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Governo pode usar excesso de arrecadação para corrigir tabela do IR

Repro­du­ção: © Antô­nio Cruz/Agência Bra­sil

Paulo Guedes também promete nova redução em tarifas de importação


Publi­ca­do em 07/04/2022 — 19:40 Por Well­ton Máxi­mo – Repór­ter da Agên­cia Bra­sil — Bra­sí­lia

Pelo menos uma par­te do exces­so de arre­ca­da­ção decor­ren­te da recu­pe­ra­ção da eco­no­mia pode­rá ser usa­do para cor­ri­gir da tabe­la do Impos­to de Ren­da Pes­soa Físi­ca, dis­se hoje (7) o minis­tro da Eco­no­mia, Pau­lo Gue­des. Em even­to pro­mo­vi­do pelo ban­co Bra­des­co, ele tam­bém pro­me­teu uma nova redu­ção do Impos­to de Impor­ta­ção.

“Con­ver­sa­mos se cor­ri­gi­mos a tabe­la do IR ago­ra ou dei­xa­mos para pri­mei­ra ação de novo gover­no. Não que­re­mos usar toda a alta de arre­ca­da­ção de uma vez. Vamos devol­ver ape­nas par­te para não cor­rer­mos ris­cos fis­cais”, decla­rou o minis­tro duran­te a con­fe­rên­cia vir­tu­al.

De acor­do com o minis­tro, a equi­pe econô­mi­ca tam­bém gos­ta­ria de usar a melho­ria da arre­ca­da­ção para finan­ci­ar a rene­go­ci­a­ção de dívi­das do Sim­ples Naci­o­nal e a isen­ção para inves­ti­do­res estran­gei­ros. Ele, no entan­to, dis­se que a alte­ra­ção de medi­das econô­mi­cas pela ala polí­ti­ca do gover­no nem sem­pre via­bi­li­zam essas medi­das.

“Ficam com a par­te boa das medi­das e reti­ram a par­te ruim, que é a fon­te de recur­sos. Com isso, aca­ba­mos ten­do que vetar medi­das por bater cabe­ça no gover­no”, expli­cou Gue­des.

IPI

Em rela­ção à deso­ne­ra­ção das impor­ta­ções, o minis­tro dis­se que o gover­no pre­ten­de pro­mo­ver uma nova roda­da de redu­ção de 10% no Impos­to de Impor­ta­ção, mas res­sal­tou que a medi­da depen­de de acor­do para o cor­te adi­ci­o­nal que fará o des­con­to no Impos­to sobre Pro­du­tos Indus­tri­a­li­za­dos (IPI) aumen­tar de 25% para 33%.

Segun­do o minis­tro, 12 pro­du­tos devem ser con­tem­pla­dos com a redu­ção das tari­fas de impor­ta­ção. “Vamos abrir a eco­no­mia res­pei­tan­do nos­so par­que indus­tri­al. Se o outro gover­no for soci­al demo­cra­ta, ele que aumen­te os impos­tos. Para o pró­xi­mo man­da­to, a pri­o­ri­da­de é a refor­ma tri­bu­tá­ria no pri­mei­ro dia de tra­ba­lho”, expli­cou.

No iní­cio do mês, o gover­no pror­ro­gou, por 30 dias, o cor­te de 25% no IPI. De acor­do com Gue­des, a equi­pe econô­mi­ca que­ria ele­var a redu­ção para 33%, mas a medi­da foi tra­va­da por­que os gover­na­do­res não con­cor­da­ram em redu­zir o Impos­to sobre a Cir­cu­la­ção de Mer­ca­do­ri­as e Ser­vi­ços (ICMS) sobre o die­sel.

“Os gover­na­do­res não redu­zi­ram o ICMS do die­sel, como se com­pro­me­te­ram a redu­zir. Zera­mos o impos­to do die­sel do nos­so lado e os gover­na­do­res não fize­ram do lado deles”, afir­mou.

Greves

Em rela­ção às pres­sões do fun­ci­o­na­lis­mo fede­ral por aumen­tos sala­ri­ais, Gue­des dis­se que a ideia é popu­lis­ta. Segun­do ele, a con­ces­são de qual­quer rea­jus­te num momen­to em que o país ain­da se recu­pe­ra da cri­se econô­mi­ca gera­da pela pan­de­mia de covid-19 tra­rá mais cus­tos para as gera­ções futu­ras.

“Se come­çar a dar rea­jus­te para todo mun­do, esta­mos empur­ran­do o cus­to para filhos e netos”, decla­rou. Na ava­li­a­ção do minis­tro, a repo­si­ção das per­das da infla­ção não pode ser fei­ta nes­te momen­to por­que o “mun­do viveu uma guer­ra” con­tra o novo coro­na­ví­rus.

Edi­ção: Maria Clau­dia

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