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Dengue e chikungunya levam Minas Gerais a decretar emergência

Repro­du­ção: © Fer­nan­do Frazão/Agência Bra­sil

No caso da dengue, predominância de infecções é de sorotipo 1


Publi­ca­do em 27/01/2024 — 11:32 Por Pau­la Labois­siè­re – Repór­ter da Agên­cia Bra­sil — Bra­sí­lia

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O gover­no de Minas Gerais decla­rou situ­a­ção de emer­gên­cia em saú­de públi­ca em razão do cená­rio epi­de­mi­o­ló­gi­co de arbo­vi­ro­ses no esta­do – sobre­tu­do den­gue e chi­kun­gunya. O decre­to foi publi­ca­do nes­te sába­do (27) no Diá­rio Ofi­ci­al de Minas Gerais.

De acor­do com a publi­ca­ção, até o momen­to, foram regis­tra­dos 11.490 casos con­fir­ma­dos de den­gue e 3.067 casos con­fir­ma­dos de chi­kun­gunya no esta­do ape­nas nas três pri­mei­ras sema­nas de 2024.

No caso espe­cí­fi­co da den­gue, o tex­to des­ta­ca que há pre­do­mi­nân­cia de infec­ções pelo soro­ti­po 1, mas já há tam­bém detec­ção de casos do soro­ti­po 3, que não cir­cu­la­va de for­ma epi­dê­mi­ca no Bra­sil há mais de 15 anos.

A publi­ca­ção auto­ri­za o gover­na­dor de Minas Gerais, Romeu Zema, a tomar medi­das admi­nis­tra­ti­vas para con­ter casos de arbo­vi­ro­ses, incluin­do a aqui­si­ção de insu­mos e mate­ri­ais e a con­tra­ta­ção de ser­vi­ços neces­sá­ri­os ao aten­di­men­to da situ­a­ção emer­gen­ci­al.

O tex­to ain­da ins­ta­la o Cen­tro de Ope­ra­ções de Emer­gên­ci­as de Arbo­vi­ro­ses, coor­de­na­do pela Secre­ta­ria de Saú­de de Minas Gerais, para moni­to­ra­men­to e ges­tão da situ­a­ção de emer­gên­cia no esta­do.

O decre­to vai vigo­rar pelo pra­zo de 180 dias.

Vacina

O Minis­té­rio da Saú­de infor­mou esta sema­na que 521 muni­cí­pi­os bra­si­lei­ros foram sele­ci­o­na­dos para ini­ci­ar a vaci­na­ção con­tra a den­gue via Sis­te­ma Úni­co de Saú­de (SUS) a par­tir de feve­rei­ro. As cida­des com­põem 37 regiões de saú­de que são con­si­de­ra­das endê­mi­cas para a doen­ça.

As regiões sele­ci­o­na­das aten­dem a três cri­té­ri­os: são for­ma­das por muni­cí­pi­os de gran­de por­te com mais de 100 mil habi­tan­tes; regis­tram alta trans­mis­são de den­gue no perío­do 2023–2024; e têm mai­or pre­do­mi­nân­cia do soro­ti­po DENV‑2. Con­for­me a lis­ta, 16 esta­dos, incluin­do Minas Gerais, e o Dis­tri­to Fede­ral têm cida­des que pre­en­chem os requi­si­tos.

O Minis­té­rio da Saú­de con­fir­mou ain­da que serão vaci­na­das cri­an­ças e ado­les­cen­tes de 10 a 14 anos, uma das fai­xas etá­ri­as que con­cen­tram mai­or núme­ro de hos­pi­ta­li­za­ções por den­gue. Os núme­ros mos­tram que, de janei­ro de 2019 a novem­bro de 2023, o gru­po res­pon­deu por 16,4 mil hos­pi­ta­li­za­ções, atrás ape­nas dos ido­sos, gru­po para o qual a vaci­na não foi auto­ri­za­da.

A melhor forma de combater a dengue é impedir a reprodução do mosquito. Foto: Arte/EBC
Repro­du­ção: A melhor for­ma de com­ba­ter a den­gue é impe­dir a repro­du­ção do mos­qui­to. Foto: Arte/EBC — Arte/EBC

Edi­ção: Maria Clau­dia

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