­tos de ciên­cia de dados do NIC.br, Pau­lo Kues­ter Neto, des­ta­ca que a tec­no­lo­gia da infor­ma­ção tem se tor­na­do cada vez mais rele­van­te no ambi­en­te esco­lar, o que refor­ça a neces­si­da­de de uma cone­xão à rede que seja apro­pri­a­da para aten­der a todos os estu­dan­tes.

“A impor­tân­cia de ter a velo­ci­da­de ade­qua­da no caso das esco­las é devi­da aos tipos de apli­ca­ção que as esco­las, os estu­dan­tes, os pro­fes­so­res usam na sala de aula. Por exem­plo, se a pes­soa assis­te um vídeo, tem uma deman­da dife­ren­te de quan­do faz  uma nave­ga­ção sim­ples ou um aces­so à rede soci­al”, expli­ca Kues­ter Neto.

O espe­ci­a­lis­ta acres­cen­ta que, no caso do parâ­me­tro de 1 Mega por estu­dan­te no mai­or tur­no, que é o esta­be­le­ci­do pela Enec, leva-se em con­ta que todos os estu­dan­tes nes­se perío­do, teri­am o direi­to de, no míni­mo, fazer uma ati­vi­da­de de uso geral, ou seja, uma nave­ga­ção, um aces­so à rede soci­al, uma nave­ga­ção mais livre.

Kues­ter Neto res­sal­ta que, nos últi­mos anos, tem havi­do uma evo­lu­ção na ofer­ta de inter­net com cone­xão ade­qua­da nas esco­las públi­cas e que o Minis­té­rio da Edu­ca­ção (MEC) tem se esfor­ça­do para isso. Segun­do ele, ain­da há espa­ço para melho­ri­as. A pró­pria medi­ção da velo­ci­da­de nas esco­las, pelo NIC.br, é esti­mu­la­da pelo MEC, segun­do o núcleo.

“A par­tir des­ses dados, e lógi­co, dos recor­tes que o estu­do faz sobre as esco­las públi­cas, esta­du­ais e muni­ci­pais com mais de 50 alu­nos, per­ce­be-se que, por enquan­to, somen­te 11% das esco­las têm a velo­ci­da­de ade­qua­da ao parâ­me­tro da Enec. Embo­ra se res­sal­ve que a Enec esta­be­le­ceu o parâ­me­tro recen­te­men­te, esta­mos no iní­cio des­sa polí­ti­ca. Esse núme­ro vem aumen­tan­do ao lon­go do tem­po – é uma meta de fato ambi­ci­o­sa e boa, por par­te do gover­no fede­ral”, diz Neto.

Con­for­me a pes­qui­sa, a média de velo­ci­da­de de down­lo­ad por alu­no no mai­or tur­no da esco­la subiu de 0,19 Mbps para 0,26 Mbps, de 2022 para 2023.

O levan­ta­men­to mos­tra tam­bém que há dife­ren­ças regi­o­nais. O Nor­te apre­sen­ta menor cober­tu­ra e qua­li­da­de de cone­xão. Entre os esta­dos com velo­ci­da­de de cone­xão mais bai­xa nes­ta região apa­re­cem o Acre, o Ama­zo­nas, o Ama­pá, Rorai­ma e o Pará.

No Cen­tro-Oes­te, as esco­las do Dis­tri­to Fede­ral e as de Mato Gros­so do Sul tam­bém apre­sen­tam bai­xa qua­li­da­de da inter­net. Por outro lado, as mai­o­res velo­ci­da­des estão no Rio Gran­de do Sul, em San­ta Cata­ri­na, no Para­ná e em Goiás.

Com base em infor­ma­ções do Cen­so Esco­lar da Esco­la Bási­ca, o NIC.Br mos­trou que das 137.208 esco­las esta­du­ais e muni­ci­pais espa­lha­das pelo país, 89% estão conec­ta­das à rede. Des­se total, 62% decla­ram ter inter­net para o pro­ces­so de ensi­no e apren­di­za­gem, mas somen­te 29% con­tam com com­pu­ta­do­res, note­bo­oks ou tablets para aces­so às redes pelos alu­nos. Aque­las que con­tam com algum equi­pa­men­to têm, em média, um dis­po­si­ti­vo para cada dez estu­dan­tes no mai­or tur­no esco­lar.

Edi­ção: Nádia Fran­co

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