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Especialistas debatem riscos de ataques cibernéticos no país

Repro­du­ção: © MARCELLO CASAL JR

Niterói sedia evento sobre futuro da conectividade


Publicado em 21/05/2024 — 07:48 Por Rafael Cardoso — Repórter da Agência Brasil — Rio de Janeiro

O futu­ro da segu­ran­ça ciber­né­ti­ca e do com­par­ti­lha­men­to de infor­ma­ções entre cen­tros de pes­qui­sa foram alguns dos des­ta­ques do Workshop RNP, even­to sobre inter­net e conec­ti­vi­da­de que come­çou nes­sa segun­da-fei­ra (20) em Nite­rói, na região metro­po­li­ta­na do Rio de Janei­ro. O encon­tro é orga­ni­za­do pela Rede Naci­o­nal de Ensi­no e Pes­qui­sa (RNP), órgão liga­do ao Minis­té­rio da Ciên­cia, Tec­no­lo­gia e Ino­va­ção. Pes­qui­sa­do­res, gover­no, empre­sas e star­tups par­ti­ci­pam de uma série de deba­tes no cam­pus da Uni­ver­si­da­de Fede­ral Flu­mi­nen­se (UFF).

O dire­tor de Ciber­se­gu­ran­ça da RNP, Emí­lio Naka­mu­ra, refor­çou a impor­tân­cia de inves­tir no setor para lidar com os novos desa­fi­os tra­zi­dos pelas tec­no­lo­gi­as em rede. Ape­sar de defen­der que o país está se movi­men­tan­do em ter­mos legis­la­ti­vos e estru­tu­rais no setor, aler­ta que as ame­a­ças digi­tais têm evo­luí­do de manei­ra mais rápi­da do que os sis­te­mas de pro­te­ção.

“Hoje, os seto­res finan­cei­ro, de água, de ener­gia, de trans­por­tes e de saú­de, por exem­plo, depen­dem cada vez mais de ele­men­tos digi­tais. É pos­sí­vel cri­ar um caos ou uma catás­tro­fe rea­li­zan­do ata­ques ciber­né­ti­cos que afe­tam o fun­ci­o­na­men­to des­ses seto­res. No Bra­sil, ain­da vemos pou­cos inci­den­tes des­sa natu­re­za. Mas eles podem acon­te­cer e temos toda uma dis­cus­são sobre como os ata­ques podem afe­tar a eco­no­mia e a infra­es­tru­tu­ra do país”, diz Naka­mu­ra.

Para ele, além dos inves­ti­men­tos em segu­ran­ça, é pre­ci­so avan­çar no pla­no naci­o­nal de edu­ca­ção ciber­né­ti­ca, que con­tem­ple todas as pes­so­as e seja par­te impor­tan­te do cur­rí­cu­lo em esco­las e facul­da­des.

“Hoje, é mais do que neces­sá­rio que as pes­so­as tenham uma edu­ca­ção ciber­né­ti­ca. As cri­an­ças, os jovens, todo mun­do. Sobre como agir no mun­do digi­tal para que não seja alvo de ten­ta­ti­vas de frau­des e outros ata­ques”, refor­ça o dire­tor do RNP. “Alguns paí­ses já lidam com essa edu­ca­ção ciber­né­ti­ca com cri­an­ças, e o Bra­sil não tem isso ofi­ci­a­li­za­do como par­te do cur­rí­cu­lo. Na gra­du­a­ção, seria impor­tan­te que esse tema entras­se como par­te de todos os cur­sos, por­que é algo que atra­ves­sa todas as pro­fis­sões”.

Conectividade científica

Uma das mesas de deba­te do dia tra­tou da Rede de e‑Ciência, vol­ta­da para a conec­ti­vi­da­de entre cen­tros de pes­qui­sa, super­com­pu­ta­ção, labo­ra­tó­ri­os mul­tiu­suá­ri­os e infra­es­tru­tu­ras cien­tí­fi­cas. Os con­fe­ren­cis­tas fala­ram sobre desa­fi­os e deta­lhes da implan­ta­ção. O dire­tor adjun­to de Ser­vi­ços para Expe­ri­men­ta­ção e e‑Ciência da RNP, Lean­dro Ciuf­fo, expli­cou o fun­ci­o­na­men­to e os bene­fí­ci­os da rede.

“A Rede de e‑Ciência vai usar a estru­tu­ra das info­vi­as. De manei­ra geral, as info­vi­as vão inte­ri­o­ri­zar cone­xão de qua­li­da­de em vári­as regiões do país. Vão aju­dar na fixa­ção de pro­fes­so­res e pes­qui­sa­do­res em cam­pos do inte­ri­or e, con­se­quen­te­men­te, melho­rar a qua­li­da­de da edu­ca­ção nes­sas loca­li­da­des”, dis­se Ciuf­fo. “A ideia é que haja uma redu­ção no tem­po dos pro­ces­sos cien­tí­fi­cos. Com­par­ti­lha­men­tos de infor­ma­ções que pode­ri­am levar horas ou dias pode­ri­am ser fei­tos em minu­tos. Com isso, tam­bém é ace­le­ra­do o resul­ta­do para os cida­dãos”.

Um edi­tal está em anda­men­to para sele­ci­o­nar os pri­mei­ros cen­tros de pes­qui­sa que vão fazer par­te da rede. O dire­tor cita alguns exem­plos de ins­ti­tui­ções e pro­je­tos que pode­rão ser aten­di­dos.

“Ins­ti­tui­ções de pes­qui­sa que têm pro­ces­sos para gerar pre­vi­são do tem­po, para pre­ver desas­tres ambi­en­tais, para fazer vaci­nas, pes­qui­sar curas de doen­ças, são alguns que pode­rão usu­fruir da rede, por­que pre­ci­sam mani­pu­lar quan­ti­da­de mui­to gran­de de infor­ma­ções e esses dados, às vezes, são ban­cos de dados do exte­ri­or”, dis­se Ciuf­fo.

Edi­ção: Gra­ça Adju­to

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