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Florestas plantadas no Brasil somam 9,3 milhões de hectares em 2020

Repro­du­ção: © CNA/Wenderson Araujo/Trilux

Áreas com cobertura de eucalipto representam 80,2% das florestas


Publi­ca­do em 06/10/2021 — 10:01 Por Ana Cris­ti­na Cam­pos – Repór­ter da Agên­cia Bra­sil — Rio de Janeiro

A área esti­ma­da de flo­res­tas plan­ta­das no Bra­sil tota­li­zou, em 2020, 9,3 milhões de hec­ta­res, dos quais 70,6% con­cen­tra­dos nas regiões Sul e Sudes­te. As áre­as com cober­tu­ra de euca­lip­to cor­res­pon­de­ram a 80,2% das flo­res­tas plan­ta­das para fins comer­ci­ais no país. Enquan­to 44,3% das áre­as de euca­lip­to con­cen­tra­ram-se na região Sudes­te, na região Sul obser­vou-se pre­do­mi­nân­cia de flo­res­tas de pinus, cor­res­pon­den­tes a 84,6% do total.

Os dados são da pes­qui­sa Pro­du­ção da Extra­ção Vege­tal e da Sil­vi­cul­tu­ra (Pevs 2020), divul­ga­da hoje (6), no Rio de Janei­ro, pelo Ins­ti­tu­to Bra­si­lei­ro de Geo­gra­fia e Esta­tís­ti­ca (IBGE).

Em 2020, o estu­do iden­ti­fi­cou regis­tro de pro­du­ção pri­má­ria flo­res­tal em 4.868 muni­cí­pi­os, que, jun­tos, somam R$ 23,6 bilhões em valor de pro­du­ção, o que repre­sen­tou cres­ci­men­to de 17,9% em rela­ção a 2019. Esse resul­ta­do refle­te a recu­pe­ra­ção do setor, que, em 2019, recu­ou 2,7%, inter­rom­pen­do uma série de três anos de crescimento.

Segun­do o IBGE, a sil­vi­cul­tu­ra ampli­ou sua par­ti­ci­pa­ção no valor da pro­du­ção pri­má­ria flo­res­tal (79,8%) fren­te ao extra­ti­vis­mo vege­tal (cole­ta de pro­du­tos em matas e flo­res­tas nati­vas), que pas­sou a res­pon­der por 20,2% des­se total. A par­ti­ci­pa­ção dos pro­du­tos madei­rei­ros segue pre­pon­de­ran­te no setor da sil­vi­cul­tu­ra, repre­sen­tan­do 90,1% do valor da pro­du­ção florestal.

Carvão vegetal

Entre os pro­du­tos madei­rei­ros da sil­vi­cul­tu­ra hou­ve cres­ci­men­to do valor da pro­du­ção em todos os gru­pos, sen­do mais acen­tu­a­do no car­vão vege­tal (37,8%). A madei­ra em tora aumen­tou 18,3%, com des­ta­que para a madei­ra des­ti­na­da à fabri­ca­ção de papel e celu­lo­se que cres­ceu 25,6%. A lenha teve aumen­to de 6,3%.

Enquan­to os pro­du­tos madei­rei­ros res­pon­dem pela qua­se tota­li­da­de do valor da pro­du­ção da sil­vi­cul­tu­ra, na extra­ção vege­tal esse gru­po repre­sen­ta 60,3%, segui­do pelos ali­men­tí­ci­os (31,6), ceras (5,3%), ole­a­gi­no­sos (2,2%).

Segun­do o levan­ta­men­to, entre os pro­du­tos extra­ti­vos não madei­rei­ros, o açaí, com R$ 694,3 milhões, e a erva-mate, com R$ 559,7 milhões, são os que mais geram valor de produção.

Produção nacional

As regiões Sul e Sudes­te con­cen­tram gran­de par­te da pro­du­ção flo­res­tal do país. Jun­tas, elas res­pon­de­ram por 69,6% do valor da pro­du­ção naci­o­nal, impul­si­o­na­das, prin­ci­pal­men­te, pelo setor de flo­res­tas plan­ta­das. Minas Gerais con­ti­nua regis­tran­do o mai­or valor da pro­du­ção para esse seg­men­to, atin­gin­do R$ 6 bilhões em 2020, o que sig­ni­fi­ca 32,1% do valor da pro­du­ção naci­o­nal da sil­vi­cul­tu­ra, segui­do pelo Para­ná, com R$ 4,2 bilhões.

“Entre os muni­cí­pi­os, Telê­ma­co Bor­ba (PR) apre­sen­tou o mai­or valor da pro­du­ção flo­res­tal pri­má­ria em 2020, com R$ 568 milhões, assu­min­do a pri­mei­ra posi­ção no ran­king naci­o­nal. Das 20 muni­ci­pa­li­da­des do país com os mai­o­res valo­res de pro­du­ção flo­res­tal, 17 sobres­sa­em na explo­ra­ção de flo­res­tas plan­ta­das, e as demais, no extra­ti­vis­mo. Cruz Macha­do (PR), além da sil­vi­cul­tu­ra, des­ta­cou-se na extra­ção de erva-mate, e Limo­ei­ro do Aju­ru (PA), além do extra­ti­vis­mo madei­rei­ro, dis­tin­guiu-se na extra­ção de açaí. Col­ni­za (MT) foi des­ta­que na extra­ção da madei­ra em tora”, infor­mou o IBGE.

Edi­ção: Kle­ber Sampaio

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