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Campus Party vai debater regulamentação da inteligência artificial

Repro­dução: © Joéd­son Alves/Agência Brasil

Evento acontece entre 9 e 14 de julho no Expo Center Norte, em SP


Publicado em 02/07/2024 — 07:05 Por Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil — São Paulo

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Na próx­i­ma sem­ana, a cap­i­tal paulista rece­berá mais uma edição do maior fes­ti­val de tec­nolo­gia, cria­tivi­dade e ino­vação do mun­do, a Cam­pus Par­ty Brasil. O even­to, que reúne grandes nomes e muitas dis­cussões sobre ciên­cia, tec­nolo­gia, astrono­mia, entreten­i­men­to dig­i­tal e empreende­doris­mo, será real­iza­do entre os dias 9 e 14 de jul­ho no Expo Cen­ter Norte, em São Paulo.

A novi­dade da edição deste ano é a real­iza­ção do 1º Fórum do Mar­co Reg­u­latório da Inteligên­cia Arti­fi­cial (IA), que pre­tende lev­an­tar dis­cussões e aju­dar a esta­b­ele­cer um mar­co reg­u­latório sobre o tema, assim como foi feito com o Mar­co Civ­il da Inter­net.

Ao lon­go de três anos, os fóruns dev­erão reunir espe­cial­is­tas da acad­e­mia, da indús­tria, do gov­er­no e da sociedade civ­il para dis­cu­tir sobre segu­rança de dados, éti­ca e impactos soci­ais e econômi­cos sobre o uso de inteligên­cia arti­fi­cial no Brasil. As palestras serão aber­tas ao públi­co e vão ocor­rer nos pal­cos da Cam­pus Par­ty ao lon­go das próx­i­mas edições.

“A gente já fez, entre os anos de 2012 e 2014, o mar­co civ­il da inter­net no qual a gente trouxe a sociedade, mem­bros do Leg­isla­ti­vo, do Exec­u­ti­vo e do Judi­ciário, para debaterem o tema. Em 2014, isso virou lei. E ago­ra a gente se propõe a faz­er esse debate [sobre IA], con­vi­dan­do min­istros, juris­tas, pres­i­dentes de grandes com­pan­hias, líderes de comu­nidades da Cam­pus Par­ty e reitores para debaterem a inteligên­cia arti­fi­cial”, disse Ton­i­co Novaes, CEO da Cam­pus Par­ty, em entre­vista à Agên­cia Brasil.  Segun­do ele, a ideia é cri­ar mem­o­ran­dos de debate que serão envi­a­dos para os pres­i­dentes dos três poderes.

Além de painéis, mesas de debate, palestras e apre­sen­tações de pesquisas sobre o tema, o Fórum vai pro­mover uma con­sul­ta públi­ca, procu­ran­do pro­mover um debate aber­to e par­tic­i­pa­ti­vo sobre políti­cas públi­cas voltadas à inteligên­cia arti­fi­cial.

“É pre­ciso que o Brasil ten­ha uma lei própria. Não adi­anta, como o Sena­do está se pro­pon­do em alguns tex­tos, faz­er uma cópia sim­i­lar da lei europeia, que é uma lei que está muito enraiza­da nas leis europeias e nem foi apli­ca­da ain­da. Ela acabou de ser cri­a­da e vai pas­sar por diver­sas alter­ações. Nós pre­cisamos cri­ar a nos­sa própria lei. O que a gente está pro­pon­do é que ten­hamos um amp­lo debate nos próx­i­mos três anos para que a gente ten­ha a pos­si­bil­i­dade de ter os nos­sos leg­is­ladores com infor­mação sufi­ciente para poder colo­car uma lei que agrade a todos os setores”, desta­cou Novaes.

Para ele, a Cam­pus Par­ty é um ambi­ente ade­qua­do para essa dis­cussão sobre inteligên­cia arti­fi­cial. “Pre­cisamos, de fato, cri­ar esse debate de uma maneira aber­ta, democráti­ca e públi­ca. E a Cam­pus Par­ty é o ambi­ente per­feito para isso porque temos os jovens que são ávi­dos por novi­dades, que são heavy users [grandes usuários ou usuários mas­sivos] de tec­nolo­gia e que podem nos aju­dar nesse debate”, acres­cen­tou.

Destaques

O even­to tam­bém terá exposição de games, Are­na de Robôs, com­petição gas­tronômi­ca, con­cur­so de cos­play, sim­u­ladores e jogos eletrôni­cos.

“A Cam­pus Par­ty é um grande celeiro de tal­en­tos. O Brasil tem mais de 65 mil­hões de jovens e a ideia é bus­car, den­tro desse públi­co, os grandes tal­en­tos que vão se sobres­sair nas dis­ci­plinas de empreende­doris­mo e STEAM (Sci­ence, Tech­nol­o­gy, Engi­neer­ing, Arts, Math­e­mat­ics) — do acrôn­i­mo do inglês, ciên­cia, tec­nolo­gia, engen­haria, artes e matemáti­ca”, disse Novaes.

A Are­na de Robôs, por exem­p­lo, vai apre­sen­tar a maior com­petição de robóti­ca da Améri­ca Lati­na, atrain­do mais de qua­tro mil estu­dantes para dis­putas como a batal­ha de robôs, robôs de lin­ha e car­ros autônomos. “A gente tem, por exem­p­lo, os robôs que pas­sam por obstácu­los, que são aque­les que vão aju­dar bombeiros e polí­cias a cri­arem novas fer­ra­men­tas de aju­da para a pop­u­lação”, expli­cou o CEO do even­to.

Já o campe­ona­to de gas­trono­mia, chama­do de Print­er Chef, con­vi­da os par­tic­i­pantes a cri­arem pratos com ali­men­tos pro­duzi­dos em impres­so­ra 3D. Out­ra atração são os hackathons, que reúnem pro­gra­madores, design­ers e profis­sion­ais lig­a­dos ao desen­volvi­men­to de soft­wares para uma mara­tona de pro­gra­mação. “A gente tem tam­bém a área de drones, onde a gente dará toda a pos­si­bil­i­dade de par­tic­i­pação para pilo­tos profis­sion­ais e até para cri­anças, que vão pilotar um drone pela primeira vez. Vamos ter tam­bém work­shops, onde a gente vai ensi­nar a con­stru­ir um drone a par­tir de mate­ri­ais reci­cla­dos”, falou Novaes.

Além dis­so, a Cam­pus Par­ty Brasil tam­bém con­tará com seus tradi­cionais pro­gra­mas como o Start­up 360, que pos­si­bili­ta às star­tups exporem seus tra­bal­hos e rece­berem men­to­rias; e a Mara­tona de Negó­cios, que visa capac­i­tar mentes ino­vado­ras que estão desen­vol­ven­do um negó­cio. Out­ro pro­gra­ma con­fir­ma­do é a Revista Cien­tí­fi­ca Cam­pus Par­ty, que tem o obje­ti­vo de garan­tir espaço para tex­tos cien­tí­fi­cos.

Entre os par­tic­i­pantes já con­fir­ma­dos estão o do apre­sen­ta­dor Marce­lo Tas; da espe­cial­ista em mar­ket­ing de influên­cia e entreten­i­men­to do Brasil, Fáti­ma Pis­sar­ra; do pesquisador de cul­tura analíti­ca, autor e empreende­dor, fun­dador do Cap­pra Insti­tute for Data Sci­ence, Ricar­do Cap­pra; e de Peter Jor­dan, um dos prin­ci­pais influ­en­ci­adores do Brasil e fun­dador da empre­sa Petaxxon.

Campus Party

O fes­ti­val é divi­di­do em três áreas: a Are­na, o Camp­ing e a Open. A Are­na é o lugar des­ti­na­do para as pes­soas que com­praram o ingres­so. Nes­sa área, eles podem levar seus com­puta­dores para acom­pan­har palestras, work­shops e ocu­par as ban­cadas de comu­nidades.

Já a área Open é um espaço gra­tu­ito onde as pes­soas poderão viven­ciar ativi­dades como o Print­er Chef, a Are­na Drone, a Are­na Robô, os sim­u­ladores e a exposição de games, por exem­p­lo.

O Camp­ing, por sua vez, é uma das mar­cas do fes­ti­val: neste local, os cam­pu­seiros acam­pam. “Para quem quer con­sumir todo esse con­teú­do de uma maneira mais imer­sa, a gente tem o camp­ing, des­ti­na­do para quem quer ficar por lá os cin­co ou seis dias do even­to”, expli­cou o CEO.

A pro­gra­mação do even­to pode ser con­sul­ta­da no site da Cam­pus Par­ty Brasil.

Edição: Sab­ri­na Craide

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