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Covid-19: entenda como fica a vacinação por idade e grupo prioritário

Repro­dução: © Rove­na Rosa/Agência Brasil/Agência Brasil

Vacina integra o Programa Nacional de Imunizações desde janeiro


Publicado em 19/06/2024 — 07:05 Por Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil — Brasília

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Des­de janeiro de 2024, a vaci­na con­tra a covid-19 inte­gra o Pro­gra­ma Nacional de Imu­niza­ções (PNI). A recomen­dação do Min­istério da Saúde é que esta­dos e municí­pios pri­or­izem cri­anças de 6 meses a menores de 5 anos e gru­pos com maior risco de desen­volver for­mas graves da doença, como idosos, imuno­com­pro­meti­dos, ges­tantes e puér­peras.

Em maio, a pas­ta con­fir­mou a com­pra de 12,5 mil­hões de dos­es do imu­nizante con­tra a covid-19 Spike­Vax, pro­duzi­do pela far­ma­cêu­ti­ca Mod­er­na. O proces­so de aquisição emer­gen­cial, segun­do o min­istério, começou em dezem­bro de 2023, quan­do a Agên­cia Nacional de Vig­ilân­cia San­itária (Anvisa) aprovou a ver­são mais atu­al­iza­da da vaci­na.

A Spike­Vax é uma dose mono­va­lente que pro­tege con­tra uma sub­vari­ante especí­fi­ca da covid-19, a XBB 1.5, con­heci­da pop­u­lar­mente como Krak­en e um sub­tipo da vari­ante Ômi­cron. A vaci­na é reg­istra­da pela empre­sa Adi­um S.A. e fab­ri­ca­da pela Mod­er­na, com indi­cação para imu­niza­ção ati­va em cri­anças a par­tir de 6 meses e adul­tos.

Esquema primário

Com a aquisição da nova dose, o esque­ma primário de vaci­nação con­tra a covid-19 no Brasil, em 2024, pas­sa a fun­cionar da seguinte for­ma:

- Cri­anças de 6 meses a 4 anos, 11 meses e 29 dias devem rece­ber duas dos­es, ambas mono­va­lentes (Spike­Vax), com inter­va­lo de qua­tro sem­anas entre elas;

- Pes­soas com 5 anos ou mais que fazem parte de gru­pos pri­or­itários devem rece­ber uma dose mono­va­lente (Spike­Vax);

- Imuno­com­pro­meti­dos com 5 anos ou mais devem rece­ber três dos­es, sendo a primeira mono­va­lente (Spike­Vax). A segun­da dose deve ser apli­ca­da qua­tro sem­anas depois e a ter­ceira, oito sem­anas após a segun­da dose.

De acor­do com a Estraté­gia de Vaci­nação con­tra a Covid-19 em 2024, o esque­ma primário não é mais recomen­da­do rotineira­mente para pes­soas com 5 anos ou mais que não fazem parte de gru­pos pri­or­itários. Entre­tan­to, se a pes­soa não tiv­er sido vaci­na­da ante­ri­or­mente e optar por se vaci­nar ago­ra, pode rece­ber uma dose da vaci­na mono­va­lente (Spike­Vax).

No caso de cri­anças menores de 5 anos com­ple­ta­mente imu­nizadas (três dos­es) ante­ri­or­mente com out­ras vaci­nas con­tra a covid-19, a ori­en­tação do min­istério é que elas rece­bam mais uma dose da vaci­na mono­va­lente (Spike­Vax).

Doses anuais ou reforço

Além de com­ple­tar o esque­ma primário con­tra a covid-19, é pre­ciso aten­tar para as dos­es anu­ais, que pas­saram a fun­cionar da seguinte for­ma:

- Gru­pos pri­or­itários a par­tir de 5 anos devem rece­ber uma dose anu­al da vaci­na mono­va­lente (Spike­Vax), des­de que apli­ca­da com inter­va­lo mín­i­mo de três meses des­de a admin­is­tração da últi­ma dose con­tra a covid-19;

- Imuno­com­pro­meti­dos a par­tir de 5 anos, ges­tantes, puér­peras e idosos a par­tir de 60 anos devem rece­ber duas dos­es anu­ais da vaci­na mono­va­lente (Spike­Vax), com inter­va­lo mín­i­mo de seis meses entre elas;

Pes­soas com 5 anos ou mais que não per­tencem a gru­pos pri­or­itários e já pos­suem o esque­ma primário com­ple­to (duas dos­es) não têm indi­cação para rece­ber a dose anu­al ou reforço.

Esquema incompleto

Quem está com o esque­ma primário con­tra a covid-19 incom­ple­to e faz parte de gru­pos pri­or­itários deve rece­ber uma dose da vaci­na mono­va­lente (Spike­Vax) con­forme as ori­en­tações abaixo:

- Pes­soas com ape­nas uma dose devem rece­ber mais uma dose (inter­va­lo mín­i­mo de qua­tro sem­anas);

- Pes­soas com duas dos­es devem rece­ber mais uma dose (inter­va­lo mín­i­mo de seis meses).

Cri­anças de 6 meses a 4 anos que ini­cia­ram o esque­ma de três dos­es e com­ple­taram 5 anos antes de ter­mi­nar o esque­ma devem seguir as ori­en­tações abaixo:

- Quem rece­beu ape­nas uma dose antes dos 5 anos deve rece­ber mais uma dose e encer­rar o esque­ma;

- Quem rece­beu duas dos­es antes dos 5 anos deve encer­rar o esque­ma;

- Quem rece­beu três dos­es antes dos 5 anos deve con­sid­er­ar o esque­ma com­ple­to e não pre­cisa rece­ber novas dos­es.

Não vacinados

Pes­soas de gru­pos pri­or­itários que nun­ca foram vaci­nadas con­tra a covid-19 devem rece­ber duas dos­es, com inter­va­lo de qua­tro sem­anas entre elas. Ges­tantes, puér­peras, imuno­com­pro­meti­dos e idosos com 60 anos ou mais nes­sa situ­ação, além das duas dos­es, devem rece­ber uma dose de reforço, após seis meses da últi­ma dose.

Já pes­soas imuno­com­pro­meti­das que nun­ca foram vaci­nadas devem rece­ber três dos­es, com inter­va­lo de qua­tro sem­anas entre a primeira e a segun­da dose e de oito sem­anas entre a segun­da e a ter­ceira dose, con­forme esque­ma primário definido. Uma dose de reforço pode ser apli­ca­da no grupo após seis meses da últi­ma dose.

Grupos prioritários

- Pes­soas com 60 anos ou mais;
— Pes­soas viven­do em insti­tu­ições de lon­ga per­manên­cia e seus tra­bal­hadores;
— Pes­soas imuno­com­pro­meti­das;
— Indí­ge­nas viven­do em ter­ra indí­ge­na;
— Ribeir­in­hos;
— Quilom­bo­las;
— Ges­tantes e puér­peras;
— Tra­bal­hadores da saúde;
— Pes­soas com defi­ciên­cia per­ma­nente;
— Pes­soas com comor­bidades;
— Pes­soas pri­vadas de liber­dade;
— Fun­cionários do sis­tema de pri­vação de liber­dade;
— Ado­les­centes e jovens cumprindo medi­das socioe­d­uca­ti­vas;
— Pes­soas em situ­ação de rua.

Viajantes

Em caso de viagem inter­na­cional, devem ser ver­i­fi­cadas as exigên­cias do país de des­ti­no. Caso o país exi­ja esque­ma vaci­nal con­tra a covid-19, e o via­jante não tiv­er nen­hu­ma dose, ele poderá rece­ber o esque­ma de até duas dos­es. De acor­do com o Min­istério da Saúde, esta­dos e municí­pios devem avaliar as situ­ações indi­vid­ual­mente, no intu­ito de encon­trar o mel­hor esque­ma vaci­nal con­forme a disponi­bil­i­dade do imu­nizante e as exigên­cias do país de des­ti­no.

Edição: Juliana Andrade

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