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Incêndios podem ter degradado 9% do Pantanal nos últimos cinco anos

Repro­dução: © Marce­lo Camargo/Agência Brasil

Levantamento sobre degração de áreas florestais é da rede Mapbiomas


Publicado em 05/07/2024 — 07:10 Por Daniel Mello — Repórter da Agência Brasil — São Paulo

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Os incên­dios podem ter degrada­do cer­ca de 9% da veg­e­tação nos últi­mos cin­co anos, segun­do esti­ma­ti­va da rede Map­bio­mas. De acor­do com o lev­an­ta­men­to, a área degrada­da no bio­ma entre 1986 e 2021 pode vari­ar entre 800 mil (6,8%) e 2,1 mil­hões de hectares (quase 19%). O estu­do mostra que ape­sar de o bio­ma con­viv­er com o fogo, exis­tem áreas que são sen­síveis aos incên­dios.

A incia­ti­va, que reúne orga­ni­za­ções não gov­er­na­men­tais, uni­ver­si­dades e empre­sas de tec­nolo­gia para mon­i­torar o uso da ter­ra no país, lança nes­ta sex­ta-feira (5) uma platafor­ma sobre a degradação das áreas flo­restais. Os dados, mapas e códi­gos pro­duzi­dos são disponi­bi­liza­dos gra­tuita­mente.

São con­sid­er­adas áreas degradadas as regiões que não foram com­ple­ta­mente des­matadas, mas que sofrem alter­ações sig­ni­fica­ti­vas da com­posição biológ­i­ca. Entre os fatores con­sid­er­a­dos pela Map­bio­mas estão o taman­ho e nív­el de iso­la­men­to dos frag­men­tos flo­restais, a fre­quên­cia das queimadas, invasão por espé­cies exóti­cas e o pisoteio por reban­hos.

Incêndios

O mês de jun­ho teve este ano a maior média de área queima­da no Pan­tanal de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul reg­istra­da des­de 2012 pela série históri­ca do Lab­o­ratório de Apli­cações de Satélites Ambi­en­tais, do Depar­ta­men­to de Mete­o­rolo­gia da Uni­ver­si­dade Fed­er­al do Rio de Janeiro. Em ape­nas 30 dias, o fogo con­sum­iu mais de 411 mil hectares do bio­ma, quan­do, na média históri­ca, o Pan­tanal cos­tu­ma queimar pouco mais de 8 mil hectares.

A área atingi­da ficou aci­ma, inclu­sive, da média históri­ca de setem­bro, quan­do o bio­ma queima, em média, 406 mil hectares. No acu­mu­la­do de 2024, a área atingi­da chegou a 712 mil hectares nes­sa terça-feira (2), o que cor­re­sponde a 4,72% do bio­ma.

A Polí­cia Fed­er­al está inves­ti­gan­do a origem do fogo em algu­mas situ­ações. Segun­do a min­is­tra do Meio Ambi­ente e Mudança do Cli­ma, Mari­na Sil­va, 85% dos incên­dios ocor­rem em ter­ras pri­vadas.

Brasil

Um quar­to (25%) da veg­e­tação nati­va do Brasil pode estar sujei­ta à degradação. O lev­an­ta­men­to da rede Map­bio­mas rev­el­ou que entre 11% e 25% das matas do país ficaram expostas a proces­sos destru­tivos entre 2021 e 1986. Os per­centu­ais são cor­re­spon­dentes a área de 60,3 mil­hões de hectares até 135 mil­hões.

A Mata Atlân­ti­ca é o bio­ma mais degrada­do pro­por­cional­mente, com área entre 36% e 73% dos remanes­centes de veg­e­tação expos­ta aos proces­sos de destru­ição, equiv­a­lente a área entre 12 mil­hões e 24 mil­hões de hectares.

Em área abso­lu­ta, o Cer­ra­do é o bio­ma com maior degradação, com total que pode vari­ar entre 18,3 mil­hões e 43 mil­hões de hectares (de 19,2% a 45,3% do que res­ta dessa veg­e­tação).

A segun­da maior área degrada­da está na Amazô­nia, com um total que pode vari­ar entre 19 mil­hões e 34 mil­hões de hectares, cor­re­spon­den­do a algo entre 5,4% e 9,8% do bio­ma.

Edição: Graça Adju­to

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