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Butantan: gestante vacinada com CoronaVac transmite anticorpos ao bebê

Repro­dução: © Imagens/TV Brasil

Instituto Butantan responde pela produção da CoronaVac no Brasil


Pub­li­ca­do em 04/02/2022 — 16:43 Por Bruno Boc­chi­ni — Repórter da Agên­cia Brasil — São Paulo

Dois estu­dos de caso pub­li­ca­dos recen­te­mente em revis­tas cien­tí­fi­cas mostram que bebês cujas mães tomaram a vaci­na Coro­n­aVac durante a gravidez nasce­r­am com imu­nidade con­tra a covid-19, ou seja, com anti­cor­pos con­tra o Sars-Cov2. A Coro­n­aVac é o imu­nizante da far­ma­cêu­ti­ca chi­ne­sa Sino­vac, pro­duzi­do no Brasil pelo Insti­tu­to Butan­tan.

Em um dess­es estu­dos, feito por pesquisadores da Uni­ver­si­dade Estad­ual Paulista (Une­sp) e da Uni­ver­si­dade do Sul de San­ta Cata­ri­na (Unisul), pub­li­ca­do na revista da Sociedade Brasileira de Med­i­c­i­na Trop­i­cal, con­sta­tou-se que um recém-nasci­do, cuja mãe havia sido vaci­na­da com a Coro­n­aVac na 34ª e na 37ª sem­ana de ges­tação, havia desen­volvi­do anti­cor­pos con­tra a covid-19.

De acor­do com o Butan­tan, foram col­hi­das amostra de sangue do recém-nasci­do 24 horas depois do par­to. “A imu­nidade pas­si­va pode ter ocor­ri­do por via transpla­cen­tária. Isso porque a trans­fer­ên­cia de imunoglob­u­li­na G (anti­cor­pos do tipo IgG) da mãe para o feto começa no final do primeiro trimestre de ges­tação e aumen­ta ao lon­go da gravidez. A con­cen­tração con­tin­ua a aumen­tar no ter­ceiro trimestre, per­mitin­do que as con­cen­trações de anti­cor­pos fetais excedam os níveis mater­nos em 20% a 30%”, detal­ha a pesquisa.

No out­ro estu­do de caso, pub­li­ca­do na revista Human Vac­cines & Immunother­a­peu­tics, real­iza­do por pesquisadores do Depar­ta­men­to de Pedi­a­tria da Fac­ul­dade de Med­i­c­i­na da Uni­ver­si­dade de Istam­bul, na Turquia, con­sta­tou-se tam­bém a pas­sagem do anti­cor­po para o recém-nasci­do.

A mãe rece­beu a primeira dose de Coro­n­aVac na 28ª sem­ana de ges­tação e a segun­da dose na 32ª. Ime­di­ata­mente após o par­to, que ocor­reu com 38 sem­anas, uma amostra de sangue do cordão umbil­i­cal do bebê foi cole­ta­da, con­statan­do a trans­fer­ên­cia dos anti­cor­pos con­tra a covid-19. Segun­do o estu­do, a mul­her não rela­tou nen­hum even­to adver­so rela­ciona­do à vaci­na após a primeira ou a segun­da dose.

Edição: Lílian Beral­do

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