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Brasil abre Mundial de atletismo com bronze de Caio Bonfim na marcha

Repro­dução: © Wag­n­er Carmo/CBAt/Direitos Reser­va­dos

Bronze em 2022, Letícia Oro Melo está na final do salto em distância


Pub­li­ca­do em 19/08/2023 — 19:24 Por Lin­coln Chaves — Repórter da EBC — São Paulo

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O atletismo brasileiro foi ao pódio no primeiro dia do Campe­ona­to Mundi­al de Budapeste (Hun­gria). Neste sába­do (19), Caio Bon­fim con­quis­tou a medal­ha de bronze na pro­va dos 20 quilômet­ros da mar­cha atléti­ca. O brasiliense final­i­zou a dis­pu­ta em 1h17min47s, esta­b­ele­cen­do o novo recorde nacional e fican­do a 26 segun­dos de ter a mel­hor mar­ca de um sul-amer­i­cano na história.

É a segun­da vez que Caio asse­gu­ra um pódio em um Mundi­al. Há seis anos, em Lon­dres, na Grã-Bre­tan­ha, ele lev­ou o bronze nos 20 quilômet­ros. A medal­ha deste sába­do foi a 16ª da história do país na com­petição. O brasiliense Max Gonçalves dos San­tos tam­bém com­petiu neste sába­do e ficou na 36ª colo­cação, com 1h24min10s de tem­po.

A pro­va ini­ciou com duas horas de atra­so, por causa de uma tem­pes­tade, que cau­sou poças de água no cir­cuito mon­ta­do na Praça dos Heróis, uma das prin­ci­pais de Budapeste. Caio ficou no pelotão de frente durante toda a dis­pu­ta e chegou a ocu­par a lid­er­ança, mas não resis­tiu ao espan­hol Álvaro Mar­tin, que con­quis­taria a medal­ha de ouro.

Como tin­ha duas advertên­cias por fal­tas cometi­das durante a pro­va, o brasiliense ado­tou um rit­mo mais con­ser­vador e foi ultra­pas­sa­do, já na reta final, pelo sue­co Perseus Karl­strom, que lev­ou a pra­ta. Se lev­asse uma ter­ceira punição, o brasileiro pas­saria por uma par­agem obri­gatória de dois min­u­tos, que pode­ria com­pro­m­e­ter o lugar no pódio.

No arremes­so do peso, Dar­lan Romani fez a mel­hor mar­ca da elim­i­natória (22,37 met­ros), mas não repetiu o desem­pen­ho na final, horas mais tarde. O catari­nense não con­seguiu ir além de 21,41 met­ros e ter­mi­nou a dis­pu­ta em oita­vo. Se tivesse, pelo menos, igual­a­do o resul­ta­do que o clas­si­fi­cou, o brasileiro teria lev­a­do a pra­ta.

Out­ro atle­ta do país na pro­va do arremes­so foi Wel­ing­ton Morais. O maran­hense lançou o peso a 20,30 met­ros na elim­i­natória, mas a mar­ca não o clas­si­fi­cou à final. Ele ficou com a 17ª colo­cação ger­al.

Ain­da neste sába­do, a catari­nense Letí­cia Oro Melo se garan­tiu na final do salto em dis­tân­cia, que será neste domin­go (20), às 11h55 (horário de Brasília). Medal­hista de bronze da pro­va no últi­mo Mundi­al, ela atingiu 6,73 met­ros na primeira ten­ta­ti­va, clas­si­f­i­can­do-se com a séti­ma mel­hor mar­ca da elim­i­natória.

As demais brasileiras não avançaram. Eliane Mar­tins, con­ter­rânea de Letí­cia, ficou em 26º (6,38 met­ros), e a mato-grossense Lis­san­dra Cam­pos foi a 33ª colo­ca­da (6,01 met­ros).

No salto trip­lo, o mato-grossense Almir Júnior não se clas­si­fi­cou à final, ter­mi­nan­do a elim­i­natória somente na 20ª posição, com 16,34 met­ros. O resul­ta­do ficou abaixo dos 17,24 met­ros atingi­dos pelo salta­dor em jul­ho, no Campe­ona­to Sul-Amer­i­cano, em São Paulo, que asse­gu­raram a ele o índice para a Olimpía­da de Paris, na França, em 2024.

Nos 100 met­ros, o trio paulista que rep­re­sen­tou o Brasil não foi às semi­fi­nais. Paulo André Cami­lo e Felipe Bar­di fiz­er­am 10s25, com a 34ª e 35ª posição ger­al, respec­ti­va­mente, enquan­to Erik Car­doso cravou 10s36, o 43ª tem­po deste sába­do. Há três sem­anas, no Sul-Amer­i­cano, Erik con­cluiu a mes­ma pro­va em 9s97, sendo o primeiro brasileiro a cor­rer abaixo dos dez segun­dos.

Por fim, nos 1.500 met­ros, a gaúcha Jaque­line Weber fez 4min14s56, recorde pes­soal, mas insu­fi­ciente para chegar às semi­fi­nais. Ela foi a 13ª colo­ca­da da série elim­i­natória que dis­putou.

Edição: Fábio Lis­boa

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