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Após invasão, Congresso dos EUA certifica vitória de Joe Biden

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© Aaron P. Bernstein/ Reuters (Repro­dução)

Em mensagem no Twitter, Trump prometeu “transição ordeira”


Pub­li­ca­do em 07/01/2021 — 08:41 Por Agên­cia Brasil* — Brasília

O Con­gres­so norte-amer­i­cano cer­ti­fi­cou nes­ta quin­ta-feira (7) a vitória de Joe Biden para a Presidên­cia dos Esta­dos Unidos. A rat­i­fi­cação ocor­reu por vol­ta das 3h40 (5h40, no horário de Brasília) horas depois de o Capitólio, sede do Par­la­men­to norte-amer­i­cano, ser inva­di­do por man­i­fes­tantes. Biden eve 306 votos con­fir­ma­dos con­tra 232 para o atu­al pres­i­dente do país, Don­ald Trump.

Policiais americanos montam guarda enquanto apoiadores do presidente norte-americano Donald Trumb protestam em frente ao Capitólio em Washington.
Man­i­fes­tantes inva­dem Con­gres­so, em Wash­ing­ton                                REUTERS / Leah Mil­lis (Repro­dução)

protesto inter­rompeu os tra­bal­hos dos con­gres­sis­tas durante várias horas, e o con­fron­to entre man­i­fes­tantes e poli­ci­ais deixou pelo menos qua­tro pes­soas mor­tas e mais de 50 deti­das. Após a cer­ti­fi­cação pelo Con­gres­so, Trump prom­e­teu uma “tran­sição ordeira”.

A sessão de con­fir­mação começou ontem (6) por vol­ta das 13h (15h no horário de Brasília), mas foi inter­romp­i­da meia hora depois, após uma invasão vio­len­ta do Capitólio por man­i­fes­tantes que par­tic­i­pavam de um protesto em Wash­ing­ton. A sessão só foi retoma­da às 20h (22h, horário local).

Nas últi­mas horas, ain­da antes da aprovação dos votos eleitorais, os con­gres­sis­tas rejeitaram duas ten­ta­ti­vas de objeção aos resul­ta­dos de novem­bro, apre­sen­tadas por rep­re­sen­tantes repub­li­canos do Ari­zona e da Pen­sil­vâ­nia. As moções não reuni­ram votos sufi­cientes por parte de out­ros Esta­dos para serem dis­cu­ti­das.

Don­ald Trump reag­iu pelo Twit­ter de Dan Scav­i­no, dire­tor de redes soci­ais do pres­i­dente norte-amer­i­cano. Emb­o­ra afirme que a tran­sição será ordeira, o pres­i­dente voltou a desa­cred­i­tar o resul­ta­do eleitoral:

“Emb­o­ra dis­corde total­mente do resul­ta­do da eleição e os fatos me deem razão, ain­da assim haverá uma tran­sição ordeira em 20 de janeiro. Sem­pre disse que con­tin­uaríamos a nos­sa luta para garan­tir que ape­nas votos legais fos­sem con­tabi­liza­dos. Emb­o­ra isso rep­re­sente o fim do mel­hor primeiro manda­to na história da presidên­cia, é ape­nas o princí­pio da nos­sa luta para tornar a Améri­ca grande out­ra vez”, diz o tuíte.

Eleições na Geórgia

A cer­ti­fi­cação da vitória de Joe Biden acon­tece no rescal­do do segun­do turno das eleições na Geór­gia para o Sena­do, em que os democ­ratas obtiver­am duas vitórias históri­c­as.

Pela primeira vez em 20 anos, o Par­tido Democ­ra­ta con­seguiu eleger não um, mas dois senadores por aque­le Esta­do, reti­ran­do do Par­tido Repub­li­cano a maio­r­ia no Sena­do. Ago­ra, cada par­tido tem 50 assen­tos, mas os democ­ratas tem a van­tagem do voto de min­er­va da vice-pres­i­dente elei­ta Kamala Har­ris — uma vez que, segun­do a leg­is­lação norte-amer­i­cana, o vice-pres­i­dente do país pre­side o Sena­do.

O Democ­ratas tam­bém têm maio­r­ia na Câmara dos Rep­re­sen­tantes (equiv­a­lente à Câmara dos Dep­uta­dos no Brasil).

*Com infor­mações da RTP

Edição: Juliana Andrade

Agên­cia Brasil / EBC


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