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Covid-19: governadores pedem ajuda à ONU para obter vacinas

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Repro­dução: © Mar­cos Gou­vea

Até agora Brasil recebeu apenas 1 milhão de doses do Covax Facility


Pub­li­ca­do em 16/04/2021 — 20:46 Por Jonas Valente — Repórter da Agên­cia Brasil — Brasília

O Fórum de Gov­er­nadores se reuniu hoje (16) com rep­re­sen­tantes da secretária-ger­al adjun­ta da Orga­ni­za­ção das Nações Unidas (ONU), Ami­na Mohamed, e com rep­re­sen­tantes da Orga­ni­za­ção Mundi­al de Saúde (OMS) para solic­i­tar auxílio na via­bi­liza­ção de mais dos­es de vaci­nas. Os gov­er­nantes estad­u­ais defend­er­am um trata­men­to espe­cial ao Brasil como uma “aju­da human­itária” diante do recon­hec­i­men­to dos órgãos inter­na­cionais de que o país é o novo cen­tro da pan­demia.

Os gov­er­nadores solic­i­taram apoio das insti­tu­ições inter­na­cionais para destravar o repasse de dos­es pre­vis­tas no acor­do do mecan­is­mo Cov­ax Facil­i­ty, con­sór­cio coor­de­na­do pela OMS. Segun­do o coor­de­nador do Fórum, o gov­er­nador do Piauí, Welling­ton Dias, o Brasil teria dire­ito a 9,1 mil­hões de dos­es ori­un­das do mecan­is­mo, mas só rece­beu até o momen­to 1 mil­hão.

“Haverá esforço para que uma entre­ga que esta­va pre­vista para maio pos­sa ser ante­ci­pa­da para até o fim de abril, de 4 mil­hões de dos­es. Vamos tratar com Cor­eia, Índia e Chi­na, que estão neste esforço de pro­dução [dos imu­nizantes]. Até o mês de maio com­ple­ta essa entre­ga e maio-jun­ho tem per­spec­ti­va de reg­u­lar­iza­ção”, declar­ou Dias em entre­vista cole­ti­va após a reunião.

IFA

Out­ro pleito foi a par­tic­i­pação de trata­ti­vas jun­to à Índia para enviar 15 mil­hões de Ingre­di­entes Far­ma­cêu­ti­cos Ativos (IFAs) – as matérias-pri­mas chave da fab­ri­cação de uma vaci­na — para a pro­dução e novas dos­es da vaci­na Coro­n­aVac, desen­volvi­da a par­tir de uma parce­ria entre Insti­tu­to Butan­tan e a far­ma­cêu­ti­ca chi­ne­sa Sino­vac.

Os 15 mil­hões de IFAs foram prometi­dos e seri­am disponi­bi­liza­dos pelo lab­o­ratório Serum, da Índia. Con­tu­do, com a explosão de casos nesse país os insumos e pro­dução de imu­nizantes estão sendo volta­dos para aten­der ao mer­ca­do inter­no.

A deman­da dos gov­er­nadores é que sejam entregues até o fim de abril pelo menos 10 mil­hões de IFAs ou de dos­es prontas da Coro­n­avac pela Chi­na. Isso porque eles aler­tam para o risco da fal­ta des­ta quan­ti­dade deixar pes­soas despro­te­gi­das sem a apli­cação da 2ª dose ain­da no mês de abril.

Transferência de tecnologia

Tan­to no caso da Coro­n­aVac quan­to no da vaci­na de Oxford/AstraZeneca, o Fórum defend­eu a atu­ação da ONU e OMS na inter­locução com as far­ma­cêu­ti­cas para ante­ci­par a trans­fer­ên­cia de tec­nolo­gia aos lab­o­ratórios brasileiros: o Insti­tu­to Butan­tan e a Fiocruz, respec­ti­va­mente.

Tal ante­ci­pação per­mi­tiria que as duas insti­tu­ições pas­sas­sem a pro­duzir novas dos­es inteira­mente no Brasil, sem dependên­cia do envio de insumos de out­ros país­es, o que agilizaria o atendi­men­to do mer­ca­do inter­no.

Os gov­er­nadores req­ui­si­taram aos rep­re­sen­tantes dos dois organ­is­mos inter­na­cionais aju­da na inter­me­di­ação tam­bém jun­to ao gov­er­no e Con­gres­so dos Esta­dos Unidos para alter­ar a proibição de expor­tação do exce­dente de vaci­nas pro­duzi­das no país.

A expec­ta­ti­va do gov­er­no estadunidense é imu­nizar toda a sua pop­u­lação até maio. A pre­visão de é que sobrem dos­es. Os gov­er­nadores querem que a ven­da ou emprés­ti­mo de parte deste exce­dente sejam autor­iza­dos ao Brasil como uma situ­ação excep­cional de “aju­da human­itária”.

Insumos e patentes

Os gov­er­nadores tam­bém trataram do colap­so no sis­tema de saúde nacional e da fal­ta de insumos, espe­cial­mente dos medica­men­tos que fazem parte do chama­do “kit intubação”, usa­do no suporte ven­ti­latório de pacientes com covid-19. Eles req­ui­si­taram à secretária-ger­al adjun­ta da ONU auxílio no diál­o­go com país­es que pos­suam esto­ques dess­es medica­men­tos que que pos­sam disponi­bi­lizá-los.

Out­ra pro­pos­ta apre­sen­ta­da foi que, a exem­p­lo do que ocor­reu no caso das dro­gas para trata­men­to de pes­soas com HIV/AIDS, ocor­ra uma que­bra das patentes para que out­ros lab­o­ratórios pos­sam tam­bém pro­duzir as vaci­nas.

 

Edição: Clau­dia Fel­czak

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