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Dia Mundial do Braile chama atenção para inclusão na escrita e leitura

braile

© Mar­cel­lo Casal Jr./Agência Brasil (Repro­dução)

Deficiência visual é 4 vezes maior em países de rendas baixa e média


Publicado em 04/01/2021 — 06:24 Por Jonas Valente* — Repórter da Agência Brasil — Brasília

O Dia Mundi­al do Braile é comem­o­ra­do hoje (4). A data foi insti­tuí­da para chamar a atenção da sociedade sobre a importân­cia de asse­gu­rar for­mas de inclusão de defi­cientes visuais tam­bém na escri­ta e no aces­so a livros. 

Os dados ofi­ci­ais mais recentes sobre a pre­sença de defi­cientes visuais no Brasil são do Cen­so de 2010. Segun­do o lev­an­ta­men­to, cer­ca de 24% da pop­u­lação tin­ham algum tipo de defi­ciên­cia naque­le momen­to, o que cor­re­spon­dia a 46 mil­hões de brasileiros.

A visu­al é a modal­i­dade mais comum. Se con­sid­er­adas pes­soas com qual­quer tipo de difi­cul­dade, o número de cidadãos com algum grau de prob­le­ma para enx­er­gar chega a quase 20%.

Se con­sid­er­a­dos aque­les que não con­seguem ver de for­ma algu­ma ou que têm grande difi­cul­dade, o índice cai para 3,4%, o equiv­a­lente a 6,5 mil­hões de pes­soas. Desse total, 582,6 mil são inca­pazes de enx­er­gar.

De acor­do com o Relatório Mundi­al sobre Visão 2019, da Orga­ni­za­ção Mundi­al da Saúde (OMS), 2,2 bil­hões de pes­soas têm algum tipo de defi­ciên­cia visu­al, sendo 1 bil­hão com uma condição que pode­ria ser pre­veni­da ou trata­da.

Ain­da con­forme a OMS, a incidên­cia de defi­ciên­cia visu­al é qua­tro vezes maior em país­es de ren­das baixa e média do que nas nações mais ric­as.

O Sis­tema Braile é uma alter­na­ti­va para que pes­soas enquadradas nes­sas situ­ações pos­sam entrar em con­ta­to com a leitu­ra. Assim, o méto­do con­tribui para a inclusão em uma das prin­ci­pais for­mas de reg­istro e aquisição de con­hec­i­men­to, a escri­ta.

O Sis­tema Braile foi cri­a­do pelo francês Louis Braille, em 1925. Cego após um aci­dente na ofic­i­na do pai, adap­tou méto­dos uti­liza­dos por sol­da­dos france­ses para comu­ni­cação notur­na. A ver­são final foi apre­sen­ta­da por ele em 1837.

O sis­tema é basea­do em pon­tos com rele­vo em papéis, que são apreen­di­dos por meio do con­ta­to com a pon­ta dos dedos. Por meio da com­bi­nação de seis pon­tos, é pos­sív­el faz­er até 63 car­ac­teres difer­entes.

Segun­do a União Mundi­al de Cegos, ape­nas 5% dos livros em todo o mun­do são tran­scritos para o Braile. Em país­es mais pobres, esse per­centu­al cai para 1%.

*Com infor­mações de Mar­i­ana Tokar­nia — Repórter da Agên­cia Brasil no Rio de Janeiro

Edição: Graça Adju­to

Agên­cia Brasil / EBC


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