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Festival Marco Zero apresenta dança em espaços públicos do DF

Repro­dução: © Val­ter Campanato/Agência Brasil

Série de apresentações vai de hoje a 13 de julho


Publicado em 06/07/2024 — 18:13 Por Agência Brasil — Brasília

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Os enormes gra­ma­dos do Dis­tri­to Fed­er­al e alguns de seus locais mais icôni­cos, como a Torre de TV, a Rodoviária do Plano Pilo­to, o metrô e out­ros espaços públi­cos serão pal­co do Fes­ti­val Mar­co Zero ocu­pa Brasília com uma sem­ana de dança em pais­agem urbana, que começou neste sába­do (6) e segue até o próx­i­mo sába­do (13). A série de apre­sen­tações vai per­cor­rer o DF com artis­tas brasileiros e angolanos, com forte par­tic­i­pação indí­ge­na e negra. Serão 16 inter­venções artís­ti­cas e duas ofic­i­nas real­izadas em difer­entes espaços de Taguatin­ga, Ceilân­dia, Núcleo Ban­deirante e Plano Pilo­to.

Segun­do a orga­ni­za­ção, todas as apre­sen­tações são gra­tu­itas e con­vi­dam o públi­co a exper­i­men­tar as diver­sas pos­si­bil­i­dades do cor­po que baila pela cidade nas ocu­pações cul­tur­ais e cen­tros com­er­ci­ais.

A aber­tu­ra do fes­ti­val foi no gra­ma­do da 216 norte, ao som dos maracás, dos pas­sos de toré, das rezas e das ressonân­cias sono­ras entre a natureza e a cidade. A artista indí­ge­na Idi­ane Crudzá, do Povo Kariri — Xocó, de Alagoas, apre­sen­tou Toda Cidade Já Foi Flo­res­ta.

Brasília (DF), 06.07.2024 - Pessoas e indígenas participam da abertura do Festival Marco Zero. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Repro­dução: Indí­ge­nas par­tic­i­pam da aber­tu­ra do Fes­ti­val Mar­co Zero — Foto: Val­ter Campanato/Agência Brasil

“A rua rep­re­sen­ta a fusão do mun­do ordinário, cotid­i­ano, cor­riqueiro e das man­i­fes­tações extra­ordinárias, impon­deráveis. Escol­her agir nesse espaço de resistên­cia, emi­nen­te­mente feito de memórias, de flux­os e pre­senças dis­tin­tas, é o fio con­du­tor do Fes­ti­val Mar­co Zero des­de sua cri­ação há quase 20 anos”, expli­ca Mar­celle Lago, dança­ri­na, ide­al­izado­ra e coor­de­nado­ra do fes­ti­val, que teve sua primeira edição em 2006.

Com recur­sos do Pro­gra­ma Funarte de Apoio a Ações Con­tin­u­adas 2023, a edição deste ano traz para Brasília tal­en­tos como a atriz e per­former mineira Idyl­la Sil­marovi e a artista matogrossense Kiga Bóe, indí­ge­na do povo Bóe Boro­ro, da aldeia Meruri. Tam­bém faz parte da pro­gra­mação a Com­pan­hia Dual, de São Paulo, que apre­sen­ta na Torre de TV o espetácu­lo Duo para 2 Per­di­dos, uma releitu­ra do tex­to teatral Dois Per­di­dos Numa Noite Suja, de Plínio Mar­cos.

Brasília (DF), 06.07.2024 - Pessoas e indígenas participam da abertura do Festival Marco Zero. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Repro­dução: Fes­ti­val Mar­co Zero — Foto:  Val­ter Campanato/Agência Brasil

De Per­nam­bu­co, o Mar­co Zero recebe a artista Rebe­ca Gondim, que apre­sen­ta Revin­da na sex­ta-feira (12), no Mimo Bar (SQN 205). A dança de Rebe­ca expres­sa as histórias do povo pre­to per­iféri­co, com movi­men­tos que lem­bram as brin­cadeiras das cul­turas pop­u­lares,  o impro­vi­so dos mestres de cer­imô­nia e as esquivas do fre­vo. Tam­bém de Per­nam­bu­co, Gabi Holan­da e Platafor­ma Beira ence­nam À Beira, que leva para a dança as angús­tias e esper­anças de quem vive às mar­gens dos rios e mangues sufo­ca­dos pelo avanço da espec­u­lação imo­bil­iária.

O pro­je­to Seio Sonoro, de Brasília, é out­ra atração do Fes­ti­val Mar­co Zero e tem apre­sen­tação mar­ca­da para o Metrô Gale­ria. Con­ce­bido por um cole­ti­vo de mul­heres da dança e da músi­ca, apre­sen­ta Ser Uma, um duo com músi­ca autoral de mul­heres da cidade.

O fes­ti­val con­ta com uma apre­sen­tação inter­na­cional, do grupo Idaebteam, de Ango­la, que apre­sen­ta Tatu Pan­ji Ango­la. A inter­venção con­ta a história e os cam­in­hos de três irmãos dançari­nos com car­ac­terís­ti­cas muito próprias den­tro da arte. Por meio da dança, Van­dro Poster, Geo e Didi BB con­duzem o públi­co a um mis­to de emoções e trazem con­si­go um belo reg­istro da cul­tura angolana.

A pro­gra­mação do Fes­ti­val Mar­co Zero ain­da traz para a cena o cole­ti­vo Debonde (RJ), a Cia. Cor­pus Entre Mun­dos (DF), o artista Kaled Has­san (DF), o dançari­no Guel Soares (DF), a atriz e per­former Maria Eugê­nia Félix (DF) e o dançari­no Iago Gabriel (DF).

Con­fi­ra a pro­gra­mação com­ple­ta da edição 2024 no site do fes­ti­val.

Edição: Fer­nan­do Fra­ga

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