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Câmara do Rio aprova proposta para armar Guarda Municipal

Em 1ª discussão, projeto teve 43 votos favoráveis e 7 contrários

Dou­glas Cor­rêa — Repórter da Agên­cia Brasil
Pub­li­ca­do em 02/04/2025 — 08:02
Rio de Janeiro
Twitter oficial da Guarda Municipal do Rio de Janeiro.
© Repro­dução Twit­ter ofi­cial da Guar­da Munic­i­pal do Rio de Janeiro.

A Câmara de Vereadores do Rio aprovou nes­sa terça-feira (1º), em primeira dis­cussão, a pro­pos­ta do prefeito Eduar­do Paes (PSD) que autor­iza a Guar­da Munic­i­pal a uti­lizar arma de fogo. A medi­da dá poderes tam­bém à cor­po­ração de realizar ações de segu­rança públi­ca, poli­ci­a­men­to osten­si­vo, pre­ven­ti­vo e comu­nitário.

De acor­do com a pro­pos­ta, os agentes dev­erão pas­sar por treina­men­to especí­fi­co, além de poder uti­lizar armas de menor poten­cial ofen­si­vo. Com todos os 51 par­la­mentares da Casa pre­sentes, a pro­pos­ta teve 43 votos favoráveis e sete con­trários. A vereado­ra Rosa Fer­nan­des (PSD), mes­mo pre­sente à sessão, não quis votar.

O Par­la­men­to ago­ra respeitará um inter­va­lo de pelo menos dez dias, como esta­b­elece o Reg­i­men­to Inter­no da Casa, antes de votar o pro­je­to em segun­da dis­cussão,  o últi­mo pas­so antes de ir à sanção ou veto do Poder Exec­u­ti­vo.

“Diante da real­i­dade da nos­sa cidade, pela primeira vez as ide­olo­gias foram deix­adas de lado para se pen­sar na qual­i­dade de vida do cidadão. Uma guar­da arma­da é fun­da­men­tal para garan­tir a segu­rança dos car­i­o­cas. Des­de 2018 esta­mos ten­tan­do aprovar essa pro­pos­ta. Por isso, esta Casa está dan­do impor­tante pas­so para mel­ho­rar a qual­i­dade de vida da pop­u­lação”, afir­mou Dr. Gilber­to (SD), autor do sub­sti­tu­ti­vo aprova­do.

Para o vereador Pedro Duarte (Novo), a Câmara do Rio pre­cisa­va dis­cu­tir de vez a guar­da arma­da na cidade. “Ten­ho a con­vicção de que pre­cisamos faz­er como São Paulo, Belo Hor­i­zonte e Curiti­ba, garan­ti­n­do uma Guar­da Munic­i­pal dev­i­da­mente arma­da, treina­da e qual­i­fi­ca­da, para que pos­sa prestar um serviço de qual­i­dade aos nos­sos cidadãos”, disse.

Con­trária ao pro­je­to, a vereado­ra Thais Fer­reira (PSOL) lamen­tou que a políti­ca de segu­rança públi­ca obe­deça à lóg­i­ca do enfrenta­men­to.

“Eu já fui ambu­lante e cheguei a ser agre­di­da por agentes do Esta­do. Os dados mostram que as políti­cas arma­men­tis­tas não ele­vam a segu­rança, pelo con­trário, colo­cam os cidadãos em risco”. Para ela, “uma cidade que se quer antir­racista e não tru­cu­len­ta não pode colo­car mais armas nas ruas”.

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