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Criação do Museu das Amazônias é lançada em Belém

Repro­dução: © Fabio Rodrigues-Pozze­bom/Agên­cia Brasil

Instituição será um dos legados da COP30 em 2025


Publicado em 09/07/2024 — 07:48 Por Douglas Corrêa — Repórter da Agência Brasil — Rio de Janeiro

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A cri­ação do Museu das Amazô­nias — que será um dos prin­ci­pais lega­do da 30ª Con­fer­ên­cia das Nações Unidas sobre Mudanças Climáti­cas (COP30), em 2025 — foi lança­da nes­sa segun­da-feira em Belém (PA). A solenidade foi no Palá­cio dos Despa­chos. O novo museu vai unir con­hec­i­men­to cien­tí­fi­co e saberes tradi­cionais da Amazô­nia, con­tem­p­lan­do o olhar de todos os país­es que com­põem o ter­ritório.

Para o pres­i­dente do Ban­co Nacional de Desen­volvi­men­to Econômi­co e Social (BNDES), Aloizio Mer­cadante, o museu vai ser um mer­gul­ho na real­i­dade de várias amazô­nias, provo­can­do os rep­re­sen­tantes de todos os país­es pre­sentes na COP30 para a neces­si­dade de sua preser­vação. “Será um lega­do para a COP de Belém. A vida no plan­e­ta pre­cisa cada vez mais da Amazô­nia, e o museu é parte da estraté­gia do BNDES como um ban­co verde, que lid­er­ou no mun­do o finan­cia­men­to de ener­gia ren­ováv­el e sus­ten­táv­el e que está na lin­ha de frente da descar­boniza­ção da indús­tria e da agri­cul­tura. Se a gente não enga­jar as lid­er­anças políti­cas, não vai con­seguir revert­er essa crise que con­tin­ua a aque­cer o plan­e­ta”, afir­mou.

A cri­ação do museu terá a par­tic­i­pação da comu­nidade acadêmi­ca e cien­tí­fi­ca da Pan-Amazô­nia, assim como a colab­o­ração da sociedade civ­il, por meio de um crono­gra­ma de escu­tas sob coor­de­nação do Museu Emílio Goel­di. O plano de tra­bal­ho do pro­je­to é fru­to de acor­do de coop­er­ação já fir­ma­do pelo gov­er­no paraense com o Insti­tu­to de Desen­volvi­men­to e Gestão (IDG). Os recur­sos do Ban­co de Desen­volvi­men­to da Améri­ca Lati­na (CAF) serão des­ti­na­dos ao desen­volvi­men­to do desen­ho e à implan­tação dos pro­je­tos exec­u­tivos necessários para a con­strução do museu, asse­gu­ran­do a qual­i­dade téc­ni­ca, os critérios de sus­tentabil­i­dade e o alin­hamen­to com as dire­trizes aplicáveis à região amazôni­ca, incluin­do o esta­do do Pará e o municí­pio de Belém.

A dire­to­ra Socioam­bi­en­tal do BNDES, Tereza Campel­lo disse que o ban­co tem sido his­tori­ca­mente o maior investi­dor em patrimônios no país. “É um lado do BNDES que mui­ta gente ain­da descon­hece, esse papel de fomen­tar não só o desen­volvi­men­to econômi­co, mas tam­bém o desen­volvi­men­to cul­tur­al. Para nós, é uma ale­gria enorme estar aqui. Esta­mos colo­can­do mais um tijo­lo nes­sa con­strução que fará da COP do Pará a COP das COPS”, afir­mou.

O espaço será um museu a céu aber­to insta­l­a­do no Por­to Futuro II e terá qua­tro eixos temáti­cos: Amazô­nia Mile­nar – que pro­move os saberes ances­trais indí­ge­nas; Amazô­nia Sec­u­lar – um olhar para os ribeir­in­hos, quilom­bo­las, extra­tivis­tas, seringueiros, pescadores e out­ros povos que ocu­pam a região há sécu­los; Amazô­nia Degrada­da – aler­tan­do para o risco sobre a região e o mun­do; e Amazô­nias Pos­síveis – um debate sobre os rumos do bio­ma.

Edição: Graça Adju­to

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