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Festival de robótica reúne estudantes de todo o país no DF

Repro­dução: © Fabio Rodrigues-Pozze­bom/ Agênc

Competições com alunos de 9 a 19 anos terminam neste sábado


Pub­li­ca­do em 18/03/2023 — 10:30 Por Heloisa Cristal­do – Repórter da Agên­cia Brasil — Brasília

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Aos 11 anos, Arthur Dutra, já mon­ta robôs com a destreza de um profis­sion­al. O estu­dante do 7º ano saiu de Vil­hena, em Roraima para par­tic­i­par do Fes­ti­val de Robóti­ca real­iza­do pelo Serviço Social da Indús­tria (Sesi), na cap­i­tal fed­er­al. Nes­ta edição, os prob­le­mas que estu­dantes de 9 a 19 anos pre­cisam resolver estão rela­ciona­dos à ener­gia.
Brasília (DF) 16/03/2023, Festival Sesi de Robótica reune mais de dois mil estudantes na capital federal. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Repro­dução: O estu­dante Arthur Dutra expli­ca sua estraté­gia para com­petição de robóti­ca, em Brasília — Foto: Fabio Rodrigues-Pozze­bom/ Agên­cia Brasil

“Somos da Elev3r e viemos com­pe­tir, o impor­tante é apren­der e tam­bém se diver­tir. O tra­bal­ho foi enorme para poder chegar, acred­ite nos seus son­hos que você vai con­seguir”, can­ta­va Arthur, ao lado de seis out­ros cole­gas da equipe, com os mes­mos capacetes ver­mel­hos.

Entu­si­as­ma­do para encon­trar respostas para os desafios pro­pos­tos pela com­petição com pequenos robôs feitos de peças de Lego, Arthur é respon­sáv­el por con­stru­ir e oper­ar robôs em sua segun­da par­tic­i­pação na com­petição.

“Nós temos que mon­tar os robôs sem man­u­al e em ver­são até menos atu­al­iza­da do que esta­mos acos­tu­ma­dos. Mas aqui a gente tem a chance de cri­ar e vamos por ten­ta­ti­va e erro para ver o que vai fun­cionar mel­hor. O mais legal do desafio é o con­jun­to todo: mon­tar os robôs, ver os ami­gos, apren­der pro­gra­mação e tra­bal­har em equipe”, disse.

Brasília (DF) 16/03/2023, Festival Sesi de Robótica reune mais de dois mil estudantes na capital federal. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Repro­dução: Brasília (DF) 16/03/2023, Fes­ti­val Sesi de Robóti­ca reune mais de dois mil estu­dantes na cap­i­tal fed­er­al. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil — Fabio Rodrigues-Pozze­bom/ Agênc

Para a téc­ni­ca da equipe de Arthur, a pro­fes­so­ra Lorines Cezne, de 42 anos, o grande bene­fí­cio da com­petição é treinar capaci­dades dos alunos para solu­cionar prob­le­mas.

“O torneio e a própria robóti­ca são for­mas de mostrar aos jovens como ter autono­mia no dia a dia para a vida profis­sion­al. Os con­ceitos que apren­dem aqui, lev­am para vida e dão a eles um leque de pos­si­bil­i­dades. Aqui temos o tra­bal­ho em equipe, como lidar com as emoções e frus­trações do dia a dia”, expli­cou. “Não existe rival­i­dade, temos que reforçar o com­pan­heiris­mo e um aju­da o out­ro. Essa é uma for­ma de mostrar ao jovem que se acon­te­cer algu­ma coisa erra­da, não pre­cisa se frus­trar, são desafios da vida”, acres­cen­tou.

Segun­do Cezne, em edição ante­ri­or, seus alunos desen­volver­am um pro­je­to para solu­cionar um prob­le­ma fre­quente na esco­la: a fal­ta de con­t­role remo­to para acionar o ar condi­ciona­do.

Brasília (DF) 16/03/2023, Festival Sesi de Robótica reune mais de dois mil estudantes na capital federal. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Repro­dução: Brasília (DF) 16/03/2023, Fes­ti­val Sesi de Robóti­ca reune mais de dois mil estu­dantes na cap­i­tal fed­er­al. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil — Fabio Rodrigues-Pozze­bom/ Agênc

“Muitos apar­el­hos de ar condi­ciona­do que ficavam sem fun­cionar porque não encon­trá­va­mos ou não tín­hamos o con­t­role remo­to. Então, os alunos cri­aram uma pla­ca acopla­da ao chaveiro, com mecan­is­mo para lig­ar o apar­el­ho e todos os pro­fes­sores tin­ha na mão”, con­tou.

Fór­mu­la 1

O fes­ti­val con­ta com o pro­je­to edu­ca­cional da Fór­mu­la 1, que incen­ti­va estu­dantes a montarem escud­e­rias, com três a seis inte­grantes. As equipes con­stroem um car­ro em miniatu­ra, répli­ca dos car­ros ofi­ci­ais de cor­ri­da, que, impul­sion­a­dos por um cilin­dro de CO2, podem chegar a 80 km/h em uma pista de 24 met­ros de com­pri­men­to.  A equipe vence­do­ra da cat­e­go­ria par­tic­i­pará do Grande Prêmio de Cin­ga­pu­ra, em setem­bro.

Em sua primeira par­tic­i­pação na com­petição, a estu­dante mineira Maria Eduar­da Brito, de 16 anos, con­tou que a entra­da em um pro­je­to de robóti­ca lig­a­do à Fór­mu­la 1 acon­te­ceu por motivos afe­tivos. “Des­de peque­na, acor­da­va cedo aos domin­gos para assi­s­tir Fór­mu­la 1 com meu pai e isso me incen­tivou a faz­er parte dessa equipe”. “Pre­tendo faz­er med­i­c­i­na e a robóti­ca me aju­da com relações humanas. Eu gos­to de ten­tar enten­der o ser humano, o cére­bro das pes­soas, de estar integra­da e ten­tar aju­dar. Aqui tem tudo isso”, con­tou.

Davi Rober­to, um dos seis par­ceiros de equipe de Maria Eduar­da, desta­cou que a cat­e­go­ria estim­u­la os estu­dantes a atu­arem como se estivessem em uma start­up de Fór­mu­la 1 para desen­volverem diver­sos aspec­tos, como orga­ni­za­ção de empre­sa, gestão de pes­soas, além da parte de engen­haria.

“A com­petição jul­ga diver­sos aspec­tos e a ‘estrela do pro­je­to’, que é a cor­ri­da, vale poucos pon­tos. Isso estim­u­la todos os par­tic­i­pantes a se empen­harem igual­mente”, descreveu.

Cidadãos

Real­iza­do há 10 anos pelo Sesi, o fes­ti­val reúne mais de 2.500 par­tic­i­pantes de todo país até este sába­do (18). Diari­a­mente, cer­ca de 3 mil pes­soas pas­saram pelo local, entre car­a­vanas de estu­dantes e vis­i­tantes. Para o dire­tor de oper­ações do Sesi, Paulo Mól, o fes­ti­val de robóti­ca estim­u­la a bus­ca de respostas para prob­le­mas reais do cotid­i­ano.

Brasília (DF) 16/03/2023 O porta voz do evento, Paulo Mol, fala sobre o Festival Sesi de robôtica reune mais de dois mil estudantes na capital federal. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Repro­dução: Por­ta voz do even­to, Paulo Mol, fala sobre o fes­ti­val — Fabio Rodrigues-Pozze­bom/ Agênc

“A gente acred­i­ta na robóti­ca como um mod­e­lo difer­ente para edu­cação do sécu­lo 21. De maneira que a con­strução do con­hec­i­men­to pode acon­te­cer com impacto social, estu­dantes se divertin­do, apren­den­do brin­can­do. O fes­ti­val tra­bal­ha vários temas, os par­tic­i­pantes têm que anal­is­ar o con­tex­to, quais os prob­le­mas vão resolver. Nos pro­je­tos soci­ais, estim­u­lam­os que os estu­dantes pensem de que maneira a robóti­ca pode aju­dar até mais do que ciên­cia e tec­nolo­gia na con­strução de cidadãos”, argu­men­tou.

Edição: Maria Clau­dia

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