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Covid-19: OMS fará visita de inspeção à China na quinta-feira

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© Reuters/Direitos Reser­va­dos (Repro­du­ção)

Pandemia já matou quase 2 milhões de pessoas em vários países


Publi­ca­do em 11/01/2021 — 09:29 Por RTP — Lis­boa

RTP - Rádio e Televisão de Portugal

Uma equi­pe de espe­ci­a­lis­tas da Orga­ni­za­ção Mun­di­al da Saú­de (OMS), res­pon­sá­vel por inves­ti­gar a ori­gem do novo coro­na­ví­rus, vai ini­ci­ar na quin­ta-fei­ra (14) uma visi­ta à Chi­na, ini­ci­al­men­te pre­vis­ta para a sema­na pas­sa­da, infor­ma­ram as auto­ri­da­des chi­ne­sas.

Na sema­na pas­sa­da, a via­gem foi can­ce­la­da por fal­ta de auto­ri­za­ções neces­sá­ri­as, o que foi dado ago­ra pelo gover­no chi­nês.

“Após dis­cus­sões, a equi­pe de espe­ci­a­lis­tas da OMS […] visi­ta­rá a Chi­na a par­tir de 14 de janei­ro para ins­pe­ções”, infor­mou a Comis­são de Saú­de da Chi­na, em comu­ni­ca­do, acres­cen­tan­do que os peri­tos “con­du­zi­rão inves­ti­ga­ções con­jun­tas com cien­tis­tas chi­ne­ses sobre as ori­gens da covid-19”.

Pequim não for­ne­ceu mais infor­ma­ções sobre o pro­gra­ma da visi­ta, mas é espe­ra­do que os espe­ci­a­lis­tas sejam colo­ca­dos em qua­ren­te­na na che­ga­da ao país.

Na ter­ça-fei­ra, numa rara demons­tra­ção de ten­sões entre a OMS e o gover­no chi­nês, o dire­tor daque­la agên­cia das Nações Uni­das, Tedros Ghe­breye­sus, dis­se estar “mui­to decep­ci­o­na­do” com os obs­tá­cu­los colo­ca­dos pelas auto­ri­da­des chi­ne­sas à che­ga­da dos espe­ci­a­lis­tas, para uma mis­são que sofreu meses de atra­sos.

Equipe da OMS irá até Wuhan

A mis­são é for­ma­da por téc­ni­cos liga­dos à OMS, à Orga­ni­za­ção das Nações Uni­das para a Ali­men­ta­ção e Agri­cul­tu­ra (FAO) e à Orga­ni­za­ção Mun­di­al de Saú­de Ani­mal, ten­do como prin­ci­pal obje­ti­vo via­jar até Wuhan, onde foram noti­fi­ca­dos os pri­mei­ros casos de covid-19, no final de 2019.

Cien­tis­tas dos Esta­dos Uni­dos, Japão, Rús­sia, Rei­no Uni­do, Holan­da, Dina­mar­ca, Aus­trá­lia, Viet­nã, Ale­ma­nha e Catar farão par­te da mis­são.

Espe­ci­a­lis­tas da OMS já visi­ta­ram a Chi­na, em feve­rei­ro e julho do ano pas­sa­do, para inves­ti­gar as ori­gens do novo coro­na­ví­rus, embo­ra em ambas as oca­siões pou­cos deta­lhes tenham sido divul­ga­dos. A visi­ta é um assun­to sen­sí­vel para o gover­no chi­nês, pre­o­cu­pa­do em afas­tar res­pon­sa­bi­li­da­des em rela­ção à pan­de­mia.

Nas últi­mas 24 horas, a Chi­na iden­ti­fi­cou 103 novos casos de covid-19, o total mais alto des­de o fim de julho. O país somou 87.536 infec­ta­dos des­de o iní­cio da pan­de­mia e 4.634 mor­tos.

A pan­de­mia de covid-19 pro­vo­cou 1.926.570 mor­tes resul­tan­tes de mais de 89 milhões de casos de infec­ção em todo o mun­do.

A doen­ça é trans­mi­ti­da por um novo coro­na­ví­rus detec­ta­do no final de dezem­bro de 2019, em Wuhan, uma cida­de do cen­tro da Chi­na.

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