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Barroso mantém decisão da CPI que pediu condução coercitiva de Wizard

Fachada do edifício sede do Supremo Tribunal Federal - STF
Repro­du­ção: © Mar­cel­lo Casal Jr / Agên­cia Bra­sil

O empresário não compareceu ao depoimento na quinta-feira


Publi­ca­do em 18/06/2021 — 21:22 Por Andreia Ver­dé­lio — Repór­ter da Agên­cia Bra­sil — Bra­sí­lia

O minis­tro do Supre­mo Tri­bu­nal Fede­ral (STF) Luís Rober­to Bar­ro­so deci­diu nes­ta sex­ta-fei­ra (18) man­ter a deci­são da Comis­são Par­la­men­tar (CPI) da Pan­de­mia que soli­ci­tou à Jus­ti­ça a con­du­ção coer­ci­ti­va do empre­sá­rio Car­los Wizard para pres­tar depoi­men­to. 

O depoi­men­to esta­va mar­ca­do para ontem (17), mas o empre­sá­rio não com­pa­re­ceu. A defe­sa ale­gou que ele está nos Esta­dos Uni­dos acom­pa­nhan­do o tra­ta­men­to de saú­de de um paren­te. Foi soli­ci­ta­do o depoi­men­to por vide­o­con­fe­rên­cia, mas o pedi­do não foi aten­di­do pela comis­são. Os advo­ga­dos argu­men­ta­ram ain­da que se Wizard dei­xar o país, não con­se­gui­rá vol­tar por cau­sa das res­tri­ções migra­tó­ri­as pro­vo­ca­das pela pan­de­mia de covid-19.

Dian­te do impas­se, o pre­si­den­te da CPI, sena­dor Omar Aziz (PSD-AM), soli­ci­tou à Jus­ti­ça o com­pa­re­ci­men­to com­pul­só­rio e a reten­ção do pas­sa­por­te do empre­sá­rio.

Mais cedo, a juí­za fede­ral Mar­cia Sou­za de Oli­vei­ra, da 1ª Vara Fede­ral em Cam­pi­nas (SP), auto­ri­zou a Polí­cia Fede­ral (PF) a rea­li­zar a dili­gên­cia, mas o empre­sá­rio não foi encon­tra­do. Des­sa for­ma, a magis­tra­da auto­ri­zou a reten­ção do docu­men­to após o retor­no ao Bra­sil.

Na deci­são, Bar­ro­so negou pedi­do da defe­sa para der­ru­bar as medi­das e dis­se que, na quar­ta-fei­ra (16), auto­ri­zou Wizard a ficar em silen­cio no depoi­men­to que deve­ria pres­tar à CPI, mas o empre­sá­rio não foi deso­bri­ga­do a com­pa­re­cer.

“Res­sal­vei, toda­via, que o aten­di­men­to à con­vo­ca­ção con­fi­gu­ra­va uma obri­ga­ção impos­ta a todo cida­dão, e não uma mera facul­da­de jurí­di­ca, igual­men­te na linha dos pre­ce­den­tes do Tri­bu­nal”, argu­men­tou o minis­tro.

Defesa

Os advo­ga­dos sus­ten­ta­ram que Car­los Wizard não pode ser alvo das medi­das por­que elas esta­ri­am em desa­cor­do com a deci­são do minis­tro que garan­tiu direi­to ao silên­cio.

“Nes­se sen­ti­do, tem-se que a Comis­são Par­la­men­tar de Inqué­ri­to, ao con­trá­rio do con­ti­do na ordem con­ce­di­da por Vos­sa Exce­lên­cia, não está con­fe­rin­do ao paci­en­te o tra­ta­men­to no sen­ti­do jurí­di­co de inves­ti­ga­do, mas, ao con­trá­rio, está a ado­tar medi­das ile­gais abso­lu­ta­men­te con­trá­ri­as e incom­pa­tí­veis com a situ­a­ção jurí­di­ca con­fe­ri­da pela limi­nar con­ce­di­da”, argu­men­tou a defe­sa.

No STF, os advo­ga­dos de Wizard tam­bém afir­ma­ram que ele nun­ca ocu­pou car­go públi­co no Minis­té­rio da Saú­de e não tomou deci­sões admi­nis­tra­ti­vas. Segun­do a defe­sa, o empre­sá­rio auxi­li­ou o ex-minis­tro Edu­ar­do Pazu­el­lo, de for­ma volun­tá­ria, por cer­ca de 20 dias, duran­te o pro­ces­so de tran­si­ção após a saí­da de Nel­son Tei­ch.

Edi­ção: Ali­ne Leal

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