...
quinta-feira ,22 fevereiro 2024
Home / Espaço / Estudante brasileira descobre asteroide

Estudante brasileira descobre asteroide

asteroid20161103-nasa16

© Divulgação/Nasa (Repro­du­ção)

Imagens do corpo celeste foram captadas no dia 7 de janeiro


Publi­ca­do em 22/01/2021 — 15:09 Por Adri­e­len Alves — Repór­ter da Rádio Naci­o­nal — Bra­sí­lia

O céu de 7 de janei­ro de 2021 não pas­sou desa­per­ce­bi­do para Mica­e­le Gomes, de 16 anos, que faz o ter­cei­ro ano do ensi­no médio na rede públi­ca de São Pau­lo.

Em ima­gens cap­ta­das pelo teles­có­pio do pro­je­to Pan-STAR­RS1, que fica no alto de um vul­cão ina­ti­vo de cer­ca de 3 mil metros de alti­tu­de no Havaí, um cor­po celes­te com tra­je­tó­ria em linha reta cha­mou a aten­ção ds Mica­e­le.

Era um aste­roi­de que foi, pro­vi­so­ri­a­men­te, iden­ti­fi­ca­do como P11bEV1.

A estu­dan­te faz par­te do Pro­je­to Caça Aste­roi­des, liga­do à Uni­ver­si­da­de Esta­du­al de São Pau­lo (Unesp), que foi sele­ci­o­na­do por um pro­gra­ma da Agên­cia Espa­ci­al Nor­te-Ame­ri­ca­na (Nasa), o IASC (Inter­na­ti­o­nal Astro­no­mi­cal Sear­ch Col­la­bo­ra­ti­on). A pro­pos­ta da Nasa é con­tar com a coo­pe­ra­ção de cien­tis­tas e cida­dãos do mun­do intei­ro para des­co­ber­tas sobre o uni­ver­so.

Mica­e­le Gomes, que já par­ti­ci­pou da Olim­pía­da Bra­si­le­ria de Astro­no­mia e Astro­náu­ti­ca (OBA) diz que se orgu­lha de repre­sen­tar estu­dan­tes de esco­la públi­ca e que espe­ra ins­pi­rar outras meni­nas. ”Poder con­tri­buir para a ciên­cia des­ta for­ma repre­sen­ta mui­to a rea­li­za­ção de um sonho. É mui­to legal ter um pou­co dos meus sonhos regis­tra­dos no espa­ço.’

A estu­dan­te inte­gra um gru­po, de cin­co alu­nos, orga­ni­za­do pela gra­du­an­da em Físi­ca da Unesp, Hele­na Fer­rei­ra Car­ra­ra, como par­te do pro­je­to de ini­ci­a­ção cien­tí­fi­ca da gra­du­a­ção e do Obser­va­tó­rio de Astro­no­mia de Bau­ru.

Os acha­dos do pro­je­to Caça Aste­roi­des vão con­tri­buir para os estu­dos de astrô­no­mos pro­fis­si­o­nais, que nem sem­pre têm tem­po para ana­li­sar as ima­gens cap­tu­ra­das pelos teles­có­pi­os, des­ta­ca Hele­na.

Ela expli­ca que a cri­a­ção do pro­je­to foi ins­pi­ra­da na filo­so­fia da ciên­cia cida­dã e na inclu­são de alu­nos, espe­ci­al­men­te da rede públi­ca, que enfren­tam desa­fi­os para apro­fun­dar pes­qui­sas, mas que podem aju­dar as agên­ci­as espa­ci­ais, como é o caso de Mica­e­le.

O aste­roi­de des­co­ber­to por Mica­e­le Gomes ago­ra terá as carac­te­rís­ti­cas e rota ana­li­sa­das por astrô­no­mos pro­fis­si­o­nais, tra­ba­lho que pode levar até cin­co anos.

Após esse perío­do, o estu­do será cata­lo­ga­do pelo Minor Pla­net Cen­ter (Har­vard) e então pode­rá ser bati­za­do pela des­co­bri­do­ra. A pro­pos­ta será então leva­da à União Astronô­mi­ca Inter­na­ci­o­nal, órgão que desig­na ofi­ci­al­men­te essas iden­ti­fi­ca­ções.

Sobre o nome, Mica­e­le diz que, com cal­ma, nos pró­xi­mos dias ou meses, pen­sa­rá em algo espe­ci­al que repre­sen­te bem este momen­to.

Ouça na Radi­o­a­gên­cia Naci­o­nal:

Edi­ção: Nádia Fran­co

LOGO AG BRASIL

Você pode Gostar de:

Webb: veja o registro mais profundo do Universo há 4,6 bilhões de anos

Repro­du­ção: © Spa­ce Teles­co­pe Sci­en­ce Ins­ti­tut Nasa explica amanhã as primeiras imagens do supertelescópio Publi­ca­do …