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Conferência no Rio aborda movimentos LGBTI+ no Brasil e nos EUA

Repro­du­ção: © Fer­nan­do Frazão/Agência Bra­sil

Evento ocorre no contexto da exposição Amor & Luta


Publi­ca­do em 01/12/2023 — 07:53 Por Ana Cris­ti­na Cam­pos — Repór­ter da Agên­cia Bra­sil — Rio de Janei­ro

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A Esta­ção Cari­o­ca, do metrô do Rio de Janei­ro, rece­be­rá, nes­ta sex­ta-fei­ra (1º), às 19h, a con­fe­rên­cia “Demo­cra­cia, Movi­men­to Soci­al e o Cená­rio atu­al no Bra­sil e EUA”. Ela será apre­sen­ta­da por James Nay­lor Gre­en. A con­fe­rên­cia ocor­re no con­tex­to da expo­si­ção Amor & Luta.

Gre­en é dou­tor em his­tó­ria, pro­fes­sor da Uni­ver­si­da­de de Brown (EUA), fun­da­dor do Movi­men­to LGBTI+ Bra­si­lei­ro e autor e orga­ni­za­dor de vári­os livros, entre eles: “Além do Car­na­val”, “His­tó­ria do Movi­men­to LGBT no Bra­sil” e “Revo­lu­ci­o­ná­rio e Gay- A vida extra­or­di­ná­ria de Her­bert Dani­el”.

Tam­bém estão entre os deba­te­do­res Cami­la Marins, ati­vis­ta lés­bi­ca negra, jor­na­lis­ta, edi­to­ra da Revis­ta Bre­jei­ra e mes­tran­da em Polí­ti­cas Públi­cas e Direi­tos Huma­nos pela UFRJ; Jaque­li­ne Gomes de Jesus, ati­vis­ta trans negra, pro­fes­so­ra dou­to­ra do IFRJ, pes­qui­sa­do­ra, escri­to­ra e pre­si­den­ta da Asso­ci­a­ção Bra­si­lei­ra de Estu­dos da Trans Homo­cul­tu­ra (ABETH); e Cláu­dio Nas­ci­men­to, ati­vis­ta gay negro, pre­si­den­te do Gru­po Arco-Íris, dire­tor de Polí­ti­cas Públi­cas da Ali­an­ça Naci­o­nal LGBTI+, pes­qui­sa­dor, docu­men­ta­ris­ta e inte­gran­te do Con­se­lho Naci­o­nal LGBTI+.

Resistência

De acor­do com Cami­la, a con­fe­rên­cia é fun­da­men­tal para deba­ter demo­cra­cia, o papel do movi­men­to soci­al e tam­bém o atu­al cená­rio no Bra­sil e nos Esta­dos Uni­dos. “A gen­te sabe que nos Esta­dos Uni­dos exis­te uma agen­da anti-LGBTQI­AP+ que é impor­ta­da pela extre­ma-direi­ta para o Bra­sil. Pre­ci­sa­mos cons­truir uma resis­tên­cia inter­na­ci­o­nal a par­tir dos movi­men­tos soci­ais para defen­der os direi­tos huma­nos e repen­sar as bases de uma outra demo­cra­cia”.

Segun­do Jaque­li­ne, o deba­te é mui­to impor­tan­te por­que abor­da­rá vári­as dimen­sões do deba­te demo­crá­ti­co, não ape­nas em ter­mos de polí­ti­cas públi­cas, mas tam­bém de ações e de finan­ci­a­men­to na pro­du­ção de conhe­ci­men­to pen­san­do a popu­la­ção LGBT glo­bal.

Amor & Luta

A expo­si­ção, que con­ta com pai­néis ilus­tra­ti­vos, foto­gra­fi­as e peças de ves­tuá­rio, apre­sen­ta a his­tó­ria do movi­men­to LGBTI+ e do Gru­po Arco-Íris, que em maio com­ple­tou 30 anos de exis­tên­cia em defe­sa da diver­si­da­de e dos direi­tos huma­nos.

O espa­ço expo­si­ti­vo foi divi­do em dife­ren­tes seto­res. Uma pri­mei­ra par­te apre­sen­ta a linha do tem­po com os prin­ci­pais fatos rela­ci­o­na­dos ao movi­men­to LGBTI+ e ao Gru­po Arco-Íris. Depois, há um memo­ri­al vol­ta­do espe­ci­al­men­te para a arte e cul­tu­ra trans­for­mis­ta.

A ideia é home­na­ge­ar ato­res e atri­zes que con­tri­buí­ram para divul­gar as ban­dei­ras de luta polí­ti­ca por meio da cul­tu­ra e da arte. Outros memo­ri­ais lem­bram can­to­ras lés­bi­cas e bis­se­xu­ais emble­má­ti­cas da mili­tân­cia, e ati­vis­tas que já fale­ce­ram e se des­ta­ca­ram na luta pelos direi­tos da comu­ni­da­de no país.

Edi­ção: Mar­ce­lo Bran­dão

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