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Caprichoso é campeão de Parintins pela terceira vez consecutiva

Repro­dução: © Fer­nan­do Frazão/Agência Brasil

Evento é considerado patrimônio cultural do país pelo Iphan


Publicado em 01/07/2024 — 17:14 Por Luciano Nascimento — Repórter da Agência Brasil  — São Luís

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Pelo ter­ceiro ano segui­do, o boi Capri­choso é o campeão do Fes­ti­val de Par­intins. Na apu­ração real­iza­da no Bum­bó­dro­mo, o Capri­choso saiu na frente com as notas da primeira noite de apre­sen­tações, chegou a empatar com o boi Garan­ti­do nas notas da segun­da noite, mas se tornou vence­dor com 1.259,3 pon­tos após a apu­ração das notas da ter­ceira noite de apre­sen­tação.

Com o resul­ta­do, o Garan­ti­do man­tém um jejum que dura des­de 2019. Em 2020 e 2021 não hou­ve fes­ti­val em razão da pan­demia de covid-19. O boi ter­mi­nou a apu­ração com 1259,2 pon­tos, um déci­mo abaixo do campeão.

Con­sid­er­a­do patrimônio cul­tur­al do país pelo Insti­tu­to do Patrimônio Históri­co e Artís­ti­co Nacional (Iphan), o even­to está lig­a­do à tradição cul­tur­al do Boi-Bum­bá. A man­i­fes­tação pop­u­lar gira em torno de uma len­da sobre a ressur­reição do boi. No Capri­choso, a cor prin­ci­pal é o azul, mas a tor­ci­da tam­bém se veste com tons claros de azul, verde escuro, verde mar, vio­le­ta, roxo e lilás. No Cur­ral Zeca Xibelão, casa do boi, não são per­mi­ti­das as cores do con­cor­rente.

O ver­mel­ho é a cor prin­ci­pal do Garan­ti­do, mas nas cores com­ple­mentares tam­bém uti­liza tons aver­mel­ha­dos claros, laran­ja, rosa claro e escuro, rosé e ter­ra­co­ta. No Cur­ral Lin­dol­fo Mon­teverde, não são per­mi­ti­das as cores do rival. As bate­rias tam­bém têm des­ig­nações difer­en­ci­adas. No Garan­ti­do, é a batu­ca­da, e no Capri­choso, a maru­ja­da.

Temas

O boi Capri­choso foi para a Are­na com o tema Cul­tura — O Tri­un­fo do Povo. “No princí­pio, as deusas e deuses cri­aram Par­intins, ter­ritório sagra­do de encan­tarias e mis­térios. Suas gentes, expressão div­ina da cri­ação, pas­saram a ser dotadas de saberes e faz­eres especí­fi­cos, um tal­en­to cuja vocação se faz pre­sente em cada gesto e em cada can­to, em cada palavra e sor­riso, um bra­do de luta e eman­ci­pação”, diz o site do Capri­choso.

“O tema é muito basea­do na nar­ra­ti­va do tri­un­fo da vitória da cul­tura pop­u­lar”, desta­cou o pres­i­dente do Capri­choso, Rossy Amoe­do.

Em 2024, o tema do Garan­ti­do foi “Seg­re­dos do Coração”, falan­do de origem e ances­tral­i­dade. Segun­do o pres­i­dente Fred Góes, o boi ver­mel­ho quer mostrar o que a Amazô­nia é e como surgiu, con­ta­da a par­tir do mito do povo indí­ge­na Sateré-Mawé.

“Esse mito nos remete à Amazô­nia intac­ta, sendo ain­da a flo­res­ta, os ani­mais e os habi­tantes chegan­do. É essa Amazô­nia que quer­e­mos mostrar que está sendo degrada­da. Por que a gente quer mostrar essa origem? Ela está no mito Sateré-Mawé e tam­bém está na história geológ­i­ca da Amazô­nia. É um mito sim­ples, mas os Sateré-Mawé dizem que aque­les que estão nos nos­sos olhos, temos que ter cuida­do. É um seg­re­do que deix­am­os de olhar com mais car­in­ho. É esse car­in­ho que esta­mos pedin­do para que a gente ten­ha um olhar com essa Amazô­nia”, con­tou.

Pouco antes da apu­ração, o secretário de de Cul­tura e Econo­mia Cria­ti­va do Ama­zonas, Mar­cos Apo­lo Muniz, disse que o fes­ti­val é uma cel­e­bração da iden­ti­dade do povo amazôni­da. “Aqui não é só a fes­ta pela fes­ta, esta­mos falan­do de rep­re­sen­ta­tivi­dade da cul­tura do ama­zo­nense, do amazôni­da, da Amazô­nia, de ger­ação de emprego e ren­da, de opor­tu­nidades, de econo­mia aque­ci­da, de pro­moção do esta­do. É um fes­ti­val que, como se diz pop­u­lar­mente, rende o ano todo”, disse.

 

*O fotó­grafo da Agên­cia Brasil via­jou à con­vite da Petro­bras, patroci­nado­ra do Fes­ti­val de Par­intins.

Edição: Sab­ri­na Craide

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