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China, UE e Argentina suspendem compras de carne de frango do Brasil

Foco de gripe aviária foi detectado no Rio Grande do Sul

Pedro Rafael Vilela — Repórter da Agên­cia Brasil
Pub­li­ca­do em 16/05/2025 — 18:46
Brasília
Frangos
Repro­dução: © Arquivo/Agência Brasil

A Chi­na, a União Europeia (UE) e a Argenti­na sus­pender­am, nes­ta sex­ta-feira (16), as impor­tações da carne de fran­go brasileira, ini­cial­mente por 60 dias. A medi­da foi toma­da após o Min­istério da Agri­cul­tura e Pecuária (Mapa) con­fir­mar a detecção de um caso de vírus da influen­za aviária de alta pato­geni­ci­dade (IAAP) em matrizeiro de aves com­er­ci­ais local­iza­do no municí­pio de Mon­tene­gro (RS).

Ape­sar do foco region­al­iza­do, as restrições da Chi­na e do blo­co europeu abrangem todo o ter­ritório nacional, por con­ta das exigên­cias nos acor­dos com­er­ci­ais de ambos com o Brasil.

A Chi­na é o maior com­prador da carne de fran­go brasileira, com embar­ques de 562,2 mil toneladas em 2024, cer­ca de 10,8% do total. Já a União Europeia é o séti­mo prin­ci­pal des­ti­no das expor­tações nacionais, com mais de 231,8 mil toneladas com­er­cial­izadas no ano pas­sa­do, que rep­re­sen­tou 4,49% do total. Os dados são da Asso­ci­ação Brasileira de Pro­teí­na Ani­mal (ABPA).

No caso da Argenti­na, cujo vol­ume de impor­tação de carne de fran­go do Brasil não está entre os maiores, o Serviço Nacional de Sanidade e Qual­i­dade Agroal­i­men­tar (Senasa) do país viz­in­ho decid­iu sus­pender pre­ven­ti­va­mente as impor­tações de pro­du­tos e sub­pro­du­tos brasileiros de origem aví­co­la que depen­dem da com­pro­vação de que o país está livre da gripe aviária de alta pato­geni­ci­dade (IAAP).

Além dis­so, o gov­er­no argenti­no afir­mou que está toman­do medi­das de biosse­gu­rança e vig­ilân­cia san­itária de esta­b­elec­i­men­tos aví­co­las para reduzir o risco de ingres­so. O foco da gripe aviária ocor­reu a cer­ca de 620 quilômet­ros (km) da fron­teira entre os dois país­es.

Em nota, o Mapa disse que vai seguir o que está pre­vis­to nos acor­dos com­er­ci­ais vigentes. “Reafir­man­do o com­pro­mis­so de transparên­cia e de respon­s­abil­i­dade com a qual­i­dade e sanidade dos pro­du­tos expor­ta­dos pelo Brasil, as restrições de expor­tação seguirão fiel­mente os acor­dos san­itários real­iza­dos com nos­sos par­ceiros com­er­ci­ais”, infor­mou.

Restrição regionalizada

A pas­ta desta­cou que tem tra­bal­ha­do para que as nego­ci­ações de acor­dos san­itários inter­na­cionais com os país­es par­ceiros recon­heçam o princí­pio de region­al­iza­ção, pre­coniza­do pela Orga­ni­za­ção Mundi­al de Saúde Ani­mal (OMSA), restringin­do a expor­tação aos 10 quilômet­ros de raio do foco. No entan­to, a própria pas­ta pon­dera que os país­es cos­tu­mam ado­tar difer­entes critérios de region­al­iza­ção, que podem vari­ar entre restrições locais ou region­ais.

Japão, Arábia Sau­di­ta, Emi­ra­dos Árabes Unidos e Fil­ip­inas, por exem­p­lo, já aprovaram a region­al­iza­ção para IAAP, o que deve evi­tar um impacto muito gen­er­al­iza­do nas expor­tações. Depois da Chi­na, ess­es cin­co país­es são os maiores com­pradores da carne de fran­go brasileira, respon­den­do, jun­tos, por 35,4% do total expor­ta­do em 2024, segun­do ABPA.

Maior expor­ta­dor de carne de fran­go do mun­do, o Brasil vendeu 5,2 mil­hões de toneladas do pro­du­to, em difer­entes for­matos, para 151 país­es, auferindo receitas de US$ 9,9 bil­hões. Mais de 35,3% de toda a carne de fran­go pro­duzi­da no Brasil é des­ti­na­da ao mer­ca­do exter­no. Paraná, San­ta Cata­ri­na e Rio Grande do Sul con­cen­tram 78% dessas expor­tações.

No ano pas­sa­do, um foco da doença de New­cas­tle (DNC), que atinge aves sil­vestres e com­er­ci­ais, tam­bém foi iden­ti­fi­ca­do no Rio Grande do Sul e, após as medi­das san­itárias ado­tadas, o próprio Min­istério da Agri­cul­tura e Pecuária comu­ni­cou à Orga­ni­za­ção Mundi­al de Saúde Ani­mal sobre o fim da doença, cer­ca de 10 dias depois.

Sem risco

Mais cedo, o Mapa já havia enfa­ti­za­do que a doença não é trans­mi­ti­da pelo con­sumo de carne de aves nem de ovos.

“A pop­u­lação brasileira e mundi­al pode se man­ter tran­quila em relação à segu­rança dos pro­du­tos inspe­ciona­dos, não haven­do qual­quer restrição ao seu con­sumo. O risco de infecções em humanos pelo vírus da gripe aviária é baixo e, em sua maio­r­ia, ocorre entre trata­dores ou profis­sion­ais com con­ta­to inten­so com aves infec­tadas (vivas ou mor­tas)”, garan­tiu a pas­ta.

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