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Em São Paulo, Museu Catavento abre mostra sobre história das vacinas

Repr­du­ção: © Sarha Daltri/SBbim

Exposição fica em cartaz por oito meses na Sala Multiuso


Publi­ca­do em 22/11/2023 — 08:00 Por Flá­via Albu­quer­que — Repór­ter da Agên­cia Bra­sil — São Pau­lo

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Em car­taz até julho do ano que vem, a expo­si­ção Vaci­nas: Uma Vitó­ria de Todos, orga­ni­za­da pela Soci­e­da­de Bra­si­lei­ra de Imu­ni­za­ções e o Museu Cata­ven­to, da Secre­ta­ria da Cul­tu­ra, Eco­no­mia e Indús­tria Cri­a­ti­vas do Esta­do de São Pau­lo, apre­sen­ta ao públi­co, de for­ma imer­si­va e inte­ra­ti­va, a his­tó­ria e a impor­tân­cia das vaci­nas na pro­te­ção do ser huma­no con­tra doen­ças mor­tais. Mos­tra terá dura­ção de oito meses na Sala Mul­tiu­so do Museu Cata­ven­to. 

A expo­si­ção come­ça com o pai­nel inti­tu­la­do Um Mun­do Sem Vaci­nas, no qual é pos­sí­vel conhe­cer as con­sequên­ci­as devas­ta­do­ras de doen­ças que eram pre­vi­a­men­te incu­rá­veis ou fatais. No pai­nel Um mun­do com vaci­nas, os visi­tan­tes tê aces­so a dados impres­si­o­nan­tes e com­pa­ra­ti­vos sobre a taxa de mor­ta­li­da­de em dife­ren­tes épo­cas, evi­den­ci­an­do o impac­to posi­ti­vo das vaci­nas na pro­te­ção das vidas huma­nas.

Em O Ata­que dos micror­ga­nis­mos, os visi­tan­tes podem explo­rar a evo­lu­ção e a natu­re­za dos vírus e bac­té­ri­as, com­pre­en­den­do sua capa­ci­da­de de se espa­lhar e cau­sar danos à saú­de huma­na. O even­to tam­bém lem­bra os mar­cos cru­ci­ais na his­tó­ria das vaci­nas, des­ta­can­do Os Pri­mei­ros Imu­ni­zan­tes da His­tó­ria e a Pri­mei­ra Vaci­na., que mos­tra as pri­mei­ras ten­ta­ti­vas de imu­ni­za­ção na anti­gui­da­de e os pri­mei­ros êxi­tos da era moder­na, com des­ta­que para his­tó­ria da des­co­ber­ta da vaci­na con­tra varío­la.

Com infor­ma­ções sobre as vári­as abor­da­gens e tec­no­lo­gi­as uti­li­za­das para cri­ar imu­ni­zan­tes efi­ca­zes o pai­nel Tipos de Vaci­nas, apre­sen­ta aos visi­tan­tes as dife­ren­tes vaci­nas que pro­te­gem con­tra diver­sas doen­ças pelo for­ta­le­ci­men­to do sis­te­ma imu­no­ló­gi­co.

No módu­lo Como Atua uma Vaci­na com Vírus Ate­nu­a­do serão apre­sen­ta­das holo­gra­fi­as ani­ma­das sobre pro­ces­sos de desen­vol­vi­men­to de vaci­nas com vírus ate­nu­a­do e de imu­ni­za­ção. O módu­lo tam­bém con­tar com pai­nel inte­ra­ti­vo hands on onde os visi­tan­tes inte­ra­gi­em com maque­tes de célu­las, vírus e vaci­nas para rea­li­za­rem os meca­nis­mos de imu­ni­za­ção das vaci­nas de manei­ra lúdi­ca e inte­ra­ti­va.

SBIm e Museu Catavento inauguram a exposição
Repro­du­ção: Expo­si­ção Vaci­nas: uma Vitó­ria de Todos, no Museu Cata­ven­to, em São Pau­lo, fica em car­taz até julho de 2024 . Foto:  Gui­lher­me Ribeiro/Museu Cata­ven­to

Fake news

Para res­sal­tar o momen­to atu­al, os visi­tan­tes têm aces­so ao tema As Fake News que Matam no qual serão aler­ta­dos, para a pro­pa­ga­ção de infor­ma­ções fal­sas sobre vaci­nas e seu impac­to na saú­de públi­ca, des­ta­can­do a impor­tân­cia da edu­ca­ção e cons­ci­en­ti­za­ção na luta con­tra a desin­for­ma­ção.

No pai­nel Pro­gra­ma Naci­o­nal de Imu­ni­za­ções são apre­sen­ta­dos os esfor­ços coor­de­na­dos de gover­nos e ins­ti­tui­ções para garan­tir o aces­so equi­ta­ti­vo a vaci­nas efi­ca­zes.

No últi­mo pai­nel, Seja um guar­dião da sua saú­de, os visi­tan­tes são con­vo­ca­dos a se vaci­nar e têm aces­so aos calen­dá­ri­os de vaci­na­ção para as dife­ren­tes fai­xas etá­ri­as e gru­pos.

SBIm e Museu Catavento inauguram a exposição
Repro­du­ção: SBIm e Museu Cata­ven­to inau­gu­ram a expo­si­ção Vaci­nas: Uma Vitó­ria de Todos, em São Pau­lo. Foto: Sarha Daltri/SBIm

Sociedade Brasileira de Imunizações

“A ideia de divul­gar a impor­tân­cia e o valor das vaci­nas para o públi­co jovem, ado­les­cen­tes, cri­an­ças é uma ideia anti­ga da Soci­e­da­de Bra­si­lei­ra de Imu­ni­za­ções. Sem­pre enten­de­mos que ter o espa­ço de um museu com o con­teú­do de cura­do­ria nos­sa, no qual pudés­se­mos retra­tar os bene­fí­ci­os da vaci­na­ção, con­quis­tas e avan­ços, seria um mar­co na his­tó­ria das imu­ni­za­ções e que pudés­se­mos, des­sa manei­ra, per­pe­tu­ar o conhe­ci­men­to e a memó­ria do que foram essas doen­ças e como elas se trans­for­ma­ram com as vaci­nas”, dis­se o vice-pre­si­den­te da SBIn, Rena­to Kfou­ri.

Ele res­sal­tou que é fun­da­men­tal falar sobre as vaci­nas em um momen­to em que a hesi­ta­ção e a relu­tân­cia em vaci­nar se tor­nou pre­sen­te, já que a gera­ção atu­al é inde­ci­sa com rela­ção ao ato de vaci­nar. “Minha gera­ção e a gera­ção ante­ri­or viven­ci­a­ram e cres­ce­ram com pais que enten­de­ram a for­ma e a impor­tân­cia das vaci­nas na pre­ven­ção de doen­ças, por­que viven­ci­ou o que foi a era pré e pós-vaci­nal.”

Segun­do Kfou­ri há uma gran­de pro­ba­bi­li­da­de de ter­mos uma gera­ção futu­ra tam­bém inse­gu­ra em vaci­nar. “Então é fun­da­men­tal que a gen­te atue nes­sa na nes­sa fai­xa etá­ria, no momen­to esco­lar e de for­ma­ção que, sem dúvi­da, vai tra­zer bene­fí­ci­os não só atu­ais como para o futu­ro”, dis­se.

O supe­rin­ten­de de pro­je­tos da Cata­ven­to Cul­tu­ral e Edu­ca­ci­o­nal, Ricar­do Pisa­nel­li, afir­mou que a expo­si­ção reme­te à impor­tân­cia da vaci­na­ção como um meca­nis­mo fun­da­men­tal da soci­e­da­de para a saú­de públi­ca, por­que pro­te­ge milha­res milhões de pes­so­as.

“Ela pre­ser­va a vida de milhões de pes­so­as que fica­ri­am doen­tes e mor­re­ri­am caso não esti­ves­sem vaci­na­dos. Ela é um fei­to extra­or­di­ná­rio, tal­vez o mai­or fei­to da ciên­cia, o mais efe­ti­vo em rela­ção a pre­ser­va­ção da vida”, dis­se.

Pisa­nel­li des­ta­cou que a expo­si­ção é ide­al para o Cata­ven­to, que é um museu dedi­ca­do à divul­ga­ção cien­tí­fi­ca e que, no caso das vaci­nas, a ideia é demons­trar para todos os públi­cos que visi­tam o Cata­ven­to como as vaci­nas foram des­co­ber­tas, desen­vol­vi­das, como agem e levar toda essa infor­ma­ção de manei­ra inte­ra­ti­va e impac­tan­te.

“As vaci­nas não são ape­nas uma ques­tão e pro­te­ção indi­vi­du­al. Quan­do você se pro­te­ge você está pro­te­gen­do toda a cole­ti­vi­da­de, não só as pes­so­as que você ama, mas toda a soci­e­da­de. A vaci­na­ção é uma é a ques­tão de cida­da­nia e de cons­ci­ên­cia des­sa impor­tân­cia da ciên­cia que sal­va milhões de vidas”, afir­mou.

Edi­ção: Maria Clau­dia

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