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Desaparecimento de criança pode ser comunicado antes de 24h; veja como

Repro­du­ção: www.gov.br/mj/pt-br

Campanha do governo federal quer desmitificar crença


Publicado em 25/05/2024 — 10:01 Por Agência Brasil — Brasília

Uma cam­pa­nha do Minis­té­rio da Jus­ti­ça e Segu­ran­ça Públi­ca (MJSP), lan­ça­da nes­ta sema­na, visa aler­tar a popu­la­ção que não é pre­ci­so espe­rar 24 horas para regis­trar o desa­pa­re­ci­men­to de uma cri­an­ça. A ini­ci­a­ti­va, cha­ma­da “Não Espe­re 24h”, foi lan­ça­da para lem­brar o Dia Inter­na­ci­o­nal das Cri­an­ças Desa­pa­re­ci­das, nes­te sába­do (25).

Ao con­trá­rio, a reco­men­da­ção é que a polí­cia seja noti­fi­ca­da o mais rápi­do pos­sí­vel do sumi­ço. Quan­to antes o desa­pa­re­ci­men­to é comu­ni­ca­do, mai­or a chan­ce de loca­li­za­ção da cri­an­ça, des­ta­ca o minis­té­rio.

Levan­ta­men­to da Polí­ti­ca Naci­o­nal de Bus­ca de Pes­so­as Desa­pa­re­ci­das do MJSP mos­tra que cer­ca de 20 mil pes­so­as de até 17 anos desa­pa­re­cem, por ano, no Bra­sil. Des­sas, cer­ca de 12 mil são encon­tra­das.

“São cer­ca de 8 mil famí­li­as que vivem na incer­te­za e angús­tia de não saber o para­dei­ro de seus entes que­ri­dos. A cam­pa­nha visa expor essa rea­li­da­de, além de for­ne­cer infor­ma­ções rele­van­tes para a pre­ven­ção de novos casos e ori­en­ta­ções sobre as medi­das a serem toma­das em caso de desa­pa­re­ci­men­to”, dis­se o coor­de­na­dor-geral de Polí­ti­cas de Pre­ven­ção à Vio­lên­cia e à Cri­mi­na­li­da­de da Dire­to­ria do Sis­te­ma Úni­co de Segu­ran­ça Públi­ca (Dsusp/Senasp), Lean­dro Arbo­gast, em nota divul­ga­da pela pas­ta.

O coor­de­na­dor aler­ta ain­da que as famí­li­as infor­mem às auto­ri­da­des quan­do a cri­an­ça ou ado­les­cen­te é encon­tra­do. Essa medi­da, segun­do Argo­bast, é fun­da­men­tal para que a pes­soa dei­xe de con­ti­nu­ar com regis­tro de desa­pa­re­ci­da nos sis­te­mas de bus­ca.

Saiba o que fazer quando uma criança some

De acor­do com o minis­té­rio, o desa­pa­re­ci­men­to ocor­re quan­do há uma que­bra repen­ti­na na roti­na. Assim que for nota­do, o pri­mei­ro pas­so é regis­trar um bole­tim de ocor­rên­cia na Polí­cia Civil ou ligar para o 190.

As infor­ma­ções e os docu­men­tos con­si­de­ra­dos fun­da­men­tais para a bus­ca da cri­an­ça e do ado­les­cen­te são:

  • Foto­gra­fia níti­da e atu­al da pes­soa desa­pa­re­ci­da
  • Des­cre­ver as carac­te­rís­ti­cas físi­cas do desa­pa­re­ci­do, como altu­ra, cor da pele, ida­de, peso, tipo de cabe­lo, olhos etc.
  • Infor­mar quais rou­pas e per­ten­ces a cri­an­ça ou ado­les­cen­te usa­va quan­do foi vis­to pela últi­ma vez
  • Infor­mar sobre a roti­na, esta­do emo­ci­o­nal ou con­di­ções físi­cas
  • Apre­sen­tar dados do apa­re­lho celu­lar, como nota fis­cal para bus­ca do Imei
  • Infor­mar dados sobre redes soci­ais
  • Con­tar em qual con­tex­to ocor­reu o desa­pa­re­ci­men­to
  • Infor­mar se é pos­sí­vel cole­tar amos­tras de DNA em obje­tos do desa­pa­re­ci­do ou de paren­tes

Após o regis­tro do bole­tim de ocor­rên­cia, a polí­cia infor­ma quais os pas­sos para bus­ca.

Edi­ção: Caro­li­na Pimen­tel

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