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Instituto orienta para não cair em armadilhas na Black Friday

Repro­du­ção: © Rove­na Rosa/Agência Bra­sil

Cartilha pode ser acessada no site do Idec


Publi­ca­do em 20/11/2022 — 16:58 Por Flá­via Albu­quer­que — Repór­ter da Agên­cia Bra­sil — São Pau­lo

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Com a pro­xi­mi­da­de da Black Fri­day, que acon­te­ce na últi­ma sex­ta-fei­ra de novem­bro, ofe­re­cen­do pro­mo­ções aos con­su­mi­do­res, as enti­da­des de defe­sa do con­su­mi­dor ori­en­tam o cida­dão para não entrar em arma­di­lhas ao se depa­rar com as cha­ma­das mega­li­qui­da­ções e os pre­ços apa­ren­te­men­te bai­xos. A data, tra­di­ci­o­nal dos Esta­dos Uni­dos é rea­li­za­da no Bra­sil des­de 2010, e come­çou como um even­to exclu­si­va­men­te onli­ne, pas­san­do para o vare­jo físi­co em segui­da. Os lojis­tas uti­li­zam o dia para aumen­tar a saí­da dos pro­du­tos e reno­var os esto­ques para o Natal.

De acor­do com o advo­ga­do da Área de Rela­ci­o­na­men­to do Ins­ti­tu­to de Defe­sa do Con­su­mi­dor (Idec), David Gue­des, é impor­tan­te pres­tar aten­ção em três fato­res duran­te esses perío­dos de pro­mo­ção e gran­de ape­lo comer­ci­al, que são essas datas espe­ci­ais. Em pri­mei­ro lugar, o pla­ne­ja­men­to, que envol­ve pro­cu­rar com cal­ma pelos itens aos quais se têm neces­si­da­de para não ceder às ten­ta­ções des­sas pro­mo­ções.

O advo­ga­do aler­ta que as pes­so­as gos­tam da pala­vra pro­mo­ção, e por isso é pre­ci­so evi­tar fazer com­prar que vão além da neces­si­da­de real de con­su­mo e de sua rea­li­da­de finan­cei­ra. “Esta­mos em um momen­to mui­to difí­cil em que o endi­vi­da­men­to das famí­li­as no Bra­sil está aci­ma de 75% devi­do a vári­os fato­res, então é impor­tan­te que as pes­so­as façam o con­su­mo cons­ci­en­te, uti­li­zan­do essas opor­tu­ni­da­des para fazer uma com­pra de itens que real­men­te pre­ci­sa e não ficar se endi­vi­dan­do a toa”.

O segun­do pon­to, segun­do Gue­des, é a pes­qui­sa, que nada mais é do que veri­fi­car quais os itens dese­ja­dos, a qua­li­da­de, as espe­ci­fi­ca­ções e o for­ne­ce­dor, prin­ci­pal­men­te aque­le des­co­nhe­ci­do. “É pre­ci­so pes­qui­sar a repu­ta­ção daque­la loja, de que for­ma ela resol­ve os pro­ble­mas com o con­su­mi­dor, se há um his­tó­ri­co de pro­ble­mas mui­to difí­cil e lon­go, e como a empre­sa lida com esse tipo de pro­ble­ma rela­ci­o­na­do às Black Fri­day ante­ri­o­res. Todas essas infor­ma­ções nós con­se­gui­mos na inter­net com cer­ta faci­li­da­de”.

O últi­mo pon­to é a segu­ran­ça, com o con­su­mi­dor estan­do aten­to à gran­de quan­ti­da­de de gol­pes, como links fal­sos em redes soci­ais, apa­re­cen­do como anún­ci­os de for­te ape­lo e atra­ti­vo, com pre­ço mui­to abai­xo do pra­ti­ca­do no mer­ca­do e lon­ge da rea­li­da­de da pro­mo­ção. “Mui­tas pes­so­as acre­di­tam, cli­cam no link e aca­bam ins­ta­lan­do vírus no seu dis­po­si­ti­vo ou mes­mo sen­do dire­ci­o­na­das para uma pági­na fal­sa de paga­men­to que some depois. É pre­ci­so des­con­fi­ar de ofer­tas mui­to van­ta­jo­sas e evi­tar com­prar de for­ne­ce­do­res des­co­nhe­ci­dos”, dis­se o advo­ga­do do Idec.

Gue­des res­sal­ta a ques­tão dos fal­sos des­con­tos, que tam­bém cos­tu­mam ocor­rer nes­se perío­do, quan­do a empre­sa sobe seus pre­ços nos dias ante­ri­o­res e no dia da Black Fri­day dimi­nui para dar a fal­sa ideia de des­con­to. “Isso é uma frau­de e pode ser denun­ci­a­da para o Pro­con. É impor­tan­te que o con­su­mi­dor siga a linha do pla­ne­ja­men­to com as pes­qui­sas nas sema­nas ante­ri­o­res para veri­fi­car se está ocor­ren­do esse tipo de mano­bra e evi­tar fazer negó­cio com esse tipo de ven­de­dor, por­que have­rá for­ne­ce­do­res com os pre­ços ver­da­dei­ra­men­te em con­ta”, ori­en­ta.

As denún­ci­as podem ser fei­tas no Pro­con da cida­de onde o con­su­mi­dor resi­de ou no site da Secre­ta­ria Naci­o­nal do Con­su­mi­dor (Sena­con). Se a pes­soa for víti­ma de uma frau­de com pre­juí­zo finan­cei­ro é pre­ci­so regis­trar um bole­tim de ocor­rên­cia.

“Se o con­su­mi­dor puder iden­ti­fi­car de algu­ma for­ma a empre­sa ou o ven­de­dor, é pos­sí­vel fazer a recla­ma­ção no Pro­con. No entan­to, é mui­to comum que isso não seja tão fácil, por­que os frau­da­do­res nor­mal­men­te uti­li­zam empre­sas fal­sas”, dis­se.

Gue­des lem­brou que é pra­ti­ca­men­te impos­sí­vel recu­pe­rar os valo­res pagos nes­ses casos por­que os gol­pis­tas têm uma for­ma mui­to espe­cí­fi­ca de agir para não serem iden­ti­fi­ca­dos, “por isso é tão impor­tan­te que o con­su­mi­dor tomes todas as medi­das para se pre­ca­ver”.

O advo­ga­do des­ta­cou ain­da que todas as regras do comér­cio em geral se apli­cam para a data, como o pra­zo de entre­ga e o direi­to de arre­pen­di­men­to, que tem o pra­zo de 7 dias a par­tir do rece­bi­men­to do pro­du­to. “Não tem nenhu­ma dife­ren­ça. E o for­ne­ce­dor pre­ci­sa cum­prir a ofer­ta que faz. Haven­do qual­quer pro­ble­ma e se o com­pra­dor ten­tar resol­ver com a empre­sa e não con­se­guir, pode pro­cu­rar os órgãos de defe­sa do con­su­mi­dor”.

Para ori­en­tar e escla­re­cer as dúvi­das dos con­su­mi­do­res quer pre­ten­dem fazer com­pras no perío­do da Black Fri­day, o Idec ela­bo­rou uma car­ti­lha que pode ser aces­sa­da no site do ins­ti­tu­to.

Edi­ção: Fer­nan­do Fra­ga

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