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Brasil lança versão em português do relatório sobre clima do IPCC

Repro­du­ção: © Arquivo/Marcelo Camargo/Agência Bra­sil

Documento traz impactos e e desafios das mudanças climáticas


Publi­ca­do em 02/12/2023 — 06:06 Por Agên­cia Bra­sil — Bra­sí­lia

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Nes­te sába­do (2), o gover­no bra­si­lei­ro e o Pac­to Glo­bal da ONU no Bra­sil lan­çam na Con­fe­rên­cia das Nações Uni­das sobre as Mudan­ças Cli­má­ti­cas (COP28) a ver­são em por­tu­guês do Rela­tó­rio Sín­te­se sobre Mudan­ça Cli­má­ti­ca 2023, ela­bo­ra­do pelo Pai­nel Inter­go­ver­na­men­tal sobre Mudan­ça do Cli­ma (IPCC). O even­to tem este ano como sede Dubai, nos Emi­ra­dos Ára­bes Uni­dos,

O docu­men­to, pro­du­to final do Sex­to Rela­tó­rio de Ava­li­a­ção do IPCC (AR6), resu­me o conhe­ci­men­to cien­tí­fi­co sobre a mudan­ça do cli­ma, impac­tos e ris­cos gene­ra­li­za­dos, pos­si­bi­li­da­des de miti­ga­ção e de adap­ta­ção.

Con­for­me apre­sen­ta­ção do rela­tó­rio — assi­na­da pelo Secre­tá­rio-Geral da Orga­ni­za­ção Mete­o­ro­ló­gi­ca Mun­di­al, Pet­te­ri Taa­las, e pela secre­tá­ria-geral adjun­ta das Nações Uni­das e Dire­to­ra Exe­cu­ti­va do Pro­gra­ma das Nações Uni­das para o Meio Ambi­en­te, Inger Ander­sen -, o rela­tó­rio sín­te­se “con­fir­ma que o uso insus­ten­tá­vel e desi­gual de ener­gia e da ter­ra, bem como mais de um sécu­lo de quei­ma de com­bus­tí­veis fós­seis, ine­qui­vo­ca­men­te cau­sa­ram o aque­ci­men­to glo­bal, com a tem­pe­ra­tu­ra da super­fí­cie glo­bal atin­gin­do 1,1°C a mais que no perío­do de 1850 – 1900 em 2011 – 2020.”

A pre­vi­são con­ti­da no tex­to é de que a tem­pe­ra­tu­ra glo­bal aumen­ta­rá em 1,5°C na pri­mei­ra meta­de da pró­xi­ma déca­da e “será mui­to difí­cil con­tro­lar o aumen­to da tem­pe­ra­tu­ra den­tro de 2°C até o final do sécu­lo XXI.” De acor­do com o rela­tó­rio, a limi­ta­ção do aque­ci­men­to glo­bal exi­ge zerar as emis­sões de gás carbô­ni­co (CO2) emi­ti­do na quei­ma de com­bus­tí­veis fós­seis (como petró­leo e car­vão) e bio­mas­sa (como ocor­re nas flo­res­tas bra­si­lei­ras).

Tradução

A tra­du­ção do docu­men­to é ini­ci­a­ti­va do Minis­té­rio da Ciên­cia, Tec­no­lo­gia e Ino­va­ção (MCTI), fei­ta em con­jun­to com o Pac­to Glo­bal da ONU no Bra­sil. De acor­do com os publi­ca­do­res, o tex­to em por­tu­guês faci­li­ta amplia a difu­são de infor­ma­ções cien­tí­fi­cas sobre mudan­ça do cli­ma para toda a Comu­ni­da­de de Paí­ses de Lín­gua Por­tu­gue­sa (CPLP) – além do Bra­sil, Ango­la, Cabo Ver­de, Gui­né-Bis­sau, Gui­né-Equa­to­ri­al, Moçam­bi­que, Por­tu­gal, Timor-Les­te e São Tomé e Prín­ci­pe.

Em nota, o CEO do Pac­to Glo­bal da ONU no Bra­sil, Car­lo Perei­ra, assi­na­la que “o rela­tó­rio tra­du­zi­do é um gran­de esfor­ço e acer­to de todas as par­tes envol­vi­das. Quan­do se tra­ta de mudan­ças cli­má­ti­cas, é pre­ci­so ser mui­to obje­ti­vo e der­ru­bar qual­quer bar­rei­ra, den­tre elas, a da lín­gua. Tor­nar as infor­ma­ções cien­tí­fi­cas aces­sí­veis a mais pes­so­as, empre­sas e paí­ses traz todos para a ação e per­mi­te que tudo seja mais asser­ti­vo.”

De acor­do com a minis­tra Luci­a­na San­tos (MCTI), a ela­bo­ra­ção do Rela­tó­rio Sín­te­se “con­tou com a con­tri­bui­ção de diver­sos cien­tis­tas bra­si­lei­ros nos gru­pos de tra­ba­lho e no pro­ces­so de ela­bo­ra­ção dos rela­tó­ri­os”.

Esse é o quin­to docu­men­to do Pai­nel Inter­go­ver­na­men­tal sobre Mudan­ças Cli­má­ti­cas tra­du­zi­do pelo MCTI e pelo Pac­to Glo­bal da ONU no Bra­sil. Já ganha­ram ver­sões em por­tu­guês o “Rela­tó­rio Espe­ci­al do IPCC sobre o Aque­ci­men­to Glo­bal de 1,5°C”; o rela­tó­rio sobre Mudan­ça do Cli­ma e Ter­ra; o rela­tó­rio O Oce­a­no e a Cri­os­fe­ra em um Cli­ma em Mudan­ça; e o rela­tó­rio Mudan­ça do Cli­ma 2021.

A CPLP foi cri­a­da em 1996 com o pro­pó­si­to de inten­si­fi­car as rela­ções entre os paí­ses falan­tes do por­tu­guês e tam­bém com a fina­li­da­de de difun­dir o idi­o­ma. A Decla­ra­ção Cons­ti­tu­ti­va des­cre­ve que um dos obje­ti­vos da comu­ni­da­de é “o incen­ti­vo à coo­pe­ra­ção bila­te­ral e mul­ti­la­te­ral para a pro­te­ção e pre­ser­va­ção do meio ambi­en­te, nos Esta­dos Mem­bros, com vis­tas à pro­mo­ção do desen­vol­vi­men­to sus­ten­tá­vel.” Jun­tos, os paí­ses da CPLP ocu­pam ter­ri­tó­rio de área total de 10 milhões de km² e for­mam uma popu­la­ção de mais de 250 milhões de habi­tan­tes. Ape­sar da arti­cu­la­ção de qua­se 30 anos, os paí­ses não for­mam blo­co de nego­ci­a­ção na COP28.

Edi­ção: Ali­ne Leal

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