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Estudo mostra uso de inteligência artificial na detecção de fake news

Repro­dução: © Frepik

Ferramenta garante precisão de 94%


Publicado em 08/07/2024 — 06:48 Por Vitor Abdala — Repórter da Agência Brasil — Rio de Janeiro

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Uma pesquisa desen­volvi­da na Uni­ver­si­dade Fed­er­al Flu­mi­nense (UFF) desen­volveu um méto­do para detecção de notí­cias fal­sas, as chamadas fake news, nas redes soci­ais, com o uso de inteligên­cia arti­fi­cial (IA). A téc­ni­ca é fru­to de estu­do desen­volvi­do pelo engen­heiro de tele­co­mu­ni­cações Nicol­las Rodrigues, em sua dis­ser­tação de mestra­do pela uni­ver­si­dade.

O estu­dante e seu ori­en­ta­dor, Dio­go Mat­tos, pro­fes­sor do Lab­o­ratório de Ensi­no e Pesquisa em Redes de Nova Ger­ação da UFF, desen­volver­am uma fer­ra­men­ta de IA capaz de difer­en­ciar fatos de notí­cias fal­sas, a par­tir da análise de palavras e estru­turas tex­tu­ais, com pre­cisão de 94%.

Ou seja, a cada 100 notí­cias anal­isadas, a fer­ra­men­ta con­seguia acer­tar se era fato ou boa­to em 94 situ­ações. No total, foram anal­isadas mais de 30 mil men­sagens pub­li­cadas na rede social X (anti­go Twit­ter).

“Tes­ta­mos três metodolo­gias e duas tiver­am suces­so maior. A gente indi­ca, no final dos resul­ta­dos, a pos­si­bil­i­dade de uti­lizar ambas em con­jun­to, de for­ma com­ple­men­tar”, expli­ca Rodrigues.

A primeira metodolo­gia con­sis­tiu em abaste­cer um algo­rit­mo com notí­cias ver­dadeiras e o treinaram a recon­hecê-las. Aque­las que não se encaix­avam no per­fil apren­di­do, eram clas­si­fi­cadas como fake news.

A out­ra abor­dagem é semel­hante à primeira no que se ref­ere à análise tex­tu­al, mas em vez do uso de algo­rit­mo, foi uti­liza­da metodolo­gia estatís­ti­ca, que anal­isa a fre­quên­cia em que deter­mi­nadas palavras e com­bi­nações de palavras apare­cem nas fake news.

Os resul­ta­dos do tra­bal­ho podem se trans­for­mar em fer­ra­men­tas úteis para o usuário da inter­net iden­ti­ficar notí­cias que apre­sen­tam indí­cios de fake news e, assim, ter cautela maior com aque­la infor­mação.

“Pode-se trans­for­mar a fer­ra­men­ta em um plu­g­in [fer­ra­men­ta que apre­sen­ta recur­sos adi­cionais ao pro­gra­ma prin­ci­pal] com­patív­el com algu­mas redes soci­ais. E, a par­tir do momen­to em que você usa a rede social, o plu­g­in vai poder indicar não que a notí­cia é fal­sa, de maneira asserti­va, mas que ela pode ser fal­sa, de acor­do com alguns parâmet­ros, como erros de por­tuguês. Tam­bém existe a pos­si­bil­i­dade de faz­er uma apli­cação na própria web, onde você cola o tex­to da notí­cia e essa apli­cação vai te diz­er se aqui­lo se assemel­ha ou não a uma notí­cia fal­sa”, expli­ca Rodrigues.

Edição: Graça Adju­to

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