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Brasil negocia compra de 10 milhões de vacinas Sputnik V

MINSK, BELARUS - DECEMBER 29, 2020: A medical worker holds a component of the Russian Gam-COVID-Vak (Sputnik V) vaccine against COVID-19 in a city hospital. The first batch of the Russian Sputnik V vaccine has arrived in Belarus; a mass vaccination campaign is starting in the country. Stringer/TASS.No use Russia.
© Reuters/Direiots reser­va­do (Repro­du­ção)

Compra está condicionada ao custo do imunizante


Publi­ca­do em 05/02/2021 — 13:18 Por Luci­a­no Nas­ci­men­to — Repór­ter da Agên­cia Bra­sil — Bra­sí­lia

O Bra­sil nego­cia a com­pra de 10 milhões de doses de vaci­na con­tra a covid-19 Sput­nik V, desen­vol­vi­da na Rús­sia pelo Ins­ti­tu­to Gama­leya, infor­mou hoje (5) o Minis­té­rio da Saú­de (MS). A mani­fes­ta­ção do inte­res­se do país no imu­ni­zan­te foi fei­ta duran­te reu­nião com repre­sen­tan­tes do labo­ra­tó­rio União Quí­mi­ca, far­ma­cêu­ti­ca res­pon­sá­vel no Bra­sil pela vaci­na rus­sa. 

De acor­do com o minis­té­rio, a deci­são de avan­çar as nego­ci­a­ções ocor­reu após a Anvi­sa auto­ri­zar o novo pro­to­co­lo com a sim­pli­fi­ca­ção do pro­ces­so de con­ces­são de uso emer­gen­ci­al e tem­po­rá­rio de vaci­nas, dis­pen­san­do a rea­li­za­ção, no Bra­sil, de estu­dos clí­ni­cos da fase 3.

O secre­tá­rio-exe­cu­ti­vo do Minis­té­rio da Saú­de, Elcio Fran­co, dis­se que a com­pra da vaci­na tam­bém está con­di­ci­o­na­da ao cus­to do imu­ni­zan­te, que, segun­do ele, “deve ser com­pe­ti­ti­vo”.

“Ire­mos con­tra­tar e com­prar as 10 milhões de doses se o pre­ço for plau­sí­vel, e efe­tu­a­re­mos o paga­men­to após a Anvi­sa dar a auto­ri­za­ção para uso emer­gen­ci­al da Sput­nik V, fazen­do a dis­po­ni­bi­li­za­ção ime­di­a­ta­men­te aos bra­si­lei­ros”, dis­se Fran­co.

A quan­ti­da­de de doses se base­ou em docu­men­to apre­sen­ta­do à pas­ta pelo Fun­do Sobe­ra­no Russo/Instituto Gama­leya, da Rús­sia, onde o imu­ni­zan­te é fabri­ca­do. No Bra­sil, a vaci­na será pro­du­zi­da no Dis­tri­to Fede­ral sob res­pon­sa­bi­li­da­de da far­ma­cêu­ti­ca União Quí­mi­ca.

Segun­do o minis­té­rio, pelo cro­no­gra­ma, o país rece­be­ria 400 mil doses uma sema­na após a assi­na­tu­ra do con­tra­to de com­pra. Outros dois milhões esta­ri­am no Bra­sil um mês depois e mais 7,6 milhões ao lon­go do segun­do e ter­cei­ro meses.

O secre­tá­rio-exe­cu­ti­vo dis­se ain­da que o minis­té­rio estu­da a aqui­si­ção da vaci­na pro­du­zi­da pela União Quí­mi­ca no Bra­sil. A expec­ta­ti­va é que o labo­ra­tó­rio con­si­ga pro­du­zir, a par­tir de abril, 8 milhões de doses.

“Futu­ra­men­te, a depen­der dos enten­di­men­tos que tiver­mos com a União Quí­mi­ca, inte­res­sa-nos tam­bém adqui­rir a pro­du­ção que a empre­sa vier a fazer no Bra­sil des­sa vaci­na”, dis­se Fran­co.

Edi­ção: Fer­nan­do Fra­ga

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