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Festival Latinidades 2024 exalta a mulher negra

Repro­dução: © Arte Fes­ti­val Latinidade

Evento começou nesta sexta-feira em Salvador


Publicado em 06/07/2024 — 12:32 Por Agência Brasil — Brasília

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Começou nes­ta sex­ta-feira (5), em Sal­vador, a 17ª edição do Fes­ti­val Latinidades, o maior even­to cul­tur­al brasileiro de exal­tação da mul­her negra como potên­cia social, cria­ti­va e econômi­ca. A pro­gra­mação gra­tui­ta segue até o domin­go (7).

O tema da edição deste ano é Vem ser Fã de Mul­heres Negras. “Um chama­do para recon­hecer e cel­e­brar a força trans­for­mado­ra dessas mul­heres, ato que pode ser inter­pre­ta­do como rev­olu­cionário em uma sociedade machista e racista como a brasileira”, sub­lin­ha Jacque­line Fer­nan­des, dire­to­ra-ger­al e ide­al­izado­ra do fes­ti­val.

“Ser fã na ver­dade é muito mais do que uma palavrin­ha”, declar­ou em entre­vista à TV Brasil.  “Numa sociedade racista e machista, em que ceifam mul­heres negras, [ser fã delas] é algo ver­dadeira­mente rev­olu­cionário”.

Pre­sente no cal­endário cul­tur­al brasileiro des­de 2007, quan­do a primeira edição do fes­ti­val foi real­iza­da no Dis­tri­to Fed­er­al, neste ano o Latinidades expandiu hor­i­zontes, apor­tan­do sua pro­gra­mação mul­ti­lin­gua­gens tam­bém na Bahia, em Goiás e São Paulo.

Em todos os casos, a pro­gra­mação reforça a con­tribuição das mul­heres negras para a sociedade em difer­entes áreas, com destaque para o papel estratégi­co das artes e da cul­tura na pro­moção da equidade de gênero e raça.

Na sex­ta-feira, as apre­sen­tações foram aber­tas com o espetácu­lo da dança­ri­na e pro­fes­so­ra Vânia Oliveira, segui­do por debates e uma sessão da peça Medeia Negra, con­ce­bido pela atriz e escrito­ra Már­cia Lim­ma e dirigi­do por Tânia Fari­ase.

Neste sába­do, de 14h às 17h, tem lugar a parte literária do fes­ti­val, com con­ver­sas e lança­men­tos de obras com temáti­ca negra. Um dos livros foi escrito com base na exper­iên­cia do pro­je­to Esta­mos Prontas, toca­do em parce­ria com o Movi­men­to Mul­heres Negras Deci­dem e o Insti­tu­to Marielle Fran­co, cuja meta foi for­t­ale­cer 27 lid­er­anças negras pré-can­di­datas de todo o país que con­cor­ri­am a uma cadeira no Leg­isla­ti­vo em seus ter­ritórios. Em segui­da, ocorre um recital da advo­ga­da, maquiado­ra, retratista e poeta Luciene Nasci­men­to.

“Eu acho que o maior pano de fun­do do fes­ti­val é o afe­to e o recon­hec­i­men­to do lugar da mul­her negra em todos os estratos soci­ais”, avalia a pro­du­to­ra cul­tur­al Suei­de Matos.

“Eu acho que o mais pro­fun­do e o mais forte é o amor. É como esse fes­ti­val é capaz de emo­cionar com tan­to amor entre os povos e as mul­heres pre­tas no Brasil”, com­ple­men­tou.

O domin­go está reser­va­do ao quar­to Con­cer­to Inter­na­cional Con­tra o Racis­mo, real­iza­do pela Coal­izão Glob­al Con­tra o Racis­mo Sistêmi­co e pela Reparação, uma platafor­ma de ação glob­al con­tra o racis­mo cri­a­da pelo Insti­tu­to Afrode­scen­dente de Estu­dos, Pesquisa e Desen­volvi­men­to, em con­jun­to com o Cen­tro das Mul­heres Afro, da Cos­ta Rica.

No con­cer­to, se apre­sen­tarão artis­tas da Améri­ca Lati­na como Sasha Camp­bell (Cos­ta Rica), William Cepe­da (Puer­to Rico), Bel and Quinn (Haiti-Cana­da) e Sued Nunes (Brasil).

Edição: Fer­nan­do Fra­ga

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