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Após cirurgia, Bolsonaro segue na UTI sem previsão de alta

Esta foi a sétima cirurgia a que o ex-presidente foi submetido

Paula Labois­sière – Repórter da Agên­cia Brasil
Pub­li­ca­do em 14/04/2025 — 11:21
Brasília
Ex.Presidente Jair Bolsonaro. Foto: Tânia Rego/Agência Brasil/Arquivo
Repro­dução: © Tânia Rego/Agência Brasil/Arquivo

O pós-oper­atório do ex-pres­i­dente Jair Bol­sonaro será del­i­ca­do e pro­lon­ga­do, con­forme rela­to nes­ta segun­da-feira (14) da equipe médi­ca que acom­pan­ha o políti­co. Bol­sonaro pas­sou por uma cirur­gia de cer­ca de 12 horas neste domin­go (13) e segue inter­na­do na unidade de ter­apia inten­si­va (UTI) do Hos­pi­tal DF Star, em Brasília, sem pre­visão de alta.

Em cole­ti­va de impren­sa, o car­di­ol­o­gista Lean­dro Echenique, que acom­pan­ha Bol­sonaro des­de o episó­dio em que o ex-pres­i­dente foi esfaque­a­do, em 2018, lem­brou que esta foi a séti­ma cirur­gia a que ele foi sub­meti­do.

“Alguns menos com­plex­os, mais sim­ples. Out­ros, muito com­plex­os, ao lon­go de todos ess­es anos. Sobre o pro­ced­i­men­to real­iza­do ontem [domin­go], cat­e­go­rizamos ele entre os mais com­plex­os”, disse Echenique.

“Tin­ha mui­ta aderên­cia, que são com­pli­cações des­de o perío­do ini­cial, de 2018. Se não hou­vesse aque­la primeira cirur­gia, as demais não teri­am ocor­ri­do”, expli­cou, acres­cen­tan­do que “feliz­mente ter­mi­nou muito bem”.

“O resul­ta­do final foi exce­lente. Claro que um pro­ced­i­men­to de grande porte, com 12 horas de duração, impli­ca em alguns cuida­dos muito especí­fi­cos de pós-oper­atório, da parte clíni­ca, que vamos acom­pan­har nos próx­i­mos dias”.

Segun­do o car­di­ol­o­gista, ape­sar do lon­go perío­do no cen­tro cirúr­gi­co, não hou­ve com­pli­cações durante a cirur­gia de Bol­sonaro. “Foi o que era esper­a­do”, reforçou, citan­do que, quan­do o paciente pas­sa por um pro­ced­i­men­to muito pro­lon­ga­do, o organ­is­mo aca­ba desen­vol­ven­do uma respos­ta infla­matória impor­tante.

“Fica muito infla­ma­do e isso pode ocor­rer no pós-oper­atório. É comum, é nor­mal”, expli­cou.

Entre as inter­cor­rên­cias que ain­da podem sur­gir ao lon­go dos próx­i­mos dias, de acor­do com o médi­co, estão o aumen­to do risco de infecções, o aumen­to do risco de medica­men­tos para con­tro­lar a pressão, já que os vasos dilatam em razão da infla­mação. Há ain­da um aumen­to do risco de trom­bose e de out­ros prob­le­mas de coag­u­lação do sangue.

“Uma série de inter­cor­rên­cias que podem acon­te­cer. Ago­ra, todas as medi­das pre­ven­ti­vas serão tomadas. Por isso, ele encon­tra-se na UTI neste momen­to”, disse Echenique.

Durante a cole­ti­va de impren­sa, o médi­co-chefe da equipe que con­duz­iu a cirur­gia do ex-pres­i­dente, Cláu­dio Biroli­ni, detal­hou que Bol­sonaro já vin­ha man­ten­do um quadro de dis­ten­são e descon­for­to abdom­i­nal per­sis­tente e que os profis­sion­ais de saúde obser­varam uma ele­vação dos mar­cadores infla­matórios, o que lev­ou à indi­cação do trata­men­to cirúr­gi­co.

“Grosso modo, a situ­ação do ex-pres­i­dente era a seguinte: um abdome hos­til, com múlti­plas cirur­gias prévias e aderên­cias, cau­san­do um quadro de obstrução intesti­nal. E uma parede abdom­i­nal bas­tante dan­i­fi­ca­da em função da faca­da e das cirur­gias prévias. Isso já nos ante­ci­pa­va que [o pro­ced­i­men­to de domin­go] seria bas­tante com­plexo e bas­tante tra­bal­hoso”.

Segun­do o médi­co, foram necessárias 2 horas para aces­sar a cavi­dade abdom­i­nal, mais 4 ou 5 horas para lib­er­ação de aderên­cias. Numa segun­da eta­pa, a equipe ini­ciou a recon­strução da parede abdom­i­nal.

“O intesti­no dele esta­va bas­tante sofri­do, o que nos leva a crer que ele já vin­ha com esse quadro sub­clíni­co há alguns meses”, com­ple­tou.

“Essas primeiras 48 horas são bas­tante críti­cas. A gente tem que ficar aler­ta, de olho. Depois dis­so, a gente entra numa out­ra fase de pós-oper­atório, um pouco mais tran­quila, mas já ante­cipo que não ten­ho grandes expec­ta­ti­vas de uma evolução ráp­i­da. A gente pre­cisa deixar o intesti­no des­cansar, desin­fla­mar, retomar sua ativi­dade para só depois pen­sar em real­i­men­tação por via oral e retoma­da de out­ras ativi­dades”, infor­mou o médi­co-chefe.

Bol­sonaro é man­ti­do em ali­men­tação par­enter­al, por via intra­venosa.

“O ex-pres­i­dente tem uma agen­da bas­tante inten­sa e é difí­cil segurá-lo. Vou ten­tar segurá-lo, na medi­da do pos­sív­el, mas ele tem o rit­mo dele”, desta­cou Biroli­ni, ao citar que obje­ti­vo da equipe médi­ca é que o ex-pres­i­dente volte a ter uma vida nor­mal, sem restrições.

“Vis­i­tas para famil­iares estão lib­er­adas, mas con­ver­sei com a equipe e com a Michelle [Bol­sonaro, esposa do ex-pres­i­dente] para a gente restringir ao máx­i­mo. Ele gos­ta muito de falar, con­ver­sar, e esse é o momen­to em que a gente tem que deixá-lo mais tran­qui­lo, em um ambi­ente mais reser­va­do”, disse.

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