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Câmara do Rio cassa medalhas concedidas aos irmãos Brazão

Repro­dução: © Alerj

Eles são apontados de serem os mandantes do assassinato de Marielle


Publicado em 11/06/2024 — 21:04 Por Douglas Corrêa — Repórter da Agência Brasil — Rio de Janeiro

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Por 20 votos favoráveis e seis abstenções, a Câmara de Vereadores do Rio cas­sou as medal­has Pedro Ernesto, uma das prin­ci­pais con­dec­o­rações no esta­do, con­ce­di­das ao con­sel­heiro do Tri­bunal de Con­tas do Esta­do (TCE), Domin­gos Brazão, e ao dep­uta­do fed­er­al, Chiquin­ho Brazão, sem par­tido. Essa foi a séti­ma votação.

Os irmãos estão pre­sos pre­ven­ti­va­mente, acu­sa­dos de serem os man­dantes dos assas­si­natos da vereado­ra Marielle Fran­co e do motorista Ander­son Gomes, em 14 de março de 2018, numa embosca­da na região cen­tral da cidade.

Os requer­i­men­tos para a cas­sação das medal­has foram apre­sen­ta­dos pela vereado­ra Mon­i­ca Beni­cio (Psol), viú­va de Marielle.

“Essa não é uma vitória pouco impor­tante, porque quan­do eu come­cei o pedi­do achei que ia ser uma ação sim­bóli­ca, faz­er o pedi­do de revo­gação de medal­has”, disse a vereado­ra. “Como essa Câmara hoje é com­pro­meti­da com esse poder que não é mais para­le­lo, que é a expressão da milí­cia, mas que está entran­hado na políti­ca. Der­ro­tar isso é tam­bém faz­er justiça por Marielle”, acres­cen­tou.

STF

O min­istro Alexan­dre de Moraes, do Supre­mo Tri­bunal Fed­er­al (STF), liber­ou nes­ta terça-feira (11) para jul­ga­men­to a denún­cia da Procu­rado­ria-Ger­al da Repúbli­ca (PGR) con­tra os irmãos Brazão e o ex-chefe da Polí­cia Civ­il do Rio de Janeiro Rival­do Bar­bosa por envolvi­men­to no assas­si­na­to da vereado­ra.

O caso será jul­ga­do pela Primeira Tur­ma do Supre­mo. A data ain­da não foi divul­ga­da.

De acor­do com a procu­rado­ria, o assas­si­na­to ocor­reu a man­do dos irmãos Brazão e moti­va­do para pro­te­ger inter­ess­es econômi­cos de milí­cias e des­en­co­ra­jar atos de oposição políti­ca de Marielle, fil­i­a­da ao PSol. A base da acusação é a delação pre­mi­a­da do ex-poli­cial Ron­nie Lessa, réu con­fes­so da exe­cução dos homicí­dios.

Edição: Car­oli­na Pimentel

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