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Inmetro alerta sobre importância do selo de conformidade de brinquedos

Repro­du­ção: © Fer­nan­do Frazão/Agência Bra­sil

Certificação garante segurança no uso do produto por crianças


Publi­ca­do em 07/10/2021 — 23:46 Por Ala­na Gan­dra – Repór­ter da Agên­cia Bra­sil — Rip de Janei­ro

O dire­tor subs­ti­tu­to de Ava­li­a­ção da Con­for­mi­da­de do Ins­ti­tu­to Naci­o­nal de Metro­lo­gia, Qua­li­da­de e Tec­no­lo­gia (Inme­tro), Leo­nar­do Rocha, aler­tou sobre a neces­si­da­de de aten­ção na hora da com­pra de pre­sen­tes, prin­ci­pal­men­te brin­que­dos, para o Dia das Cri­an­ças. Em entre­vis­ta nes­ta quin­ta-fei­ra (7) à Agên­cia Bra­sil, Rocha dis­se que a prin­ci­pal reco­men­da­ção é veri­fi­car, no ato da com­pra, a pre­sen­ça do Selo de Con­for­mi­da­de do Inme­tro.

“A pre­sen­ça des­se selo sig­ni­fi­ca que o pro­du­to pas­sou por um pro­ces­so de ava­li­a­ção e demons­trou cum­prir com os requi­si­tos de segu­ran­ça”, afir­mou Rocha, ao lem­brar que a ava­li­a­ção é fei­ta pelo Inme­tro, pelos orga­nis­mos de cer­ti­fi­ca­ção e labo­ra­tó­ri­os de ensaio uma vez por ano nas fábri­cas e que a res­pon­sa­bi­li­da­de pela manu­ten­ção da con­for­mi­da­de recai, por­tan­to, sobre o pró­prio fabri­can­te.

Em entre­vis­ta ontem ao pro­gra­ma A Voz do Bra­sil, da Empre­sa Bra­sil de Comu­ni­ca­ção (EBC), o pre­si­den­te do Inme­tro, Mar­cos de Oli­vei­ra Júni­or, falou sobre o assun­to. Segun­do Oli­vei­ra Júni­or, todos os brin­que­dos comer­ci­a­li­za­dos no Bra­sil, naci­o­nais ou impor­ta­dos, têm que ter o selo do ins­ti­tu­to. “Eles pre­ci­sam pas­sar pela cer­ti­fi­ca­ção do Inme­tro, têm que ter o selo do Inme­tro e, jun­to com ele, o logo­ti­po do orga­nis­mo que faz a cer­ti­fi­ca­ção des­se brin­que­do.”

Mercado formal

Já Leo­nar­do Rocha des­ta­cou que as com­pras devem ser fei­tas pre­fe­ren­ci­al­men­te em esta­be­le­ci­men­tos legal­men­te cons­ti­tuí­dos, evi­tan­do camelôs e fei­ras, locais em que, geral­men­te, são ven­di­dos pro­du­tos que não aten­dem aos requi­si­tos de segu­ran­ça e, mui­tas vezes, são pira­tas. É impor­tan­te que, no caso de pro­du­tos sem o selo, isso seja denun­ci­a­do à Ouvi­do­ria do Inme­tro, pelo núme­ro 0800–23851818. Segun­do Rocha, isso per­mi­te que o ins­ti­tu­to enca­mi­nhe equi­pes de fis­ca­li­za­ção ao local para reco­lher os pro­du­tos irre­gu­la­res no mer­ca­do.

Obri­ga­tó­rio em brin­que­dos des­de 1992, o selo do Inme­tro é con­ce­di­do depois que o pro­du­to pas­sa por vári­os ensai­os em labo­ra­tó­ri­os. São ana­li­sa­dos itens de segu­ran­ça como impac­to e que­da (bor­das cor­tan­tes e pon­tas agu­das); mor­di­da (par­tes peque­nas que podem ser leva­das à boca); toxi­ci­da­de (metais e subs­tân­ci­as noci­vos à saú­de); infla­ma­bi­li­da­de (ris­co de com­bus­tão em con­ta­to com o fogo); e ruí­do (níveis aci­ma dos limi­tes esta­be­le­ci­dos pela legis­la­ção).

Faixa etária

Tam­bém é impor­tan­te obser­var à ques­tão da res­tri­ção da fai­xa etá­ria, que tem a ver com segu­ran­ça. Já a indi­ca­ção de fai­xa etá­ria está rela­ci­o­na­da ao aspec­to cog­ni­ti­vo: os brin­que­dos são clas­si­fi­ca­dos por fai­xa etá­ria. Rocha des­ta­cou que alguns brin­que­dos não são indi­ca­dos para cri­an­ças de até 6 meses ou de até 3 anos, por exem­plo, por ques­tões de segu­ran­ça. “São brin­que­dos que têm peso incom­pa­tí­vel com a ida­de da cri­an­ça, têm uma pon­ta ou algu­ma coi­sa incom­pa­tí­vel com a fai­xa etá­ria”. Há ida­des, porém, em que as cri­an­ças já con­se­guem brin­car melhor e extrair o máxi­mo do que o brin­que­do pode ofe­re­cer a elas, res­sal­tou.

Para os pais que têm mais de uma cri­an­ça em casa, de ida­des dife­ren­tes, Rocha reco­men­dou que fiquem aten­tos para que a mais nova não use o brin­que­do da mais velha e que haja uma super­vi­são míni­ma por par­te dos pais. “Isso tam­bém é impor­tan­te.”

Na entre­vis­ta à Voz do Bra­sil, o pre­si­den­te do Inme­tro res­sal­tou que é pre­ci­so ter aten­ção com pro­du­tos com­pra­dos pela inter­net. “A regra é a mes­ma”, afir­mou Oli­vei­ra Júni­or. Ele lem­brou que nos sites de ven­da vir­tu­al, há fotos dos pro­du­tos, de vári­os ângu­los, e que o res­pon­sá­vel deve pro­cu­rar obser­var se tem o selo do Inme­tro ali.

“Se ficar na dúvi­da, per­gun­te para quem está ven­den­do no chat, na men­sa­gem, se tem o selo do Inme­tro. Se não tiver, o pro­du­to é irre­gu­lar”. Oli­vei­ra Júni­or dis­se que uma boa dica é: “se não tem o selo do Inme­tro, comu­ni­que à pró­pria pla­ta­for­ma que está ven­den­do, para que ela tome as pro­vi­dên­ci­as”.

Nota fiscal

Pais e res­pon­sá­veis devem exi­gir tam­bém a nota fis­cal, não só para brin­que­dos, mas para qual­quer pro­du­to. “Exi­gir a nota fis­cal para, em caso de qual­quer pro­ble­ma, poder reque­rer a tro­ca do brin­que­do.” Leo­nar­do Rocha des­ta­cou a impor­tân­cia da aju­da da popu­la­ção para, na even­tu­a­li­da­de de algum aci­den­te no caso de pro­du­tos com selo do Inme­tro e com­pra­dos em esta­be­le­ci­men­to comer­ci­al lega­li­za­do, denun­ci­ar o fato ao ins­ti­tu­to.

“Temos o Sis­te­ma Inme­tro de Moni­to­ra­men­to de Aci­den­tes de Con­su­mo e, a par­tir des­ses rela­tos, pro­mo­ve­mos melho­ri­as e aper­fei­ço­a­men­to na nos­sa regu­la­men­ta­ção e nas ações de fis­ca­li­za­ção”, res­sal­tou. Nes­ses casos, o pro­ble­ma é con­si­de­ra­do ris­co para o con­su­mi­dor e é inves­ti­ga­do de for­ma dife­ren­te. Para pro­du­tos sem o selo de con­for­mi­da­de, a ação é de fis­ca­li­za­ção e de repres­são.

O Inme­tro ini­ci­ou no fim de setem­bro uma ação de fis­ca­li­za­ção rela­ti­va à ven­da de pro­du­tos para o Dia das Cri­an­ças que irá até o dia 12. “Temos ope­ra­ções ao lon­go do ano e uma ação espe­ci­al vol­ta­da à fis­ca­li­za­ção de brin­que­dos no mer­ca­do em geral, no país todo.” Essa ação é fei­ta em par­ce­ria com os ins­ti­tu­tos esta­du­ais de Pesos e Medi­das, de manei­ra simul­tâ­nea, para evi­tar a comer­ci­a­li­za­ção de pro­du­tos irre­gu­la­res, prin­ci­pal­men­te nes­se perío­do e per­to do Natal.

Cer­ca de 15% das recla­ma­ções que che­gam ao Inme­tro são refe­ren­tes a brin­que­dos, dis­se Rocha.

Pop-its e orbeez

Leo­nar­do Rocha afir­mou que o aler­ta vale igual­men­te para os pop-its orbe­ez. Pop-its são pro­du­tos colo­ri­dos e maleá­veis, para uso de cri­an­ças, com a fina­li­da­de de inte­ra­gir e ali­vi­ar o estres­se. Des­ti­na­dos a cri­an­ças de até 14 anos, por serem lúdi­cos, são con­si­de­ra­dos brin­que­dos. Por isso, devem ser comer­ci­a­li­za­dos no Bra­sil com o selo do Inme­tro em suas emba­la­gens.

Já o orbe­ez é um brin­que­do que tem em seu inte­ri­or diver­sas micro­bo­li­nhas maci­as e é con­train­di­ca­do para cri­an­ças de até 3 anos, que cos­tu­mam levar pro­du­tos à boca. Como são des­ti­na­dos ao públi­co infan­til, valem as mes­mas ori­en­ta­ções: aqui­si­ção no mer­ca­do for­mal, pre­sen­ça do Selo de Con­for­mi­da­de do Inme­tro e res­tri­ção de fai­xa etá­ria, acres­cen­tou.

Mar­cos de Oli­vei­ra Júni­or refor­çou que os pais devem ter os mes­mos cui­da­dos quan­do adqui­ri­rem tal tipo de brin­que­do. “Os pop-its tam­bém são brin­que­dos e têm que ter a cer­ti­fi­ca­ção do .Inme­tro. Têm que ter o selo visí­vel na emba­la­gem, e o que nós obser­va­mos é que tem mui­tos aí sen­do ven­di­dos no mer­ca­do infor­mal, em com­pras pela inter­net, que não têm esse cui­da­do.” |Tais brin­que­dos sem o Selo de Con­for­mi­da­de podem ser tóxi­cos, dis­se o pre­si­den­te do Inme­tro, rei­te­ran­do que essa cer­ti­fi­ca­ção sig­ni­fi­ca que o brin­que­do pas­sou pelos tes­tes e veri­fi­cou-se que não tem nenhum pro­ble­ma de toxi­ci­da­de para as cri­an­ças.

Segun­do Oli­vei­ra Júni­or, mui­tos pais pre­fe­rem pagar menos por brin­que­dos simi­la­res, embo­ra isso “gere ris­co para a cri­an­ça”. Mui­tas vezes, esse tipo de pro­du­to mos­tra-se, mais tar­de, defei­tu­o­so e com pro­ble­mas. Ele admi­tiu que é pos­sí­vel encon­trar em came­ló­dro­mos pro­du­tos com selo fal­si­fi­ca­do do Inme­tro. Nes­se caso, a ori­en­ta­ção é denun­ci­ar o fato ao site do Inme­tro e aos ins­ti­tu­tos de Pesos e Medi­das dos esta­dos, “para que se pos­sa fazer a atu­a­ção cor­re­ta de vigi­lân­cia de mer­ca­do e reti­rar esses pro­du­tos que cau­sam ris­co”.

Oli­vei­ra Júni­or des­ta­cou que as cri­an­ças são mui­to cri­a­ti­vas e sem­pre encon­tram um jei­to novo de usar os brin­que­dos. Por isso, suge­riu que, para evi­tar ris­cos, os pais sem­pre veri­fi­quem se elas estão usan­do o brin­que­do cor­re­ta­men­te. Mes­mo que o pro­du­to tenha o selo do Inme­tro, é pre­ci­so ler as ins­tru­ções por­que, “ na cri­a­ti­vi­da­de que têm, as cri­an­ças são capa­zes de fazer coi­sas ini­ma­gi­ná­veis”.

Edi­ção: Nádia Fran­co

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