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Brasil comemora retirada de Cuba da lista dos EUA sobre terrorismo

Repro­du­ção: © Fabio Rodri­gues Pozzebom/Agência Bra­sil

Decisão de Biden é tentativa de agradar esquerda do Partido Democrata


Publicado em 17/05/2024 — 11:51 Por Lucas Pordeus León – Repórter da Agência Brasil — Brasília

O Minis­té­rio das Rela­ções Exte­ri­o­res (MRE) do Bra­sil come­mo­rou, em nota publi­ca­da nes­sa quin­ta-fei­ra (16), a deci­são do gover­no dos Esta­dos Uni­dos da Amé­ri­ca (EUA) de reti­rar Cuba da lis­ta de paí­ses que con­si­de­ra que não coo­pe­ram con­tra o ter­ro­ris­mo. Por outro lado, o gover­no bra­si­lei­ro con­de­nou a manu­ten­ção da ilha cari­be­nha na lis­ta de paí­ses que patro­ci­nam o ter­ro­ris­mo.

“O gover­no bra­si­lei­ro tomou conhe­ci­men­to, com satis­fa­ção, da deci­são do gover­no dos Esta­dos Uni­dos de reti­rar Cuba da lis­ta uni­la­te­ral de paí­ses que não coo­pe­ram ple­na­men­te no com­ba­te ao ter­ro­ris­mo. O Bra­sil esti­ma tra­tar-se de pas­so impor­tan­te na dire­ção cor­re­ta e ins­ta o gover­no nor­te-ame­ri­ca­no a excluir Cuba tam­bém de sua lis­ta uni­la­te­ral de Esta­dos patro­ci­na­do­res do ter­ro­ris­mo, da qual deri­vam pesa­das e injus­ti­fi­ca­das san­ções ao país cari­be­nho”, dis­se o Ita­ma­raty.

De acor­do com o gover­no bra­si­lei­ro, a manu­ten­ção de Cuba nes­sa outra lis­ta é repu­di­a­da por “ampla mai­o­ria da comu­ni­da­de inter­na­ci­o­nal” e de for­ma unâ­ni­me pelos paí­ses da Amé­ri­ca Lati­na e do Cari­be, de acor­do com a Decla­ra­ção apro­va­da na últi­ma Cúpu­la da Comu­ni­da­de de Esta­dos Lati­no-Ame­ri­ca­nos e Cari­be­nhos (Celac), em Kings­town, na Jamai­ca, no dia 1º de mar­ço des­te ano.

A mudan­ça na pos­tu­ra dos Esta­dos Uni­dos foi envi­a­da em rela­tó­rio do Depar­ta­men­to de Esta­do do país ao Con­gres­so esta­du­ni­den­se. De acor­do com a agên­cia Reu­ters, a lis­ta man­te­ve Coreia do Nor­te, Irã, Síria e Vene­zu­e­la como paí­ses que não coo­pe­ram ple­na­men­te con­tra o ter­ro­ris­mo.

A reti­ra­da de Cuba da lis­ta tem efei­to sim­bó­li­co uma vez que Washing­ton man­tém o embar­go comer­ci­al e finan­cei­ro con­tra Cuba há mais de 60 anos. Já a inclu­são do país cari­be­nho na lis­ta de patro­ci­na­do­res do ter­ro­ris­mo foi fei­ta no final do gover­no de Donald Trump, endu­re­cen­do res­tri­ções do embar­go.

Em uma rede soci­al, o chan­ce­ler cuba­no, Bru­no Rodrí­guez, comen­tou que os EUA admi­ti­ram o que é conhe­ci­do por todos: “Cuba coo­pe­ra ple­na­men­te com os esfor­ços con­tra o ter­ro­ris­mo”.

Em nota, o gover­no cuba­no dis­se que não bas­ta reti­rar o país des­sa lis­ta, é pre­ci­so tam­bém reti­rar da lis­ta de patro­ci­na­dor do ter­ro­ris­mo, além de aca­bar com o blo­queio econô­mi­co de seis déca­das.

“A ver­da­de cla­ra e abso­lu­ta é que Cuba não patro­ci­na o ter­ro­ris­mo, mas tem sido víti­ma dele, incluin­do o ter­ro­ris­mo de Esta­do”, acres­cen­tan­do que tal lis­ta é “total­men­te uni­la­te­ral e infun­da­da, cujo úni­co obje­ti­vo é difa­mar os Esta­dos sobe­ra­nos e ser­vir de pre­tex­to para lhes impor san­ções econô­mi­cas coer­ci­vas”, infor­mou o Minis­té­rio das Rela­ções Exte­ri­o­res de Cuba.

Questão eleitoral

A deci­são do gover­no Joe Biden é uma ten­ta­ti­va de agra­dar a ala mais à esquer­da do Par­ti­do Demo­cra­ta e tam­bém con­quis­tar o voto lati­no-ame­ri­ca­no dian­te dos des­gas­tes que sofre com o apoio à guer­ra na Fai­xa de Gaza, segun­do ava­li­ou para Agên­cia Bra­sil o espe­ci­a­lis­ta nas rela­ções entre EUA e Amé­ri­ca Lati­na, o soció­lo­go Car­los Edu­ar­do Mar­tins, pro­fes­sor da Uni­ver­si­da­de Fede­ral do Rio de Janei­ro (UFRJ).

“O gover­no Biden tem se des­gas­ta­do demais com a esquer­da do Par­ti­do Demo­cra­ta, que é um seg­men­to rela­ti­va­men­te impor­tan­te por con­ta das suas posi­ções em Isra­el. E o voto lati­no tem sido mui­to impor­tan­te para o Par­ti­do Demo­cra­ta ven­cer o Repu­bli­ca­no no voto dire­to nas suces­sões elei­to­rais. Eu creio que é um ace­no para esses seg­men­tos”, afir­mou.

As elei­ções pre­si­den­ci­ais nos Esta­dos Uni­dos estão mar­ca­das para o dia 5 de novem­bro des­te ano.

Edi­ção: Deni­se Gri­e­sin­ger

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