...
quinta-feira ,7 dezembro 2023
Home / Economia / Brasil lidera ranking de inovação na América Latina

Brasil lidera ranking de inovação na América Latina

Repro­dução: © Tânia Rêgo/Agência Brasil

Com mais cinco posições no índice, país é o 49º entre 132 avaliados


Pub­li­ca­do em 27/09/2023 — 06:09 Por Agên­cia Brasil — Brasília

ouvir:

O Brasil subiu cin­co posições no Índice Glob­al de Ino­vação (IGI) na com­para­ção com o rank­ing de 2022 e ago­ra ocu­pa o 49º lugar entre 132 país­es. Após 12 anos fora do recorte das 50 econo­mias mais bem clas­si­fi­cadas no IGI, o Brasil pas­sou a lid­er­ar o rank­ing dos país­es da Améri­ca Lati­na e Caribe, ultra­pas­san­do pela primeira vez o Chile (52ª). 

Os dados foram divul­ga­dos nes­ta quar­ta-feira (27) pela Con­fed­er­ação Nacional da Indús­tria (CNI) e serão apre­sen­ta­dos durante o 10º Con­gres­so Inter­na­cional de Ino­vação da Indús­tria, que está sendo real­iza­do no São Paulo Expo.

Entre os cin­co país­es que atual­mente com­põem o Brics (Brasil, Rús­sia, Índia, Chi­na e África do Sul), o Brasil está na ter­ceira colo­cação, à frente da Rús­sia (51º lugar) e da África do Sul (59º). A Chi­na é a 12º colo­ca­da, e a Índia ocu­pa o 40º lugar.

O Brasil apre­sen­tou pon­tu­ações ele­vadas em indi­cadores como serviços gov­er­na­men­tais online (14ª posição) e par­tic­i­pação eletrôni­ca (11ª). Tam­bém se desta­ca pelo val­or de seus 16 unicórnios (nome que se dá às star­tups que con­seguem grande val­or de mer­ca­do em dólares), apare­cen­do na 22ª posição, e por seus ativos intangíveis (31ª), obten­do bons resul­ta­dos mundi­ais por suas mar­cas reg­istradas (13ª) e pelo val­or glob­al de suas mar­cas (39ª).

Os dez país­es mais bem colo­ca­dos no índice glob­al são: Suíça, Sué­cia, Esta­dos Unidos, Reino Unido, Sin­ga­pu­ra, Fin­lân­dia, Holan­da, Ale­man­ha, Dina­mar­ca e Cor­eia do Sul.

A clas­si­fi­cação é divul­ga­da anual­mente des­de 2007 pela Orga­ni­za­ção Mundi­al da Pro­priedade Int­elec­tu­al (OMPI — WIPO, na sigla em inglês), em parce­ria com o Insti­tu­to Por­tu­lans e o apoio de par­ceiros inter­na­cionais – no caso do Brasil, a CNI e a Mobi­liza­ção Empre­sar­i­al pela Ino­vação (MEI), par­ceiras na pro­dução e divul­gação do IGI des­de 2017.

Cri­a­do em 2007, o IGI tornou-se refer­ên­cia na avali­ação da ino­vação e um pilar na for­mu­lação de políti­cas de ciên­cia, tec­nolo­gia e ino­vação.

Potencial

Ape­sar dos gan­hos de posição, sus­ten­ta­dos pelo ter­ceiro ano con­sec­u­ti­vo, a colo­cação brasileira ain­da é con­sid­er­a­da aquém do poten­cial do país, que hoje tem a 10ª maior econo­mia do mun­do, segun­do avali­ação da CNI. Para o pres­i­dente da enti­dade, Rob­son Bra­ga de Andrade, o Brasil tem condições de crescer a cada ano no rank­ing, por meio de inves­ti­men­tos e políti­cas dire­cionadas à ciên­cia, tec­nolo­gia e ino­vação (CT&I).

“Temos um poten­cial muito inex­plo­rado para mel­ho­rar o nos­so ecos­sis­tema de ino­vação, atin­gir o obje­ti­vo de inte­grar os setores cien­tí­fi­co e empre­sar­i­al e, con­se­quente­mente, pro­mover maior ino­vação”, afir­ma.

Cálculo do IGI

A posição glob­al dos país­es no índice é resul­ta­do de um cál­cu­lo com­plexo que divide os indi­cadores em “insumos de ino­vação” (inputs) e “resul­ta­dos de ino­vação” (out­puts), em que há pesos difer­entes para cada indi­cador.

A primeira das cat­e­go­rias de indi­cadores (insumos) se ref­ere às condições e ele­men­tos disponíveis para apoiar ativi­dades de ino­vação, como edu­cação, ambi­ente de negó­cios e recur­sos humanos espe­cial­iza­dos. A segun­da cat­e­go­ria (resul­ta­dos) indi­ca o desem­pen­ho dos país­es quan­to à ino­vação pro­duzi­da, como pro­dução cien­tí­fi­ca, patentes, novos pro­du­tos, serviços e proces­sos.

Edição: Nádia Fran­co

LOGO AG BRASIL

Você pode Gostar de:

Caixa paga novo Bolsa Família a beneficiários com NIS de final 2

Repro­dução: © Arte Bol­sa Família Mães de bebês de até seis meses recebem adicional de …