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Boletim da Fiocruz mostra sucesso da vacinação contra a covid-19

Repro­dução: © Reuters/Geoff Caddick/Direitos reser­va­dos

Pesquisadores, no entanto, alertam que a população deve ter prudência


Pub­li­ca­do em 07/10/2021 — 15:58 Por Alana Gan­dra — Repórter da Agên­cia Brasil — Rio de Janeiro

O Bole­tim Obser­vatório Covid-19, divul­ga­do hoje (7) pela Fun­dação Oswal­do Cruz (Fiocruz), mostra que o suces­so da vaci­nação na pre­venção de for­mas graves e fatais da doença é traduzi­do na redução no número de casos e óbitos, e, ain­da, na estag­nação na taxa de ocu­pação de leitos de UTI para adul­tos no Sis­tema Úni­co de Saúde (SUS) em pata­mares baixos, na maio­r­ia dos esta­dos. Os pesquisadores da Fiocruz con­sid­er­am, no entan­to, que a pop­u­lação deve ter prudên­cia e con­tin­uar usan­do más­cara e man­ten­do as demais medi­das pre­ven­ti­vas, como higi­en­iza­ção das mãos, dis­tan­ci­a­men­to social e uso de álcool gel, para blo­quear a cir­cu­lação do vírus.

O Índice de Per­manên­cia Domi­cil­iar se encon­tra próx­i­mo de zero des­de o mês de jul­ho. Isso sig­nifi­ca que a inten­si­dade de cir­cu­lação de pes­soas nas ruas é sim­i­lar à obser­va­da no perío­do pré-pan­demia. Os pesquisadores aler­tam, porém, que essa ausên­cia de dis­tan­ci­a­men­to físi­co reúne diver­sas for­mas de aglom­er­ação, que vão des­de o trans­porte públi­co até ativi­dades de comér­cio e laz­er.

“Em qual­quer dessas situ­ações, há uma exposição pro­lon­ga­da de pes­soas em espaços con­fi­na­dos. E isso ocorre com pouco mais de 40% da pop­u­lação com esque­ma vaci­nal com­ple­to”, adverte a Fiocruz.

Ape­sar de muitas pes­soas em cir­cu­lação já terem sido imu­nizadas, as vaci­nas não previnem com­ple­ta­mente a infecção ou a trans­mis­são do vírus, aler­ta o doc­u­men­to. Por isso, a recomen­dação dos espe­cial­is­tas é que, até que o país alcance um pata­mar ide­al de cober­tu­ra vaci­nal, esti­ma­do em torno de 80%, as medi­das de dis­tan­ci­a­men­to físi­co e pre­venção, bem como a adoção do pas­s­aporte vaci­nal, devem ser man­ti­das.

Os pesquisadores defen­d­em tam­bém que ativi­dades que rep­re­sen­tem maior con­cen­tração e aglom­er­ação de pes­soas só sejam real­izadas com com­pro­vante de vaci­nação. Os cien­tis­tas que inte­gram o Obser­vatório Covid-19 avaliam que não é pru­dente, nem opor­tuno, “falar em pra­zos con­cre­tos e data­dos para o fim da pan­demia”, mas em garan­tir que sejam tomadas as medi­das necessárias para que esse dia pos­sa se aprox­i­mar com maior rapi­dez.

Mortalidade

A mor­tal­i­dade por covid-19, atual­mente, gira em torno de 500 casos por dia. O bole­tim sinal­iza que­da expres­si­va em com­para­ção ao pico reg­istra­do em abril, quan­do foram noti­fi­ca­dos mais de 3 mil óbitos diários. Mas, ape­sar da retração, os números ain­da demon­stram que a trans­mis­são per­manece, bem como a incidên­cia de casos graves que exigem cuida­dos inten­sivos.

Ao lon­go da últi­ma sem­ana, foi reg­istra­da média de 16.500 casos con­fir­ma­dos e 500 óbitos diários por covid-19. De acor­do com o bole­tim da Fiocruz, isso mostra ligeira alta do número de casos (0,4 % ao dia) e que­da no número de óbitos (0,7% ao dia). A cir­cu­lação de pes­soas nas ruas e a pos­i­tivi­dade de testes per­manecem, con­tu­do, ele­vadas.

Os pesquisadores salien­tam que o fluxo de noti­fi­cação irreg­u­lar pode levar a decisões por vezes ino­por­tu­nas ou baseadas em dados atrasa­dos e incom­ple­tos. Reforçam, porém, que a tendên­cia de esta­bil­i­dade ou redução dess­es indi­cadores, ape­sar das oscilações apu­radas nas últi­mas sem­anas epi­demi­ológ­i­cas, demon­stra que a cam­pan­ha de vaci­nação está atingin­do um dos seus prin­ci­pais obje­tivos, que é a redução do impacto da doença, com menos óbitos e casos graves, emb­o­ra sem o blo­queio da trans­mis­são do vírus. A evolução dos óbitos e da cober­tu­ra vaci­nal chama atenção para o fato que as cur­vas têm direção opos­ta, indi­ca o bole­tim.

Leitos de UTI

O bole­tim infor­ma que na maio­r­ia dos esta­dos, de acor­do com dados cole­ta­dos no dia 4 de out­ubro, as taxas de ocu­pação de leitos de UTI covid-19 para adul­tos no SUS apre­sen­tam rel­a­ti­va esta­bil­i­dade, com índices infe­ri­ores a 50%. O Espíri­to San­to, entre­tan­to, se man­tém na zona de aler­ta inter­mediário des­de 20 de setem­bro e con­sti­tui a exceção mais pre­ocu­pante, porque, ape­sar da manutenção no número de leitos, a taxa de ocu­pação é de 75%. O Dis­tri­to Fed­er­al, por sua vez, voltou à zona de aler­ta críti­co, com 83%, depois de sem­anas pro­moven­do a reti­ra­da de leitos covid-19.

Ain­da de acor­do com o bole­tim da Fiocruz, foram reg­istra­dos pequenos aumen­tos nas taxas em Mato Grosso do Sul e Goiás. Ess­es dois esta­dos tiver­am tam­bém diminuições na quan­ti­dade de leitos aber­tos, o mes­mo ocor­ren­do em Rondô­nia, Ama­zonas, Tocan­tins, Maran­hão, Piauí, Ceará, Per­nam­bu­co, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná, San­ta Cata­ri­na e Mato Grosso.

Entre as cap­i­tais, o Dis­tri­to Fed­er­al (83%) está na zona de aler­ta críti­co, segun­do o bole­tim da Fiocruz, e qua­tro estão na zona de aler­ta inter­mediário: Por­to Vel­ho (65%), Vitória (73%), Rio de Janeiro (65%) e Por­to Ale­gre (63%). Estão fora da zona de aler­ta 22 cap­i­tais: Rio Bran­co (2%), Man­aus (52%), Boa Vista (45%), Belém (8%), Macapá (12%), Pal­mas (27%), São Luís (21%), Teresina (37%), For­t­aleza (26%), Natal (25%), João Pes­soa (14%), Recife (50%), Maceió (45%), Ara­ca­ju (16%), Sal­vador (24%), Belo Hor­i­zonte (50%), São Paulo (40%), Curiti­ba (57%), Flo­ri­anópo­lis (44%), Cam­po Grande (31%), Cuiabá (33%) e Goiâ­nia (42%).

Já entre as unidades da Fed­er­ação, vinte e cin­co apare­cem fora da zona de aler­ta: Rondô­nia (34%), Acre (4%), Ama­zonas (27%), Roraima (45%), Pará (23%), Amapá (12%), Tocan­tins (33%), Maran­hão (32%), Piauí (48%), Ceará (32%), Rio Grande do Norte (22%), Paraí­ba (17%), Per­nam­bu­co (50%), Alagoas (29%), Sergipe (16%), Bahia (27%), Minas Gerais (23%), Rio de Janeiro (46%), São Paulo (31%), Paraná (52%), San­ta Cata­ri­na (39%), Rio Grande do Sul (54%), Mato Grosso do Sul (35%), Mato Grosso (35%) e Goiás (49%).

Edição: Fer­nan­do Fra­ga

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