...
sexta-feira ,14 junho 2024
Home / Saúde / Dia Nacional da Imunização: doses beneficiam até quem não se vacina

Dia Nacional da Imunização: doses beneficiam até quem não se vacina

Repro­du­ção: © Tomaz Silva/Agência Bra­sil

Defesa de indivíduo imunizado ajuda a proteger outras pessoas


Publicado em 09/06/2024 — 09:29 Por Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil — Brasília

Além de per­mi­tir que o orga­nis­mo se defen­da de infec­ções e evi­te qua­dros gra­ves de diver­sas doen­ças trans­mis­sí­veis, a vaci­na­ção, quan­do rea­li­za­da em lar­ga esca­la, reduz a cir­cu­la­ção geral de vírus e bac­té­ri­as. Conhe­ci­do popu­lar­men­te como imu­ni­da­de cole­ti­va ou imu­ni­da­de de efei­to reba­nho, o cená­rio bene­fi­cia, por­tan­to, até quem não rece­beu a dose.

No Dia Naci­o­nal da Imu­ni­za­ção, lem­bra­do nes­te domin­go (9), o Ins­ti­tu­to Butan­tan des­ta­ca que a pro­pos­ta é refor­çar não ape­nas o impac­to indi­vi­du­al das vaci­nas, mas tam­bém o cole­ti­vo. Dian­te de uma popu­la­ção ampla­men­te imu­ni­za­da, vírus e bac­té­ri­as não encon­tram por­tas aber­tas para aden­trar no orga­nis­mo e seguir se repli­can­do, dimi­nuin­do seu poder de trans­mis­são.

“É por isso que a defe­sa invi­sí­vel que cada indi­ví­duo imu­ni­za­do car­re­ga aju­da a pro­te­ger outras pes­so­as de seu con­ví­vio que, por­ven­tu­ra, não pos­sam ser vaci­na­das – caso das grá­vi­das; dos por­ta­do­res de aler­gia e de outras comor­bi­da­des, como doen­ças neu­ro­ló­gi­cas; e até dos recém-nas­ci­dos, a depen­der do tipo da vaci­na”, des­ta­lhou o Ins­ti­tu­to Butan­tan.

Dados da Orga­ni­za­ção Mun­di­al da Saú­de (OMS) indi­cam que que a vaci­na­ção con­tra 14 doen­ças trans­mis­sí­veis, incluin­do dif­te­ria, hepa­ti­te B, saram­po, coque­lu­che, poli­o­mi­e­li­te e febre ama­re­la, sal­vou 154 milhões de vidas e redu­ziu em 40% o núme­ro de mor­tes infan­tis em todo o mun­do ao lon­go dos últi­mos 50 anos.

Caso de sucesso

O Butan­tan ava­lia como exem­plo de êxi­to o caso da varío­la, que se tor­nou a pri­mei­ra doen­ça trans­mis­sí­vel erra­di­ca­da do pla­ne­ta. “O esfor­ço glo­bal lide­ra­do pela OMS, ini­ci­a­do no final dos anos 1960, esten­deu-se por mais de uma déca­da e con­tou com o empe­nho de milha­res de pro­fis­si­o­nais de saú­de, que foram res­pon­sá­veis por admi­nis­trar mais de meio bilhão de vaci­nas no perío­do.”

Cau­sa­da pelo Pox­vi­rus vari­o­lae, a doen­ça pro­vo­ca um qua­dro infec­ci­o­so seve­ro que se carac­te­ri­za pela for­ma­ção de erup­ções na pele. A enfer­mi­da­de matou mais de 300 milhões de pes­so­as ao lon­go dos 80 anos em que este­ve ati­va.

Programa de imunizações

Atu­al­men­te, o Pro­gra­ma Naci­o­nal de Imu­ni­za­ções (PNI) dis­po­ni­bi­li­za, de for­ma gra­tui­ta, 48 imu­no­bi­o­ló­gi­cos, sen­do 31 vaci­nas, 13 soros e qua­tro imu­no­glo­bu­li­nas.

De acor­do com o Minis­té­rio da Saú­de, há doses des­ti­na­das a todas as fai­xas etá­ri­as, além de cam­pa­nhas anu­ais para atu­a­li­za­ção da cader­ne­ta de vaci­na­ção.

“As vaci­nas são segu­ras e esti­mu­lam o sis­te­ma imu­no­ló­gi­co a pro­te­ger a pes­soa con­tra doen­ças pre­ve­ní­veis pela vaci­na­ção. Quan­do ado­ta­das como estra­té­gia de saú­de públi­ca, elas são con­si­de­ra­das um dos melho­res inves­ti­men­tos em saú­de con­si­de­ran­do o cus­to-bene­fí­cio”, ava­li­ou a pas­ta.

No Bra­sil, o Calen­dá­rio Naci­o­nal de Vaci­na­ção con­tem­pla não ape­nas cri­an­ças, mas ado­les­cen­tes, adul­tos, ido­sos, ges­tan­tes e povos indí­ge­nas. Ao todo, são dis­po­ni­bi­li­za­das, na roti­na de imu­ni­za­ção, 19 vaci­nas. O calen­dá­rio com­ple­to pode ser aces­sa­do aqui.

Edi­ção: Nádia Fran­co

LOGO AG BRASIL

Você pode Gostar de:

Brasil ultrapassa 5 milhões de casos prováveis de dengue

Repro­du­ção: © Fra­me EBC Minas Gerais lidera com o maior número de registros Publicado em …