...
terça-feira ,21 maio 2024
Home / Cultura / Exposição em Brasília reúne 150 fotografias de Sebastião Salgado

Exposição em Brasília reúne 150 fotografias de Sebastião Salgado

Repro­du­ção: © Mar­ce­lo Camargo/Agência Bra­sil

Mostra Trabalhadores será aberta ao público neste sábado (25)


Publi­ca­do em 26/08/2023 — 07:45 Por Dani­el­la Almei­da — Repór­ter da Agên­cia Bra­sil — Bra­sí­lia

ouvir:

Mulhe­res e homens que cri­am, cons­tro­em e trans­for­mam rea­li­da­des e mate­ri­ais com as pró­pri­as mãos. Eles são tra­ba­lha­do­res e estão no eixo cen­tral da expo­si­ção do fotó­gra­fo bra­si­lei­ro Sebas­tião Sal­ga­do que será aber­ta ao públi­co nes­te sába­do (26), em Bra­sí­lia. A mos­tra Tra­ba­lha­do­res inau­gu­ra o espa­ço de expo­si­ções tem­po­rá­ri­as do Museu Sesi Lab, coor­de­na­do pelo Ser­vi­ço Soci­al da Indús­tria (Sesi), da Con­fe­de­ra­ção Naci­o­nal da Indús­tria (CNI).

As vivên­ci­as labo­rais em diver­sos seg­men­tos e, tam­bém, os árdu­os pro­ces­sos manu­ais de pro­du­ção e os dra­mas soci­ais estão retra­ta­dos em pre­to e bran­co, em 150 ima­gens cap­tu­ra­das por Sal­ga­do, em via­gens rea­li­za­das em seis anos, de 1986 a 1992, em pro­je­to de regis­tros de mão de obra ao redor do pla­ne­ta.

Brasília (DF), 24/08/2023 - O museu interativo SESI Lab promove a exposição Trabalhadores, de Sebastião Salgado. Construída a partir de viagens realizadas entre 1986 e 1992, Trabalhadores oferece uma espécie de arqueologia visual da Revolução Industrial, período em que o trabalho manual foi o eixo central da vivência de mulheres e homens pelo mundo. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Repro­du­ção: Museu inte­ra­ti­vo Sesi Lab abre ao públi­co a expo­si­ção Tra­ba­lha­do­res, de Sebas­tião Sal­ga­do — Mar­ce­lo Camargo/Agência Bra­sil

Com 79 anos, Sebas­tião Sal­ga­do é nas­ci­do em Minas Gerais e radi­ca­do em Paris des­de 1973. Ele expli­ca que essas foto­gra­fi­as são uma espé­cie de inves­ti­ga­ção visu­al da soci­e­da­de que foi fru­to da Revo­lu­ção Indus­tri­al, perío­do em que o tra­ba­lho manu­al foi cen­tro da vida de diver­sas pes­so­as pelo mun­do, segun­do ele.

No entan­to, o fotó­gra­fo enten­de que hou­ve uma mudan­ça na orga­ni­za­ção soci­al do tra­ba­lho, impul­si­o­na­da pela inter­ven­ção da tec­no­lo­gia e da infor­má­ti­ca, com a auto­ma­ti­za­ção de maqui­ná­ri­os e de pro­ces­sos e, con­se­quen­te­men­te, a redu­ção de mão de obra.

“Nes­se pro­je­to, quis docu­men­tar o fim da pri­mei­ra gran­de revo­lu­ção indus­tri­al, na qual o tra­ba­lho era extre­ma­men­te impor­tan­te. Duran­te seis anos, via­jei pelo mun­do em bus­ca da pre­sen­ça da mão huma­na e na pro­du­ção. Máqui­nas inte­li­gen­tes esta­vam che­gan­do às linhas de pro­du­ção. Os com­pu­ta­do­res e a robo­ti­za­ção esta­vam come­çan­do a subs­ti­tuir a for­ça do tra­ba­lho” obser­vou Sal­ga­do.

Exposição fotográfica

A expo­si­ção Tra­ba­lha­do­res con­tou com a cura­do­ria e design da pro­du­to­ra grá­fi­ca Lélia Wanick Sal­ga­do, espo­sa do fotó­gra­fo e par­cei­ra dele nos pro­je­tos. A mos­tra foto­grá­fi­ca de Bra­sí­lia está igual­men­te estru­tu­ra­da como no livro Tra­ba­lha­do­res, uma Arque­o­lo­gia na Era Indus­tri­al. Lélia tam­bém a divi­diu em seis capí­tu­los.

Nos cor­re­do­res da expo­si­ção, a plu­ra­li­da­de de ima­gens ilus­tra roti­nas duras de tra­ba­lho na agri­cul­tu­ra, nas minas e nas indús­tri­as. Cada foto, com ilu­mi­na­ção, ângu­lo e vari­a­ções de cin­za, pre­to e bran­co, reve­la o mun­do do tra­ba­lho, sob a óti­ca de Sebas­tião Sal­ga­do.

No Bra­sil, par­ti­cu­lar­men­te, Sebas­tião Sal­ga­do con­ge­lou no tem­po uma mul­ti­dão de garim­pei­ros de Ser­ra Pela­da, na Ser­ra dos Cara­jás, no Pará, que se amon­to­a­vam em esca­das de madei­ra, com car­re­ga­men­tos de até 65 qui­los, nas cos­tas. O mai­or garim­po do país foi ofi­ci­al­men­te fecha­do em 1992 e dei­xou uma cra­te­ra com 80 metros de pro­fun­di­da­de e um lago poluí­do com mer­cú­rio.

Brasília (DF), 24/08/2023 - O museu interativo SESI Lab promove a exposição Trabalhadores, de Sebastião Salgado. Construída a partir de viagens realizadas entre 1986 e 1992, Trabalhadores oferece uma espécie de arqueologia visual da Revolução Industrial, período em que o trabalho manual foi o eixo central da vivência de mulheres e homens pelo mundo. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Repro­du­ção: Expo­si­ção Tra­ba­lha­do­res reú­ne ima­gens cap­ta­das por Sebas­tião Sal­ga­do em via­gens ao lon­go de seis anos — Mar­ce­lo Camargo/Agência Bra­sil

Outra ati­vi­da­de do país ampla­men­te docu­men­ta­da por Sebas­tião Sal­ga­do foi a de tra­ba­lha­do­res rurais de plan­ta­ções de cana-de-açú­car, em tem­pos do ProÁl­co­ol, pro­gra­ma do gover­no bra­si­lei­ro de incen­ti­vo à pro­du­ção de álco­ol com­bus­tí­vel, o eta­nol, para abas­te­ci­men­to de veí­cu­los naci­o­nais.

Além das fron­tei­ras bra­si­lei­ras, estão retra­ta­dos, entre outros ofí­ci­os, o plan­tio de taba­co, em Cuba; a colhei­ta de folhas para chá, em Ruan­da; a cons­tru­ção de navi­os, no esta­lei­ro de Gdansk, Polô­nia; a reci­cla­gem de metais de navi­os des­man­te­la­dos, em Ban­gla­desh; a fabri­ca­ção de car­ros, na Ucrâ­nia, e de bici­cle­tas, na Chi­na; a extra­ção de enxo­fre por ope­rá­ri­os into­xi­ca­dos em um vul­cão na ilha de Java, na Indo­né­sia; a explo­ra­ção de minas de car­vão na Índia, por ordem da Ingla­ter­ra; o com­ba­te a incên­di­os em poços de petró­leo no Kuwait; a pes­ca de atum na Sicí­lia, na Itá­lia; e a side­rur­gia na cida­de por­tuá­ria de Dun­ker­que, na Fran­ça; e mui­tas outras ati­vi­da­des, em diver­sos des­ti­nos per­cor­ri­dos pelo Sebas­tião Sal­ga­do.

Para o pro­fis­si­o­nal das câme­ras, mais do que uma expo­si­ção foto­grá­fi­ca, a mos­tra é uma home­na­gem a todos os tra­ba­lha­do­res.

“Eu tinha que pres­tar home­na­gem a esse tra­ba­lho que esta­va em meu cora­ção, que era a razão de meu ati­vis­mo polí­ti­co e do que acre­di­ta­va ser o mun­do da pro­du­ção. Rea­li­zei esse pro­je­to com imen­so pra­zer e orgu­lho por fazer par­te des­sa espé­cie de cons­tru­to­res, ape­sar, cla­ro das con­di­ções mui­tas vezes difí­ceis e desu­ma­nas em que o tra­ba­lho era rea­li­za­do. É uma ale­gria poder vol­tar a apre­sen­tar este tra­ba­lho foto­grá­fi­co no Bra­sil, e uma hon­ra ser pri­mei­ro artis­ta expor na gale­ria expo­si­ções do Museu Sesi Lab, em Bra­sí­lia” res­sal­tou Sebas­tião Sal­ga­do.

Contemporaneidade

A expo­si­ção que che­ga a Bra­sí­lia nes­te fim de sema­na já pas­sou por 78 ende­re­ços pelo mun­do. No Bra­sil, as pri­mei­ras mon­ta­gens foram simul­tâ­ne­as, em 1994, no Museu de Arte de São Pau­lo (MASP) e no Museu de Arte Moder­na (MAM), no Rio de Janei­ro. A Tra­ba­lha­do­res ain­da pas­sou por Curi­ti­ba (PR) e a últi­ma vez que os tra­ba­lhos foram apre­sen­ta­dos no país foi na sede da Itai­pu Bina­ci­o­nal, em Foz do Igua­çu (PR), em 2014.

Brasília (DF), 24/08/2023 - O arquiteto e coordenador-geral das exposições de Sebastião Salgado no Brasil, Álvaro Razuk, fala sobre a exposição Trabalhadores, que está em cartaz no museu interativo SESI Lab. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Repro­du­ção: O arqui­te­to e coor­de­na­dor-geral das expo­si­ções de Sebas­tião Sal­ga­do no Bra­sil, Álva­ro Razuk, fala sobre a expo­si­ção Tra­ba­lha­do­res, em car­taz no museu inte­ra­ti­vo Sesi Lab — Mar­ce­lo Camargo/Agência Bra­sil

O arqui­te­to e coor­de­na­dor-geral da expo­si­ção Tra­ba­lha­do­res, Álva­ro Razuk, inter­pre­ta que a expo­si­ção con­ti­nua atu­al, mes­mo após cer­ca de 30 anos dos regis­tros foto­grá­fi­cos de Sal­ga­do e qua­se uma déca­da depois de ter sido vis­ta pelo públi­co bra­si­lei­ro.

“Essas fotos con­ti­nu­am atu­ais, jus­ta­men­te, por­que esse pro­ble­ma não se extin­guiu. Exis­te mui­to tra­ba­lho pre­ca­ri­za­do, ain­da, no mun­do. A toda hora, con­ti­nu­a­mos ven­do notí­ci­as de tra­ba­lho aná­lo­go à escra­vi­dão, aqui no Bra­sil, tam­bém”, decla­ra o arqui­te­to.

Para Razuk, os tra­ba­lhos das len­tes do fotó­gra­fo ser­vem como docu­men­tos impor­tan­tes de pes­qui­sa. “Por um lado, eu espe­ro que essa expo­si­ção se desa­tu­a­li­ze, mas, ao mes­mo tem­po, a [mos­tra] Tra­ba­lha­do­res vai ser impor­tan­te como um rela­to his­tó­ri­co. Acho que o tra­ba­lho do Sebas­tião tem um pou­co da for­ma­ção dele, no jor­na­lis­mo, como ele pen­sa, como ele fala em suas repor­ta­gens. Então, eu acho que esse acer­vo todo vai ter impor­tân­cia de memó­ria e de docu­men­ta­ção.”

Educação

O fotó­gra­fo Sebas­tião Sal­ga­do foi con­vi­da­do a mon­tar Tra­ba­lha­do­res no espa­ço de expo­si­ções tem­po­rá­ri­as do Museu Sesi Lab, pelo Sesi e pelo Ser­vi­ço Naci­o­nal de Apren­di­za­gem Indus­tri­al (Senai), ambos da CNI, por ofe­re­cer expe­ri­ên­ci­as que nave­gam nos cam­pos da arte, ciên­cia e tec­no­lo­gia, de acor­do com a geren­te exe­cu­ti­va de Cul­tu­ra do Sesi, Cláu­dia Rama­lho.

Clau­dia com­ple­men­tou dizen­do que a natu­re­za da expo­si­ção está em cone­xão com O Futu­ro das Pro­fis­sões, tema anu­al do Sesi Lab, em 2023. O espa­ço está em fun­ci­o­na­men­to des­de novem­bro de 2022 e foi ins­pi­ra­do no Explo­ra­to­rium, um museu de ciên­cia, tec­no­lo­gia e artes em San Fran­cis­co, Cali­fór­nia, nos Esta­dos Uni­dos.

Para Claú­dia Rama­lho, o Sesi Lab é um espa­ço que tem a mis­são de edu­car e ati­çar o visi­tan­te a refle­tir acer­ca de ques­tões soci­ais e a nova expo­si­ção con­tri­bui para isso. “Nos­so obje­ti­vo é tra­zer essa dis­cus­são sobre o mun­do do tra­ba­lho e, prin­ci­pal­men­te, rela­ci­o­na­do às pro­fis­sões, à indús­tria 4.0. Vamos tra­zer con­teú­dos para que a popu­la­ção per­ce­ba e com­pre­en­da a impor­tân­cia do desen­vol­vi­men­to de com­pe­tên­ci­as pes­so­ais, soci­ais, pro­du­ti­vas, e, sobre­tu­do, para que esses jovens este­jam aptos a essas pro­fis­sões que a gen­te ain­da não sabe que vão exis­tir daqui a dez anos, por exem­plo. E qual é a com­pe­tên­cia mais impor­tan­te? É a edu­ca­ção e é por isso que a gen­te abor­da a temá­ti­ca de uma for­ma lúdi­ca.”

O público

A expo­si­ção Tra­ba­lha­do­res é des­ti­na­da ao gran­de públi­co e foi mon­ta­da, na capi­tal fede­ral, para ser vis­ta por tra­ba­lha­do­res, estu­dan­tes, aca­dê­mi­cos, e não somen­te por fotó­gra­fos pro­fis­si­o­nais e os inte­res­sa­dos em foto­gra­fia.

Brasília (DF), 24/08/2023 - O museu interativo SESI Lab promove a exposição Trabalhadores, de Sebastião Salgado. Construída a partir de viagens realizadas entre 1986 e 1992, Trabalhadores oferece uma espécie de arqueologia visual da Revolução Industrial, período em que o trabalho manual foi o eixo central da vivência de mulheres e homens pelo mundo. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Repro­du­ção: Expo­si­ção Tra­ba­lha­do­res fica aber­ta ao públi­co em Bra­sí­lia até 28 de janei­ro de 2024 — Mar­ce­lo Camargo/Agência Bra­sil

Com a expe­ri­ên­cia, os visi­tan­tes pode­rão com­pre­en­der a impor­tân­cia do tra­ba­lha­dor e valo­ri­zar a neces­si­da­de de dig­ni­da­de e melho­res remu­ne­ra­ções. As visi­tas pode­rão ser gui­a­das por pro­fis­si­o­nais que estu­da­ram o enre­do de cada ima­gem expos­ta.

Na aber­tu­ra ofi­ci­al da expo­si­ção foto­grá­fi­ca, nes­te sába­do (26), às 15h, será exi­bi­do o docu­men­tá­rio O Sal da Ter­ra, diri­gi­do pelo ale­mão Wim Wen­ders e o bra­si­lei­ro Juli­a­no Sal­ga­do, filho de Sebas­tião Sal­ga­do. O fil­me é sobre a tra­je­tó­ria des­te artis­ta, seus tra­ba­lhos pre­mi­a­dos e o Ins­ti­tu­to Ter­ra, fun­da­do pelo casal Lélia Wanick e Sebas­tião Sal­ga­do, em 1998. O lon­ga de uma hora e 50 minu­tos de dura­ção con­cor­reu, em 2015, à esta­tu­e­ta do Oscar, na cate­go­ria de melhor docu­men­tá­rio. Após a exi­bi­ção da obra, o dire­tor Juli­a­no Sal­ga­do con­ver­sa­rá com o públi­co do Museu Sesi Lab.

Novo projeto

Antes da aber­tu­ra ofi­ci­al da mos­tra Tra­ba­lha­do­res, o arqui­te­to das expo­si­ções de Sebas­tião Sal­ga­do, Álva­ro Razuk, adi­an­tou que está sen­do nego­ci­a­do o retor­no ao Bra­sil da nova expo­si­ção foto­grá­fi­ca de Sebas­tião Sal­ga­do no pro­je­to Amazô­nia, ide­a­li­za­da pela cura­do­ra das ima­gens, Lélia Wanick Sal­ga­do.

Segun­do Álva­ro Razuk, novas edi­ções da expo­si­ção Amazô­nia pode­rão ser agen­da­das para 2024 e, pos­si­vel­men­te, para novem­bro de 2025, duran­te a rea­li­za­ção da 30ª Con­fe­rên­cia da Orga­ni­za­ção das Nações Uni­das (ONU) sobre Mudan­ças Cli­má­ti­cas (COP30), em Belém.

A expo­si­ção exi­bi­rá o resul­ta­do de sete anos de expe­di­ções foto­grá­fi­cas na Amazô­nia bra­si­lei­ra. As foto­gra­fi­as foram fei­tas por ter­ra, água e ar e retra­tam a trans­for­ma­ção da Amazô­nia, com degra­da­ção da flo­res­ta e fal­ta de pro­te­ção de ter­ri­tó­ri­os e povos indí­ge­nas.

Em 2022, a expo­si­ção já teve edi­ções no Sesc Pom­peia, na capi­tal pau­lis­ta, e no Museu do Ama­nhã, no Rio de Janei­ro.

Exposição Trabalhadores — Serviço

Perío­do: 26 de agos­to a 28 de janei­ro de 2024.

Ende­re­ço: Museu Sesi Lab, Setor Cul­tu­ral Sul, anti­go Tou­ring Club, ao lado da Rodo­viá­ria do Pla­no Pilo­to;

Horá­ri­os: de ter­ça a sex­ta-fei­ra, das 9h às 18h; sába­dos, domin­gos e feri­a­dos, das 10h às 19h;

Ingres­sos: bilhe­te­ria do Sesi Lab e pela inter­net;

Valo­res das entra­das: R$ 20 (intei­ra) e R$ 10 (meia).

Edi­ção: Juli­a­na Andra­de

LOGO AG BRASIL

Você pode Gostar de:

Brasília (DF) 06-04-2023 - Por dentro da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), estúdio da rádio nacional da Amazônia durante apresentaçāo de sua programaçāo ao vivo.Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Rádio Nacional chega onde falta energia e ajuda população do RS

Repro­du­ção: © Tânia Rêgo/Agência Bra­sil Rádio de pilha ressurge como principal meio de comunicação Publicado …