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Enchentes afetam saúde mental de moradores da capital gaúcha

Repro­dução: © Frame/Exército Brasileiro

Hospital de Clínicas de Porto Alegre inicia pesquisa sobre o tema


Publicado em 12/06/2024 — 07:02 Por Gilberto Costa — Repórter da Agência Brasil — Brasília

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A pop­u­lação de Por­to Ale­gre com ren­da famil­iar infe­ri­or a R$ 1,5 mil sofre mais com ansiedade, depressão e sín­drome de burnout do que as pes­soas com ren­da famil­iar maior que R$ 10 mil, após as chu­vas e inun­dações que atin­gi­ram a cap­i­tal gaúcha a par­tir do final de abril.

As con­se­quên­cias das enchentes na saúde men­tal dos por­to-ale­grens­es estão sendo inves­ti­gadas por psiquia­tras do Hos­pi­tal de Clíni­cas da cidade, vin­cu­la­do à Fac­ul­dade de Med­i­c­i­na da Uni­ver­si­dade Fed­er­al do Rio Grande do Sul, com apoio da Rede Nacional de Saúde Men­tal (Renasam).

Os resul­ta­dos pre­lim­inares do lev­an­ta­men­to, ini­ci­a­do em mea­d­os de maio, mostram que a ansiedade aflige a 100% das pes­soas com ren­da famil­iar abaixo de R$ 1,5 mil e a 86,7% de quem tem ren­da famil­iar aci­ma dos R$ 10 mil. A depressão atinge a 71% das pes­soas do estra­to com menor ren­da e a metade (35,9%) daque­les com maior ren­da.

A sín­drome de burnout, dis­túr­bio emo­cional com sin­tomas de estresse, exaustão extrema e esgo­ta­men­to físi­co, afe­ta mais a quem tem ren­da famil­iar mais baixa (69%) do que a quem tem ren­da mais alta (47%).

Os dados foram obti­dos por meio de ques­tionário online auto­preenchi­do por pes­soas con­tac­tadas pela Renasam, por meio do What­sApp, ou por pes­soas que aces­saram o QR code fix­a­do em locais públi­cos, como o Hos­pi­tal de Clíni­cas e abri­gos. A intenção dos pesquisadores é faz­er o lev­an­ta­men­to durante um ano, inclu­sive com acom­pan­hamen­to per­iódi­co da saúde men­tal de alguns atingi­dos pela calami­dade.

A expec­ta­ti­va dos orga­ni­zadores é ter infor­mações para cuidar da saúde men­tal da pop­u­lação impacta­da e fornecer sub­sí­dios para a políti­ca de saúde públi­ca, infor­mou à Agên­cia Brasil a psiquia­tra Simone Hauck, coor­de­nado­ra do estu­do.

Segun­do ela, “o stress pós-traumáti­co crôni­co tor­na-se mais difí­cil de tratar com o pas­sar do tem­po”, por isso os orga­ni­zadores começaram a divul­gar os primeiros resul­ta­dos para que mais pes­soas tomem con­hec­i­men­to da pesquisa e preen­cham o ques­tionário.

O lev­an­ta­men­to foi autor­iza­do pelos comitês de éti­ca cien­tí­fi­ca do Hos­pi­tal de Clíni­cas de Por­to Ale­gre e da prefeitu­ra do municí­pio. O tra­bal­ho está sendo feito gra­tuita­mente por médi­cos e pesquisadores.

Edição: Graça Adju­to

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