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Boi de Axixá e Boi da Maioba são atrações de arraial em São Luís (MA)

Repro­dução: https://www.saoluis.ma.gov.br  — Arqui­vo

Festejos têm início na noite desta sexta-feira


Publicado em 14/06/2024 — 16:56 Por Luciano Nascimento — Repórter da Agência Brasil — São Luís

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Com a chega­da do perío­do juni­no, mui­ta fé, ale­gria e diver­são tomam con­ta dos ter­reiros, que se tor­nam espaço para ensaios e apre­sen­tações na cap­i­tal maran­hense, São Luís, e no inte­ri­or do esta­do.

Um dos mais tradi­cionais, o Arra­ial do Ipem abre hoje (14) o perío­do de fes­te­jos juni­nos. Até o final do mês, vão pas­sar pelo arra­ial gru­pos de coco, de bum­ba-meu-boi, de tam­bor de crioula, lelês, quadrilhas, gru­pos de for­ró e artis­tas locais, entre out­ros.

Cen­te­nas atrações artís­ti­cas e cul­tur­ais estão pre­vis­tas para se apre­sen­tar nos vários espaços do arra­ial. As ban­deiras col­ori­das, bar­ra­cas de pal­ha, fogos de artifí­cio, chapéus de pal­ha, comi­das típi­cas, tam­bém aju­dam a com­por o cenário.

Neste final de sem­ana, os destaques do arra­ial ficam por con­ta dos gru­pos de bum­ba meu boi, como o Boi de Axixá, o Boi da Maio­ba e o Boi de Mor­ros. O primeiro, no sotaque de orques­tra, o segun­do, no sotaque da ilha ou matra­ca, e o ter­ceiro é de orques­tra. O arra­ial é uma real­iza­ção do gov­er­no do Maran­hão, coor­de­na­do pela Sec­re­taria de Esta­do da Cul­tura (Sec­ma).

Arraial da Cidade

Out­ra fes­ta é o Arra­ial da Cidade, uma ini­cia­ti­va da prefeitu­ra de São Luís, na Praça Maria Aragão (Beira-Mar), que tam­bém segue nes­ta sex­ta-feira com apre­sen­tações de da Dança Por­tugue­sa Império de Lis­boa, o Cacuriá Assa Cana, Boi Novil­ho Bran­co, Boi Bril­ho da União, Boi Encan­to do Olho d’Água e Boi de Riba­mar. Além das man­i­fes­tações cul­tur­ais, tam­bém haverá o show da can­to­ra Tere­sa Can­to.

A pro­gra­mação começou no dia 5 de jun­ho e ter­mi­na no dia 30, divi­di­da em duas áreas prin­ci­pais. Uma delas é ded­i­ca­da a apre­sen­tações de man­i­fes­tações fol­clóri­c­as region­ais e a out­ra a apre­sen­tações de artis­tas nacionais. O local tam­bém tem um espaço temáti­co, ded­i­ca­do a out­ros rit­mos musi­cais, entre eles o reg­gae.

Não é não

Neste ano, o gov­er­no do esta­do lançou a cam­pan­ha São João: Na Toa­da do Não é Não, volta­da para segu­rança e pro­teção das mul­heres. A ini­cia­ti­va deter­mi­na que esta­b­elec­i­men­tos imple­mentem medi­das de pro­teção e assistên­cia, asse­gu­ran­do que os locais de fes­ta sejam ambi­entes mais seguros e acol­he­do­res.

A cam­pan­ha surgiu em alin­hamen­to com a Lei nº 14.786, con­heci­da pop­u­lar­mente como “Pro­to­co­lo Não é Não”, que esta­b­elece nor­mas para a pro­teção das mul­heres con­tra assé­dios em boates, casas notur­nas, shows e diver­sos out­ros ambi­entes de laz­er.

A coor­de­nado­ra das Del­e­ga­cias Espe­ci­ais da Mul­her do Maran­hão, Kazu­mi Tana­ka, reforçou a mobi­liza­ção cole­ti­va para asse­gu­rar fes­tivi­dades seguras e ale­gres. “A gente pre­cisa pro­por­cionar para nos­sas mul­heres um ambi­ente de paz, unidade e respeito, e todos os organ­is­mos da rede, jun­ta­mente com a Sec­re­taria de Esta­do da Mul­her e o Sis­tema de Segu­rança. Esta­mos mobi­liza­dos para que as mul­heres brin­quem o São João com segu­rança, com ale­gria, sem desre­speito e sem vio­lên­cia”.

Boi

No Nordeste, os fes­te­jos juni­nos com­preen­dem as fes­tas de San­to Antônio (dia 13), São João (dia 24) e São Pedro (dia 29) e exal­tam a iden­ti­dade da região. As cel­e­brações são embal­adas por for­rós, quadrilhas, gru­pos de coco, tam­bor de crioula e os batal­hões de bum­ba-meu-boi.

No Maran­hão, as fes­tas já tiver­am iní­cio, des­de começo do mês e vão durar 60 dias, com mais de 500 atrações se apre­sen­tan­do nos meses de jun­ho e jul­ho, em mais de 70 arra­iais no esta­do.

A fig­ur­al cen­tral da fes­ta é o boi, que este ano vol­ta dev­i­da­mente vaci­na­do. Divi­di­do em diver­sos sotaques — como são chama­dos dos esti­los musi­cais — como os da baix­a­da, matra­ca, zabum­ba, cos­ta-de-mão e orques­tra. O boi já chega urran­do, e com bas­tante von­tade de dançar, pelos ter­reiros, aos som de matra­cas, pan­deirões, zabum­bas, tam­bores onça, instru­men­tos de sopro e maracás.

No enre­do, Pai Fran­cis­co, que tra­bal­ha em uma fazen­da, mata o boi preferi­do do patrão, para aten­der a um pedi­do de sua esposa. Grávi­da, Cati­ri­na dese­ja com­er a lín­gua do boi. Como bom com­pan­heiro, Fran­cis­co mata o boi e arran­ca sua lín­gua para aten­der o pedi­do de Cati­ri­na.

Após o sum­iço do ani­mal, o patrão inda­ga a Fran­cis­co sobre o que acon­te­ceu e desco­bre o des­ti­no de seu boi preferi­do. Ele ameaça, e cobra Fran­cis­co para que lhe devol­va o ani­mal vivo. Em resumo: pajés e índios curan­deiros são con­vo­ca­dos e, através can­to­rias e danças, trazem o boi nova­mente à vida.

Sincretismo religioso

Fes­ta com inten­so sin­cretismo reli­gioso, o São João no Maran­hão liga a devoção a San­to Antônio, São João, São Pedro e São Marçal, com os cul­tos reli­giosos afro-brasileiros no esta­do, como o Tam­bor de Mina e o Terecô. É a cel­e­bração de uma cul­tura ances­tral que, além de entreten­i­men­to, tam­bém con­sti­tui um elo de grande lig­ação espir­i­tu­al entre os san­tos e devo­tos.

Entre os gru­pos de destaque, estão os bois de Leonar­do, da Flo­res­ta, de Axixá, de San­ta Fé, da Madre Deus, da Fé em Deus, de Pin­daré, da Maio­ba, de Mara­canã, da Riba­mar, de Mor­ros, da Pin­do­ba, de Iguaí­ba, Upaon-Açu. Guimarães, entre out­ros. Mas não é só, a fes­ta tam­bém con­ta a apre­sen­tação de gru­pos de tam­bor de crioula, cacuriá, dança do coco, quadrilhas, dança por­tugue­sa, entre out­ras atrações.

Edição: Maria Clau­dia

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