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Casos de coqueluche aumentam em SP e chegam a 139

Repro­dução: © Tomaz Silva/Agência Brasil

Doença é uma infecção respiratória


Publicado em 14/06/2024 — 10:16 Por Flávia Albuquerque — Repórter da Agência Brasil — São Paulo

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Os casos de coqueluche no esta­do de São Paulo chegaram a 139 de janeiro ao iní­cio de jun­ho, um aumen­to de 768,7% na com­para­ção com o mes­mo perío­do do ano pas­sa­do, quan­do hou­ve 16 reg­istros, de acor­do com dados da Sec­re­taria Estad­ual de Saúde. Cau­sa­da pela bac­téria Bor­derel­la, a coqueluche, per­tus­sis ou tosse com­pri­da, como é pop­u­lar­mente con­heci­da, é uma infecção res­pi­ratória.

A bac­téria se alo­ja na gar­gan­ta e, em cri­anças, pode ser fatal ao causar insu­fi­ciên­cia res­pi­ratória. Como pre­venção, existe a vaci­na pen­tava­lente, ofer­e­ci­da gra­tuita­mente pelo Sis­tema Úni­co de Saúde (SUS) aos 2, 4 e 6 meses de vida. Mais dois reforços com a vaci­na DTP (dif­te­ria, tétano e per­tus­sis), con­heci­da tam­bém como trí­plice bac­te­ri­ana infan­til, são indi­ca­dos aos 15 meses e aos qua­tro anos.

A doença tende a se alas­trar mais em tem­pos de cli­ma ameno ou frio, como na pri­mav­era e no inver­no, quan­do as pes­soas per­manecem mais em ambi­entes fecha­dos. Bas­ta um con­ta­to com a tosse ou secreção da pes­soa com a enfer­mi­dade para se infec­tar. Alta­mente trans­mis­sív­el, a coqueluche pode ger­ar, a cada infecção, 17 casos secundários. O poten­cial de trans­mis­são é semel­hante ao do saram­po e da varicela e muito maior do que o da covid-19, que gera em torno de três casos secundários a cada infecção.

Vacina

Segun­do a Sec­re­taria de Saúde, a vaci­nação é a mel­hor for­ma de pre­venção e deve ser real­iza­da nos primeiros meses de vida, aos 2, 4 e 6 meses de idade, com inter­va­lo de 60 dias entre as dos­es. A imu­niza­ção — con­heci­da como pen­tava­lente — está disponív­el nas Unidades Bási­cas de Saúde (UBSs) e Assistên­cias Médi­cas Ambu­la­to­ri­ais (AMAs)/UBSs Integradas e é dis­tribuí­da pelo Depar­ta­men­to do Pro­gra­ma Nacional de Imu­niza­ções (DPNI).

A recomen­dação da Sec­re­taria Estad­ual de Saúde é que ges­tantes e profis­sion­ais de saúde tam­bém tomem a vaci­na. O DPNI ampliou de for­ma excep­cional e tem­porária a vaci­nação dos profis­sion­ais de berçário e crech­es que aten­dem cri­anças de até qua­tro anos, com a vaci­na adsorvi­da dif­te­ria, tétano e coqueluche (dTpa).

A dire­to­ra do Cen­tro de Vig­ilân­cia Epi­demi­ológ­i­ca (CVE), da Sec­re­taria de Saúde de São Paulo (SES-SP), Tatiana Lang, expli­ca que, ape­sar da eficá­cia em pre­venir sur­tos da doença, a vaci­nação pre­cisa de reforços per­iódi­cos.

“A imu­nidade não é duradoura, por isso, é impor­tante reforçar a vaci­nação, que está disponív­el em todos os 645 municí­pios do esta­do de São Paulo”, enfa­ti­za. Neste ano, a cober­tu­ra vaci­nal para o imu­nizante atinge 76,3% do esta­do.

Fases

A coqueluche começa com a fase catar­ral, que dura até duas sem­anas, mar­ca­da por febre pouco inten­sa, mal-estar ger­al, coriza e tosse seca, sendo a mais infec­tante quan­do a fre­quên­cia e a inten­si­dade dos aces­sos de tosse aumen­tam grad­ual­mente. A segun­da fase, que dura de duas a seis sem­anas, é a parox­ís­ti­ca, com febre que se man­tém baixa, segui­da de crises de tosse súbitas, ráp­i­das e cur­tas, que podem com­pro­m­e­ter a res­pi­ração.

Na fase final, de con­va­lescença, os sin­tomas ante­ri­ores dimin­uem em fre­quên­cia e inten­si­dade, emb­o­ra a tosse pos­sa per­si­s­tir por vários meses.

Quem tiv­er dúvi­das sobre a vaci­nação pode aces­sar o por­tal “Vaci­na 100 Dúvi­das” com as 100 per­gun­tas mais fre­quentes sobre vaci­nação nos bus­cadores da inter­net. A fer­ra­men­ta esclarece questões como efeitos colat­erais, eficá­cia das vaci­nas, doenças imuno­pre­veníveis e quais os peri­gos ao não se imu­nizar. O aces­so está disponív­el no link.

Edição: Kle­ber Sam­paio

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