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Brasil finaliza rali Dakar com vitória na última das 12 etapas

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© MHC Pho­tog­ra­phy (Repro­dução)

Além da dupla Varela e Justo, navegador Gugelmin foi vice-campeão


Pub­li­ca­do em 15/01/2021 — 13:21 Por Lin­coln Chaves — Repórter da TV Brasil e Rádio Nacional — São Paulo

A edição 2021 do rali Dakar, con­sid­er­a­do o maior do mun­do no gênero, chegou ao fim com vitória brasileira. Nes­ta sex­ta-feira (15), o pilo­to Reinal­do Varela e o nave­g­ador Maykel Jus­to gan­haram a últi­ma das 12 eta­pas da pro­va entre os UTVs (Util­i­ty Task Vehi­cles, veícu­los util­itários mul­titare­fa, na tradução do inglês), con­cluin­do os 447 quilômet­ros finais em duas horas, 44 min­u­tos e 26 segun­dos.

“Foi uma sen­sação mar­avil­hosa vencer hoje [sex­ta], bem no final, depois de tan­ta luta e esforço neste Dakar, que foi um desafio muito difí­cil de super­ar. Se tivésse­mos ape­nas chega­do ao final, eu já estaria sat­is­feito”, disse Reinal­do à impren­sa.

Com o resul­ta­do, eles encer­raram o rali dis­puta­do na Arábia Sau­di­ta na quin­ta colo­cação ger­al entre as 29 duplas da cat­e­go­ria, que teve como vice-campeão out­ro brasileiro: Gus­ta­vo Gugelmin, nave­g­ador do pilo­to norte-amer­i­cano Austin Jones. O títu­lo das UTVs ficou com os chilenos Fran­cis­co Lopez Con­tar­do e Juan Pablo Vina­gre, com o tem­po de 53 horas, 41 min­u­tos e dois segun­dos. Foram 17 min­u­tos e 23 segun­dos de van­tagem para Jones e Gugelmin, que ter­mi­naram a últi­ma eta­pa na sex­ta posição.

O Brasil tam­bém foi rep­re­sen­ta­do na cat­e­go­ria Car­ros. Na eta­pa des­ta sex­ta-feira, Guiga Spinel­li e Youssef Had­dad ficaram na 26ª posição, enquan­to Marce­lo Gastal­di e Louri­val Roldan chegaram em 33º. Na clas­si­fi­cação final, a parce­ria Spinelli/Haddad foi a 17ª e a dupla Gastaldi/Roldan apare­ceu em 29º. A cat­e­go­ria foi ven­ci­da pelos france­ses Stéphane Peter­hansel e Edouard Boulanger.

Tragédia

Ain­da nes­ta sex­ta, a orga­ni­za­ção do Dakar infor­mou a morte do francês Pierre Cher­pin, que sofreu um aci­dente no últi­mo domin­go (10), na séti­ma eta­pa da pro­va. O pilo­to da cat­e­go­ria Motos foi encon­tra­do incon­sciente e lev­a­do para um hos­pi­tal, na cidade de Saka­ka. Sub­meti­do a uma cirur­gia e colo­ca­do em coma induzi­do, Cher­pin foi trans­feri­do para o municí­pio de Jed­dah, de onde seria con­duzi­do para Lille, na França, mas não resis­tiu aos fer­i­men­tos, fale­cen­do na quin­ta-feira (14), aos 52 anos.

A edição pas­sa­da do rali, tam­bém real­iza­do na Arábia Sau­di­ta, teve duas mortes: a do holandês Edwin Straver e do por­tuguês Paulo Gonçalves. O falec­i­men­to do francês — que com­petia na pro­va pela quar­ta vez — foi o úni­co reg­istra­do na com­petição deste ano. “Toda a car­a­vana do Dakar gostaria de esten­der as sin­ceras con­dolên­cias à família, par­entes e ami­gos”, disse a nota divul­ga­da pelos orga­ni­zadores.

Balanço

Ini­ci­a­do no últi­mo dia 3,  o rali Dakar reuniu 286 veícu­los. A pre­visão ini­cial era de 321 unidades par­tic­i­pantes, mas 35 delas (11%) não foram aprovadas na inspeção téc­ni­ca real­iza­da em Jed­dah. O grid teve 61 UTVs e pro­tóti­pos, 64 car­ros, 101 motos, 16 quadri­ci­c­los e 44 cam­in­hões. O per­cur­so super­ou 7,6 mil quilômet­ros, sendo 4,7 mil quilômet­ros de tre­chos em alta veloci­dade e out­ros 2,9 mil quilômet­ros de deslo­ca­men­to entre pon­tos diários de larga­da e chega­da.

Dev­i­do à pan­demia do novo coro­n­avírus (covid-19), foi desen­volvi­do um pro­to­co­lo san­itário no qual os par­tic­i­pantes teri­am que faz­er dois exam­es e uma quar­ente­na antes do rali. O espan­hol Dani Oliveira, nave­g­ador do com­pa­tri­o­ta Nani Roma na cat­e­go­ria Car­ros, ficou fora por tes­tar pos­i­ti­vo para o vírus em 9 de dezem­bro e após 15 dias, em nova avali­ação, ain­da não ter desen­volvi­do os anti­cor­pos. Segun­do a orga­ni­za­ção, foram real­iza­dos mais de 2,4 mil exam­es do tipo PCR para via­bi­lizar o even­to.

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Varela e Jus­to con­cluíram em 1º lugar a últi­ma das 12 eta­pas do rali Dakar deste ano. Foram 447 quilômet­ros,  em duas horas, 44 min­u­tos e 26 segun­dos. — Duda Bairros/Fotop/Direitos Reser­va­dos (Repro­dução)

A edição deste ano teve momen­tos mar­cantes. Na aber­tu­ra, a espan­ho­la Cristi­na Gutier­rez, na cat­e­go­ria Pro­tóti­pos, foi a primeira mul­her a vencer uma eta­pa do Dakar após 16 anos. No dia seguinte, pela mes­ma cat­e­go­ria, o norte-amer­i­cano Seth Quin­tero, de 18 anos, tornou-se o mais jovem gan­hador de uma eta­pa da pro­va. No 11º dia, um acon­tec­i­men­to inusi­ta­do: após uma dis­cussão, o nave­g­ador espan­hol Xavier Blan­co aban­do­nou — no meio do deser­to — o UTV pilota­do pelo com­pa­tri­o­ta Ricar­do Rami­lo.

Futuro

Durante a pro­va, a orga­ni­za­ção do Dakar anun­ciou que, a par­tir de 2026, as prin­ci­pais equipes dev­erão uti­lizar veícu­los com motor a hidrogênio. A expec­ta­ti­va do rali é que 100% do grid con­te com a tec­nolo­gia, que é menos prej­u­di­cial ao meio ambi­ente, a par­tir de 2030.

Edição: Cláu­dia Soares Rodrigues

Agên­cia Brasil / EBC


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