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Governo propõe a servidores aumento em auxílios, sem reajuste salarial

Repro­du­ção: © Mar­ce­lo Camargo/Agência Bra­sil

Uma das propostas é reajuste de 52% no auxílio-alimentação


Publi­ca­do em 19/12/2023 — 09:55 Por Andreia Ver­dé­lio – Repór­ter da Agên­cia Bra­sil  — Bera­sí­lia

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O gover­no fede­ral propôs aumen­tos em auxí­li­os, como ali­men­ta­ção e saú­de, sem apre­sen­tar pro­pos­ta de rea­jus­te sala­ri­al em 2024 para os ser­vi­do­res do Exe­cu­ti­vo. Nes­ta segun­da-fei­ra (18), ocor­reu a últi­ma reu­nião do ano da Mesa Naci­o­nal de Nego­ci­a­ção Per­ma­nen­te, do Minis­té­rio da Ges­tão e da Ino­va­ção em Ser­vi­ços Públi­cos (MGI). 

O secre­tá­rio de Rela­ções de Tra­ba­lho, José Lopez Fei­jóo, expli­cou, em comu­ni­ca­do, que as limi­ta­ções orça­men­tá­ri­as não per­mi­tem avan­çar na recom­po­si­ção sala­ri­al. Segun­do ele, a pro­pos­ta apre­sen­ta­da já é resul­ta­do de “enor­me esfor­ço” de nego­ci­a­ção da minis­tra Esther Dweck para abrir espa­ço no Orça­men­to da União.

Fei­jóo tam­bém res­sal­tou que, em 2023, o gover­no con­ce­deu um rea­jus­te sala­ri­al line­ar de 9% aos ser­vi­do­res do Exe­cu­ti­vo. O auxí­lio-ali­men­ta­ção tam­bém aumen­tou em 43%, pas­san­do de R$ 458 para R$ 658 men­sais.

José Lopez Feijóo será o novo secretário de Relações de Trabalho. Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Repro­du­ção: Segun­do Fei­jóo, pro­pos­ta já é resul­ta­do de “enor­me esfor­ço” de nego­ci­a­ção da minis­tra Esther Dweck para abrir espa­ço no Orça­men­to. Foto: ViniLoures/Agência Câma­ra

A pro­pos­ta apre­sen­ta­da ontem é de rea­jus­te de 52% no auxí­lio-ali­men­ta­ção a par­tir de maio de 2024, pas­san­do de R$ 658 para R$ 1 mil. Tam­bém foi pro­pos­to aumen­to na assis­tên­cia à saú­de com­ple­men­tar per capi­ta média (auxí­lio-saú­de), que hoje é de R$ 144,38, para em tor­no de R$ 215 (apro­xi­ma­da­men­te 49%). E, ain­da, acrés­ci­mo na assis­tên­cia pré-esco­lar (auxí­lio-cre­che), que pas­san­do de R$ 321 para R$ 484,90 (cer­ca de 51% a mais).

De acor­do com o gover­no, com a medi­da, o bene­fí­cio do Exe­cu­ti­vo pas­sa a se apro­xi­mar ao dos demais Pode­res, em aten­di­men­to à deman­da dos ser­vi­do­res. O secre­tá­rio José Fei­jóo infor­mou que a pre­o­cu­pa­ção cen­tral do gover­no é uma mai­or iso­no­mia remu­ne­ra­tó­ria. Como o aumen­to é sobre bene­fí­ci­os e não sobre o pró­prio salá­rio, o impac­to é mai­or em que ganha menos.

“É uma pro­pos­ta que bus­ca mai­or equi­lí­brio entre os meno­res e as mai­o­res remu­ne­ra­ções. Esta­mos em bus­ca de mai­or pro­por­ci­o­na­li­da­de, ao atu­ar­mos con­tra as dis­pa­ri­da­des exis­ten­tes”, escla­re­ceu.

Os novos valo­res foram pro­pos­tos na Lei Orça­men­tá­ria do ano que vem e estão para apro­va­ção do Con­gres­so Naci­o­nal.

Edi­ção: Maria Clau­dia

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