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Brasil é prata no vôlei feminino após ser superado pelos EUA em Tóquio

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Repro­du­ção: © Gas­par Nóbrega/COB/Direitos Reser­va­dos

Americanas alcançam o lugar mais alto do pódio pela primeira vez


Publi­ca­do em 08/08/2021 — 10:20 Por Igor San­tos — Repór­ter da TV Bra­sil — Rio de Janei­ro

Os Esta­dos Uni­dos não deram chan­ce ao Bra­sil e con­quis­ta­ram o ouro olím­pi­co no vôlei femi­ni­no ao ven­ce­rem a final por 3 sets a 0 (par­ci­ais de 25/21, 25/20 e 25/14), em 1 hora e 22 minu­tos de jogo. Na deci­são rea­li­za­da na Are­na de Ari­a­ke na madru­ga­da des­te domin­go (8), as ame­ri­ca­nas final­men­te che­ga­ram ao pri­mei­ro títu­lo em Olim­pía­das na moda­li­da­de, após três pra­tas e dois bron­zes. Já as bra­si­lei­ras tive­ram frus­tra­do o sonho do ter­cei­ro ouro. Curi­o­sa­men­te, os outros dois foram con­quis­ta­dos em finais dian­te dos Esta­dos Uni­dos (Pequim 2008 e Lon­dres 2012).

A deci­são em Tóquio colo­cou fren­te a fren­te as duas equi­pes que esti­ve­ram na final da Liga das Nações, em junho, que ter­mi­nou com títu­lo ame­ri­ca­no. Na cam­pa­nha até o últi­mo jogo, a sele­ção bra­si­lei­ra che­gou invic­ta, enquan­to os Esta­dos Uni­dos per­de­ram somen­te uma par­ti­da.

No entan­to, na final, as ame­ri­ca­nas pare­ce­ram bem mais ali­nha­das, abrin­do 4 a 0 na pri­mei­ra par­ci­al e estan­do à fren­te no pla­car pra­ti­ca­men­te duran­te todo o tem­po. Encon­tra­ram algu­ma resis­tên­cia nos dois pri­mei­ros sets, ven­ci­dos por 25/21 e 25/20, antes de domi­na­rem com­ple­ta­men­te a últi­ma par­ci­al por 25/14. O des­ta­que ficou por con­ta da opos­ta Andrea Drews, prin­ci­pal pon­tu­a­do­ra da final com 15 pon­tos.

A pra­ta em Tóquio, a ter­cei­ra meda­lha nos últi­mos qua­tro ciclos olím­pi­cos, repre­sen­tou o fim de uma his­tó­ria para pelo menos duas atle­tas do Bra­sil. Fer­nan­da Garay e Cami­la Brait não vol­ta­rão a ves­tir a cami­sa da sele­ção. A sen­sa­ção ao final da par­ti­da era um mis­to de orgu­lho pela cam­pa­nha e tris­te­za pela der­ro­ta.

“Antes de a gen­te vir para os Jogos sabía­mos que éra­mos a ter­cei­ra, quar­ta ou até quin­ta for­ça des­ses Jogos e o nos­so time foi se rein­ven­tan­do duran­te a com­pe­ti­ção. Fomos melho­ran­do, esta­mos jogan­do bem, sabía­mos que che­gar à final seria difí­cil e con­se­gui­mos. Foi méri­to nos­so e enfren­ta­mos as ame­ri­ca­nas, e elas esta­vam mui­to ins­pi­ra­das hoje. Eu não vou mais jogar pela sele­ção, já tinha avi­sa­do para as meni­nas. Para mim foi mui­to espe­ci­al, valeu a pena ter fica­do lon­ge da minha famí­lia, mas ano que vem eu não vol­to, ago­ra é de ver­da­de. Eu tenho outros pla­nos para mim daqui para fren­te”, dis­se a líbe­ro de 32 anos.
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Edi­ção: Fábio Lis­boa

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