...
quarta-feira ,28 fevereiro 2024
Home / Direitos Humanos / Guia traz dicas de como receber o turista LGBTQIA+

Guia traz dicas de como receber o turista LGBTQIA+

Repro­du­ção: © Arte Minis­té­rio do Turismo/Divulgação

Documento está disponível de forma online para aparelhos móveis


Publi­ca­do em 17/01/2024 — 10:37 Por Pau­la Labois­siè­re – Repór­ter da Agên­cia Bra­sil — Bra­sí­lia

ouvir:

Lidar bem com a diver­si­da­de deve estar no topo das pre­o­cu­pa­ções de quem quer bem aten­der aos turis­tas. A ori­en­ta­ção é do Minis­té­rio do Turis­mo, ao dis­po­ni­bi­li­zar a car­ti­lha Bem aten­der: turis­tas LGBTQIA+. A pas­ta des­ta­ca que a popu­la­ção LGBTQIA+ é uma das que mais cres­ce no turis­mo mun­di­al e que saber a melhor for­ma de rece­bê-los, sem dife­ren­ci­a­ção, é fun­da­men­tal para o bem-estar e o sen­ti­men­to de aco­lhi­men­to e segu­ran­ça.

“A hos­pi­ta­li­da­de é uma carac­te­rís­ti­ca que encan­ta os turis­tas no Bra­sil. Nes­sa épo­ca de alta tem­po­ra­da e ati­vi­da­de turís­ti­ca ace­le­ra­da, é neces­sá­rio redo­brar a aten­ção para que os visi­tan­tes se sin­tam bem rece­bi­dos e, prin­ci­pal­men­te, res­pei­ta­dos”, refor­çou o minis­té­rio. O guia, dis­po­ní­vel de for­ma onli­ne e com ver­são para apa­re­lhos móveis, como celu­lar e tablet, pode ser aces­sa­do na ínte­gra aqui.

Conceitos e pronomes

A publi­ca­ção tra­ta de temas como dis­cri­mi­na­ção, iden­ti­da­de de gêne­ro, ori­en­ta­ção sexu­al e con­cei­tos como cis­gê­ne­ro e trans­gê­ne­ro, não biná­rio, tran­se­xu­ais, inter­se­xo, homem e mulher trans e tra­ves­ti. A car­ti­lha tam­bém cita, por exem­plo, a melhor manei­ra para se refe­rir à popu­la­ção trans. “Tra­te as pes­so­as pelos pro­no­mes de tra­ta­men­to senhor ou senho­ra, de acor­do com a iden­ti­da­de de gêne­ro. Se tiver dúvi­da, per­gun­te como a pes­soa pre­fe­re ser cha­ma­da”, reco­men­da o guia.

Tratamento igualitário

Outra dica envol­ve o tra­ta­men­to igua­li­tá­rio a casais LGBTQIA+. “Em datas espe­ci­ais, como Dia dos Namo­ra­dos, con­si­de­re a pos­si­bi­li­da­de de que dois homens ou duas mulhe­res sejam um casal. São casais da mes­ma manei­ra que os hete­ros­se­xu­ais, por­tan­to, devem rece­ber o mes­mo tra­ta­men­to”. Em casos em que haja pre­con­cei­to em vir­tu­de de iden­ti­da­de de gêne­ro ou ori­en­ta­ção sexu­al, a car­ti­lha ori­en­ta que o esta­be­le­ci­men­to dei­xe cla­ro sua pos­tu­ra de res­pei­to à diver­si­da­de.

Denúncias

O minis­té­rio refor­çou que o gover­no fede­ral con­ta com um tele­fo­ne para o regis­tro de denún­ci­as de des­res­pei­to aos direi­tos huma­nos, o Dis­que 100. Tam­bém exis­te o núme­ro 180, para denún­ci­as de vio­lên­cia con­tra mulhe­res – inclu­si­ve mulhe­res trans e tra­ves­tis. “Além des­sas fer­ra­men­tas, há diver­sas ins­ti­tui­ções esta­du­ais ou muni­ci­pais que ampa­ram a popu­la­ção LGBTQIA+ em caso de vio­lên­cia ou vio­la­ção a direi­tos”, con­cluiu a pas­ta.

Edi­ção: Valé­ria Agui­ar

LOGO AG BRASIL

Você pode Gostar de:

Rio de Janeiro – Para a religião cristã, as pessoas foram criadas à imagem e semelhança de Deus. Foi no palco, no entanto, que Renata Carvalho percebeu que isso não valeria se se tratasse de uma travesti. O espetáculo que protagonizou, Evangelho Segundo Jesus, Rainha do Céu, foi censurado diversas vezes e chegou a ser suspenso por medidas judiciais. Nele, a atriz interpreta Jesus Cristo, o que incomodou uma parcela dos espectadores e também gente que nem mesmo assistiu à peça. Foto: Naiara Demarco/Divulgação

Presença de trans nas artes reduz preconceito, afirma Renata Carvalho

Repro­du­ção: © Mar­cus Leoni/Divulgação Renata Carvalho diz que foram muitas as lutas em 23 anos …