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Inmet: El Niño sai neste mês e La Niña chega em julho

Repro­dução: © Marce­lo Camargo/Agência Brasil

Chuvas ainda continuam este mês nas regiões Norte, Nordeste e Sul


Publicado em 16/06/2024 — 10:47 Por Luciano Nascimento — Repórter da Agência Brasil — São Luís

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A segun­da sem­ana de jun­ho vai ser mar­ca­da pela ocor­rên­cia de chu­vas nas regiões Norte, Nordeste e Sul, com pre­visões de pan­cadas que podem super­ar os 60 mm nas duas primeiras regiões e 70 mm no Sul, segun­do o Insti­tu­to Nacional de Mete­o­rolo­gia (Inmet). Segun­do o Inmet, jun­ho mar­ca o fim do fenô­meno El Niño, com pre­visão de iní­cio do La Niña no mês seguinte.

Na Região Norte, o Inmet apon­ta que os maiores acu­mu­la­dos de chu­va devem ocor­rer no noroeste do Ama­zonas, norte do Pará, Roraima, além de áreas do leste do Amapá com acu­mu­la­dos que podem super­ar 60 mm. Nas demais áreas, os vol­umes devem ser infe­ri­ores a 40 mm.

Já na Região Nordeste, a pre­visão é de pan­cadas de chu­va na faixa leste, que podem super­ar os 60 mm. Enquan­to na faixa norte da região, há pre­visão de chu­va com menores acu­mu­la­dos, no inte­ri­or pode ocor­rer tem­po quente e seco.

Em relação à região Sul, a pre­visão de chu­vas se con­cen­tra nos esta­dos do paraná e San­ta Cata­ri­na.

El Niño

Car­ac­ter­i­za­do pelo aque­c­i­men­to anor­mal das águas do oceano Pací­fi­co na sua porção equa­to­r­i­al, o El Niño ocorre em inter­va­l­os irreg­u­lares de cin­co a sete anos e tem duração média que varia entre um ano a um ano e meio.

De jun­ho de 2023 a abril de 2024, o El Niño influ­en­ciou no aumen­to das áreas de seca na Região Norte, que pas­sou de fra­ca a extrema em algu­mas áreas, enquan­to na Rregião Sul, as áreas com seca mod­er­a­da a extrema desa­pare­ce­r­am grad­ual­mente. Na Região Nordeste ocor­reram áreas com seca grave, que retro­ced­er­am a par­tir de março de 2024.

O fenô­meno tam­bém con­tribuiu ati­va­mente para os even­tos de inun­dação de excep­cional mag­ni­tude no mês de maio, o que car­ac­ter­i­zou o maior desas­tre já ocor­ri­do no Rio Grande do Sul.

De acor­do com bole­tim divul­ga­do na últi­ma quar­ta-feira (12), o atu­al padrão obser­va­do de condições de tem­per­atu­ra da super­fí­cie do mar do oceano Pacífi­co equa­to­r­i­al indi­ca val­ores próx­i­mos da média cli­ma­tológ­i­ca, apon­tan­do para o fim do fenô­meno El Niño e a chega­da do La Niña, mar­ca­do pelo res­fri­a­men­to anor­mal das águas do Pací­fi­co.

“A maio­r­ia dos mod­e­los climáti­cos apon­ta essa condição de neu­tral­i­dade, com val­ores de anom­alia da super­fí­cie do mar infe­ri­ores a 0,5°C. De acor­do com as pro­jeções esten­di­das do Inter­na­tion­al Research Insti­tute for Cli­mate and Soci­ety (IRI), há pos­si­bil­i­dade da for­mação do fenô­meno La Niña par­tir do segun­do semes­tre — jul­ho-agos­to-setem­bro de 2024 — com prob­a­bil­i­dade de 69%”, infor­mou o insti­tu­to.

Edição: Maria Clau­dia

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