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Human Rights Watch denuncia susposto uso de fósforo branco na guerra

Repro­dução: © Reuters

Testemunhas confirmam utilização da substância


Pub­li­ca­do em 13/10/2023 — 10:12 Por Agên­cia Brasil — Rio de Janeiro

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A orga­ni­za­ção inter­na­cional Human Rights Watch (HRW) divul­gou, nes­sa quin­ta-feira (12), uma nota em que denun­cia o uso de fós­foro bran­co em ataques à Faixa de Gaza. A enti­dade anal­isou vídeos que mostram a sub­stân­cia quími­ca em múlti­plas explosões, sobre o por­to da cidade de Gaza, cau­sadas por tiros de artil­haria dis­para­dos por forças israe­lens­es, na quar­ta-feira (11). 

A orga­ni­za­ção não gov­er­na­men­tal tam­bém disse ter con­fir­ma­do o uso da sub­stân­cia através do depoi­men­to de teste­munhas. Segun­do a HRW, o fós­foro bran­co — usa­do como corti­na de fumaça para ações mil­itares — pode causar queimaduras sev­eras e efeitos danosos de lon­go pra­zo aos sobre­viventes.

A ONG expli­ca que o fós­foro bran­co não é con­sid­er­a­do uma arma quími­ca, porque não tem efeitos tóx­i­cos e opera pri­mor­dial­mente por chamas e calor. Por isso, seu uso não é proibido pelas con­venções inter­na­cionais.

Leis são violadas

No entan­to, segun­do a HRW, seu uso em áreas den­sa­mente povoadas, como Gaza, vio­la as leis human­itárias inter­na­cionais, que requerem que “as partes envolvi­das no con­fli­to adotem todas as pre­cauções pos­síveis para evi­tar fer­i­men­tos e per­das de vidas de civis”.

A HRW tam­bém afir­ma que fós­foro bran­co foi usa­do em áreas rurais do sul do Líbano, na terça-feira (10). Em respos­ta à Agên­cia Brasil, as Forças de Defe­sa de Israel (IDF) infor­maram que “não usam esse tipo de arma”.

Edição: Kle­ber Sam­paio

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